Thursday, December 16, 2010

ABA - Applied Behavior Analysis

Análise do Comportamento é o estudo científico do comportamento, Applied Behavior Analysis - análise aplicada do comportamento - (ABA) envolve o que já sabemos sobre o comportamento, baseado nos princípios de comportamento, e assim usar esta informação para trazer uma mudança de comportamento que seja positiva.

Comportamento deve ser entendido como resposta humana a um estímulo e NÃO obediência, a escolha de estratégias a serem usadas para ajudar a criança em seu desenvolvimento e a entender o mundo são baseada na análise do como e porque a criança reage a esses estímulos da maneira que impedem que ela se desenvolva.

A análise do comportamento avalia e acessa as variáveis biológicas e ambientais que cercam o indivíduo e assim pode determinar como essas variáveis afetam o seu comportamento. Com essas informações de análise é possível que um plano educacional/comportamental seja traçado e assim determinadas as ferramentas mais apropriadas para auxiliar o desenvolvimento da criança específica.

Por isso, o princípio fundamental do
ABA é a análise do comportamento, como o próprio nome diz, o trabalho de detetive e tão importante e eu acredito ser a peça crucial do plano educacional.

Outro princípio do ABA é quebrar em pequenas etapas o que deve se ensinado, assim a confusão sobre o tema é aliviada e o aprendizado ganha espaço. Além disso, com a coleta de dados e observação do comportamento da pessoa em tratamento, é possível que se encontrem as raízes das perturbações que causam os desvios de comportamento.

O ABA tem princípios voltados para a obediência da criança e enfatiza o adulto como líder que levará a criança ao aprendizado.

Esta obediência não deve ser encarada como uma força sobre a criança e sim como uma conquista, a verdadeira obediência vem do respeito e entendimento mútuo e não do medo. Quando você conquista uma pessoa através do respeito você pavimenta caminhos de interação e aprendizado.

O que muito se fala sobre ABA são os trabalhos em mesinha ou uma obsessão sobre os reforços tangíveis, essas são algumas ferramentas do ABA e não a técnica em si, só através da análise do comportamento é possível saber se são ferramentas apropriadas para seu filho.


O ABA tem programas estruturados com ferramentas específicas ou genéricas, estes programas desenvolvem o cognitivo, a fala, mudança de comportamentos entre outros.

A base da aplicação do ABA é em terapeutas ou pessoa treinadas, mas nada impede que mãe, pai, tia, tio, avó, voluntário também sejam treinados para aplicar o ABA. Alguns princípios, podem e devem ser carregados para a rotina diária.

Deve existir sim, um coordenador do plano de tratamento e principalmente o plano de tratamento, para que todas as pessoas envolvidas com a criança mantenham a constância necessária para a eficácia do programa.


O ABA, assim como qualquer terapia comportamental deve ser encarada como uma dança, o movimento e comportamento do terapeuta devem estar em sintonia com a criança. Não existe vencer ou perder, o terapeuta é o facilitador entre a criança e o aprendizado, é uma situação em que todos devem vencer.


Bibliografia:

A work in progress. Behavior Management Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism by Ron Leaf & John McEachin.

Playing, Laughing and Learning with Children on the Autism Spectrum - A pratical Resource of Play Ideas for Parents and Carers by Julia Moor.



Monday, December 13, 2010

Desenvolvimento pragmático - nossa experiência

Um dos primeiro exercícios para ajudar no desenvolvimento pragmático que eu usei com o Luís foi transformar a idéia abstrata de uma conversa em algo visual e concreto. Naquela época o Luís não tinha interesse por desenhar, porém, mesmo assim eu usei o desenho como meio porque não consegui pensar em outra ferramenta.

Todos os dias nós fazíamos um desenho juntos, esse desenho era composto por formas simples e cada um acrescentava uma forma que trocaria o significado do desenho. Por exemplo, o Luís desenhava um círculo (com prompt total porque ele não tinha interesse em desenhar), daí eu exaclamava que era uma bola, então eu desenhava um cone abaixo da bola e dizia que era um sorvete, então, ainda com o uso do promt total ele desenhava dois olhos e um nariz na bola e então eu exclamava que era um palhaço. E assim íamos transformando as formas intercalando as idéias. Não demorou muito o Luís passou a se interessar em desenhar como uma forma de expressar idéias (sem precisar de prompt) e passou a entender não somente que poderíamos construir uma terceira idéia juntos, mas que também poderíamos mudar de idéia.

Paralelamente, na rotina diária eu passei a enfatizar esse tipo de situação, eu comer carne, ele escolhe macarrão, então podemos comer spaghetti à bolonhesa. É quase como negociar tudo, porém o objetivo é claro, construir juntos a idéia.

Outra técnica que eu usei com ele foi pensando na noção de perspectiva do próximo, então treinávamos várias vezes ao dia em mostrar as coisas para quem estivesse em casa, fotos, brinquedos, desenhos, capas de DVDs, como eu tinha um fluxo grande de gente todos os dias em casa consegui bastante repetição diária com a mesma coisa a ser mostrada, cada dia tínhamos algo diferente para mostrar, mas no mesmo dia só mostrávamos o item escolhido para todos os que vinham, e mostrar significava ter certeza que o outro conseguiu ver, virar o desenho ou foto em direção ao outro, segurar o brinquedo de forma que o outro pudesse vê-lo.


Chegou a hora no desenvolvimento dele de contar fatos, nós começamos com fotos e a relembrar os acontecimentos, isso também fazia parte do nosso programa para organizar a memória (pensamentos), então passamos a usar a técnica do lixo representativo. Todos os fins de semana fazíamos um programa "memorável", podia ser tomar um sorvete, pic-nic no parque, ir ao zoológico, museu. Então, na segunda-feira o Luís levava em um saquinho um lixinho que representasse esse programa, esse saquinho era então grampeado numa folha sulfite e a professora pedia que ele falasse sobre o que estava no saquinho, dai ela escrevia o que ele tinha dito e retornava o saquinho de volta para casa com a folha grampeada. No começo o Luís só dizia uma palavra sobre o lixinho, depois ele passou a dizer mais detalhes do que tinha acontecido. Para reforçar essa memória eu sempre enfatizava na hora de coletar o lixinho, "mamãe vai colocar esse pedacinho de papel no saquinho assim você pode contar para a teacher Wendy o que aconteceu.

Uma das vezes eu enviei terra no saquinho porque eu e o Luís tínhamos plantado algumas sementes naquele fim de semana, porem nós fizemos outras atividades também e na volta veio a frase "birds were flying" e eu me lembrei que havíamos ido ao parque e que nos divertimos fazendo os pássaros voarem. Mesmo que não tenha sido relacionado com o lixinho, o comentário havia sido perfeito, ele compartilhou com a professora o que mais havia gostado no fim de semana e não necessariamente o que eu tinha escolhido. Como a professora não tinha dicas do que havia acontecido ela pôde continuar a conversa sem pensar se o comentário era certo ou errado.

Também seguíamos trabalhando o sequenciamento de imagens e eu tirava fotos das sequências das atividades que nós fazíamos, há um exemplo do sequenciamento das fotos no link abaixo:
http://autismoemacao.blogspot.com/2010/12/enfeites-de-natal.html
e uma vez por semana ele contava a fonoterapeuta o projeto que havíamos feito, detalhando os acontecimentos.

Duas amigas telefonavam diariamente e o Luís contava (da maneira dele) alguma coisa do dia,
elas pacientemente ouviam e contavam algo do dia delas. Como não eram pessoas que o Luís via todos os dias ele passou a entender que não sabemos de tudo o que acontece com todos e que cada um tem uma rotina distinta. A partir deste click ele aprendeu a mentir.


A maior dificuldade do Luís ainda era a postura corporal para a entrada em um grupo e sua manutenção como parte do grupo. Como ferramenta me apoiei no vídeo do Zeebu:
http://playtimewithzeebu.com/
e usávamos a linguagem no dia a dia, em casa criávamos cenas como as do video em que eu conversava com alguém mas não usava o poder dos meus olhos para me manter no grupo, ajustávamos nossa postura (ombros e quadris) para estarem voltados ao grupo. Na escola foi adotada a mesma linguagem e assim facilitava o prompt e sempre era ressaltado o significado da postura corporal nas crianças "olha o Luís está interessado no livro que a professora esta lendo porque seus olhos e ombros estão voltados para a professora."; " Acho que o Luís quer brincar sozinho porque esta de costas para s colegas." (e geralemente ele corrigia a postura para estar socialmente receptivo).


Oi e Tchau ainda são desafios ao Luís, ele não vê o ponto das ações, aos poucos, com lembretes constantes após uma espera pela iniciativa a habilidade esta emergindo, o que ajudou foi o cumprimentar com um aperto ou jogo de mãos.



Também trabalhamos bastante o processo de organizar os pensamentos e a memória, conversar sobre o que ele achava das ações das outras pessoas e o que elas achavam das ações dele. Ressalto, até hoje, o que as pessoas sentem com as nossas ações. " Você acha que o papai vai ficar feliz se nós prepararmos um jantar para ele?"; "O que você acha que a outra criança vai sentir se você não deixar ele ver seu carrinho novo?" Conversávamos bastante sobre a repercussão das ações de uma pessoa sobre a outra nos filminhos e desenhos.


Nesta mesma época introduzi o que você acha na vida dele, também dentro do processo de pensamento com um foco social.

Thursday, November 25, 2010

Eu agradeço ... por Simone Pires



... agradeço a Deus por todas oportunidades na vida e por toda minha saude .

... agradeço a minha mãe tão presente e tão amiga e ao meu lindo filho , que me ensina a cada dia um novo olhar sobre a vida .

... agradeço aos amigos pessoais todo abraço , carinho e conforto que oferecem-me. E a quem devolvo tão pouco ...

... agradeço aos meus amigos virtuais pelo afeto , apoio e ensinamentos .

....agradeço a todos meus pequeninos ( e grandes ) pacientes por me ensinarem a cada dia que cada ser é unico e que não existe " a receita de bolo unica".

....agradeço a todos que me ensinam nesta vida .

...agradeço a cada amanhecer na minha vida , pois ele sempre me renova e recupera minhas esperanças e energia .


Simone

Eu agradeço .... por M@rcia


Todo dia que nasce é um dia novo e especial. Eu não saberia explicar o que sinto quando a minha pequena abre os olhos, dá um sorriso e diz: BOM DIA!

Ouvir a sua voz é um presente diário e agradeço todos os dias por isso.

Agradeço também por muitas coisas:

por minhas duas filhas maravilhosas, cada uma com o seu encanto
por meu maridão por estar junto de nós, curtindo e lutando durante a nossa caminhada
pela nossa cachorrinha (Capitu) que me faz sorrir diariamente com suas travessuras
pela minha casa, meu pátio, meus vizinhos
pela minha família que, mesmo não acompanhando o nosso dia a dia, estão presentes com o coração
pelas profissionais dedicadas que trabalham com a minha filhotinha
por ter me tornado uma pessoa infinitamente melhor, mais tolerante, mais pacienciosa e menos fútil
por ter reencontrado a Deus nessa caminhada
pela minha saúde
por todos os amigos e amigas que venho conquistando e aprendendo


Feliz Dia de Ação de Graças a todas(os) nós!!!!!!!!!!

Eu agradeço .... por Dircelei

Agradeço a Deus as dificuldades enfrentadas, sem deixar de sorrir, mais um passo para minha evolução...

Por meu marido que além das dificuldades é capaz de suportar minhas crises de TPM...

Por meu filho de 17 anos que na bifurcação da vida escolheu o caminho do bem...

Por meus pais, sem eles não tenho chão....

Pelo carinho dos meus familiares...

Pelos velhos e novos amigos que conquistei.....

E principalmente a confiança de Deus para árdua missão de cuidar de um anjo.

Eu agradeço ... por Cris Alves

Eu também quero agradecer pela minha família,

Eu também quero agradecer pelo marido companheiro

Eu também quero agradecer pelos irmãos

E pelo meu pai, mãe e irmão que Deus já levou

Com certeza estavam precisando deles lá no céu

Eu também quero agradecer pelos meus filhos,

Nossa! Como agradeço por isso!!!

Eu também quero agradecer pela vida,

Pelas conquistas, pelas vitórias,

E até pelos tombos da vida!

Tudo isso me fez melhor!

Mas neste blog o que mais quero agradecer

São esses amigos e amigas que riem e choram comigo,

Que rezam e contam piadas,

Que trocam informações,

E não importa a distância,

Ainda brincam de amigo secreto,

E agradecem juntos.

Isso é o que mais agradeço,

Que todos aqui agradecem!!!

Eu agradeço ... por AnaLú Félix

Eu agradeço..... pelos números em minha vida....

pelos 46 anos de DNA ainda meio disfarçados...

pelos 25 anos desde que encontrei meu grande amor, paixão, cheio de alegrias e aventuras, perdas e ganhos,emoção, cumplicidade...

pelos 3 filhos muito desejados, gerados e amados!!!.... mas tb pelos 2 filhos tb muito desejados e amados, mas não gerados...

pelos 14 anos de nova vida, desde nosso "infarto"... e por, depois disso, ganhar 1 "boa-filha" e1 "boa-neta", que me entitulam "Boadrasta"... e até, por ter 1 ex-esposa do marido como amiga...

pelos quase 30 anos de sucessos e insucessos na profissão de professora... e, mais ainda, pelos mais de 22 anos de acertos e erros,mas muitas realizações na profissão de mãe....

pelos quase 13 anos desde o susto e a chegada do nosso amado "Caco", pois causou verdadeiro reboliço e transformação em toda a família, com direito à revisão e aquisição de conceitos, à busca incansável por respostas e caminhos, à inúmeras descobertas intrigantes e emocionantes..., e mais, com direito a conquistar tantos amigos virtuais e reais...

Por fim, ( mas, na verdade, antes de tudo), eu agradeço a Deus, pelos incontáveis dias, horas, minutos , segundos, em que tem me dado a indescritível oportunidade de ser quem sou e ter quem eu tenho, caso contrário, eu não estaria hoje, aqui, agradecendo por tantas graças recebidas,em especial por vcs, queridos amigos virtuais e reais, que têm cruzado nossos caminhos !!!

Feliz Ação de Graças!!!!

Eu agradeço ... por Ana Muniz


Nosso primeiro Thanksgiving Brasileiro, nós agradecemos....



Agradeço por todos os voos de 2010 e que em 2011 a gente continue voando cada vez mais alto.

Agradeço por todas boas risadas de 2010 e que em 2011 a gente ria muito mais.

Agradeço a todos os progressos do meu filho autista, e de todas as crianças dos grupos online. Que suas familias nunca percam a esperança e a coragem nesta trajetória.

Agradeço aos pesquisadores/estudiosos do autismo de todas as áreas: médica, biomédica, psicológica, educacional entre outras. E que a pesquisa sempre avance em busca de melhorias na qualidade de vida de cada uma destas crianças afetadas. E rezo para que um dia esta síndrome não afete mais nenhuma criança.

Agradeço as minhas amigas(os) virtuais e não-virtuais pelo carinho e constante apoio. E a internet que mesmo sempre dando “cano” continue funcionando. Pois ruim com ela, pior sem ela.

Agradeço ao retorno "tranquilo" ao Brasil, e a todos que colaboraram para a rápida adaptação do Felipe.

Agradeço a "Dona Saúde" que mesmo com uma dorzinha aqui ou ali, nos permite continuar trabalhando.

Agradeço a familia por toda a agitação e companheirismo.



Agradeço as amigas/amigos que irei conhecer em 2011, aos encontros que teremos em Jundiaí, a saúde dos nenês que irão nascer, aos passeios que iremos fazer.... enfim, que venha 2011 e grata por 2010.





Feliz Dia de Ação de Graças Brasileiro!

Wednesday, November 24, 2010

Ação de "graça" .... por Paiva Junior

Ação de Graças... mas de graça? De graça? Nada é de graça!Ou quase nada. Aliás, se é de graça não deve ser bom. Como injeção na testa. Imagine, que horrível! Mas o que me veio grátis nos últimos doze meses que fosse bom suficiente para merecer um agradecimento? Tentarei fazer uma lista.



Temos saúde! Mas isso não veio de graça, pagamos planos de saúde pra isso. Está fora.



Tive trabalho o ano todo! Mas isso foi conquistado com competência e muito esforço. Nada grátis. Fora.



Tivemos o que comer, sempre. Jamais de graça, foi pago e muito bem pago. Às vezes até caro demais! Totalmente fora.



Samanta, minha caçula começou a andar. E as crianças não andam depois de um ano? A sustentamos e estimulamos e isso teve custo. Fora da lista também.



Ela começou a falar. Nem perderei tempo: leia o item anterior. Fora.



Meu filho Giovani, que está no espectro do autismo saiu da fralda e melhorou muito na escola. A um custo altíssimo de inúmeras terapias e profissionais. Grátis? Nada. "Foríssima".



Ele também começou a falar, repetindo o que pedimos. Depois de vitamina B6, Método Padovan e muito ABA. Todos bem pagos. Fora, fora, fora!



Conheci um grupo de mães e pais muito especial e amigo. Graças a minhas pesquisas intensas pela web. E internet também custa dinheiro. Fora da lista.



Minha esposa, avessa à tecnologia, entrou nesse grupo e fomos até a um curso grátis e ótimo em Jundiaí. Grátis nada, custou R$ 52,30 por pessoa, fora combustível e pedágio. Nem passa perto da lista.



Ter uma esposa dedicada, determinada e quase incansável cuidando das crianças como ninguém. Só entraria nesta lista se não existisse cartão de crédito no planeta Terra. As mulheres jamais são de graça, a minha é tão cara que, quando o banco envia carta, a chama de "Caríssima sra.". Fooora!



O que mais?Ah! Estar vivo e receber de Deus todas as oportunidades acima, mesmo sem merecer nenhuma delas, além de pessoas maravilhosas estarem cruzando minha vida e da minha fantástica família em meio a muito amor...É... Isso é de graça sim... E disso dependem todas os itens acima. Ironias à parte, obrigado, Senhor, por tudo e por todos na minha vida, inclusive por você que lê.

Tuesday, November 23, 2010

Eu agradeço ... por Tati Ksenhuk




A Deus, pelo cuidado especial por minha vida, por me dar muito além do que eu imagino ou mereço.

Por meu marido, meu amigo e companheiro

Pelos meus quatro filhos, minha herança preciosa

Pelas minhas amigas que estão sempre por perto me ouvindo, me animando, me apoiando, me agüentando

Pela vida, paz, alegria e disposição

Pelo conforto, alimento, por toda boa dádiva

Pelas novas amizades do grupo, presentes especiais num momento igualmente especial

Pelos sorrisos das crianças, que me fazem lembrar que nunca é tarde para se sonhar, o céu ainda é azul e há muita esperança...

Eu agradeço ... por Haydée Jacques






* pela vida que me foi dada

* pela família amorosa e unida em que nasci

* por ainda contar com meus pais vivos e bem

* pelo companheiro, amigo carinhoso, que partilha minha vida

* pelos filhos que me foram confiados

* pelos amigos que fiz ao longo da jornada,

* pela saúde que todos gozamos

* pela minha casa, meio bagunçada, mas acolhedora

* pelo meu jardim, com suas flores e árvores, refúgio de muitos pássaros que me despertam com seus cantos,


E, sobretudo, eu agradeço por poder agradecer todas essas bênçãos, que me foram concedidas sem que tivesse méritos especiais para merecê-las.

Monday, November 22, 2010

Eu agradeço ..... por Marie Dorión







…. por manter no meu coração o espírito do Thanksgiving!

.... pela minha linda casa e pela capacidade de sorrir para a minha árvore de carambolas toda vez que eu chego em casa.

... pelos meus filhos, em todos os sentidos, eles me fazem crescer, chorar, gargalhar e ser uma pessoa melhor a cada dia. Eles preenchem minha vida e dão sentido a ela.

... pelo sorriso do Pedro faltando alguns dentes. Como ele tem crescido!

... por todos os “Mãe você é legal!” que o Luís fala para compensar seu desejo exporádico de comprar uma mãe nova. kkk

.... por poder re-encontrar alguns amigos antigos e conhecer pessoas novas maravilhosas que colorem a minha vida.

... pelo apoio, carinho e otimismo dos amigos de coração nos momentos difíceis que passamos.

... por ter recursos para os momentos difíceis.

... por manter a mente sã e conseguir levantar todos os dias.

... por ainda acreditar que nós podemos fazer do mundo um lugar melhor!

Marie Dorión Schenk

Saturday, November 20, 2010

Eu agradeço .... por Fabíola






Marie, gostaria sim, de escrever um pouco já que tenho MUITO o que agradecer por estar viva.





Vou resumir bem: tenho umas doencinhas chatinhas (lupus, asma e incontinencia urinária). Desde 2000 venho tratando(?!)por médicos nos EUA. A cada ano, talvez pelo fato de estar ficando mais velhinha (ou experiente rsrsrs) sinto que estou decaindo muito e este ano exatamente no dia dos pais, dia 08/08/2010 tive um ataque ou sei lá o que na respiração, tão grande, que eu achei (e os demais a minha volta) que ia morrer. Fui levada para o hospital e lá me deram medicação que me fez melhorar. Hoje, posso dizer, que o ataque foi a maneira de Deus me mostrar o quanto eu tinha que mudar meus hábitos alimentares para que eu pudesse continuar a cuidar dos meus filhos. E eu, hoje, agradeço MUITO por estar viva e junto dos meus garotinhos.

Sabe, minha história não é tão simples assim pois eu era uma pessoa normal, andava normalmente, sem necessitar de ajuda e hoje, sou considerada incapacitada com direito até da plaquinha de handicap ou pessoa com deficiência no carro mas, como ainda está se desenrolando pois graças ao poderoso Deus e a escutar os pedidos de minha sogra e marido, mudei de médico e achei talvez um médico que descobriu para completar meu quadro de doencinhas, que tenho hipertensão pulmonar e que o outro médico sabia e não me disse nada ou tratou dessa patologia.


A historia vai continuando...

Desculpe o desabafo mas, se não apareco muito é por motivo de uma saúde instável que a cada dia vai se deteriorando e que apesar de tudo, continua ainda com muita vontade de viver para ver os filhotinhos crescerem.

Beijoquinhas mil,

Fabíola,mae do autistinha Anthony, quase 4 aninhos e do travesso Peter, 2 aninhos.

Friday, November 19, 2010

Thanksgiving por Elaine Silva

"Thanksgiving Day" (Dia de ação de graças) é uma festa de colheita comemorada primeiramente nos Estados Unidos e Canadá. Tradicionalmente, é um momento para dar graças pela colheita e expressar gratidão em geral. Embora possa ter sido de origem religiosa, o Thanksgiving é agora basicamente identificado como um feriado secular.

Nos Estados Unidos, Thanksgiving Day cai na quarta quinta-feira de novembro.



Por isso, eu convido à todos a refletir e focar no que aconteceu de bom no último ano e sentirem-se gratos por isso.

Mensagem da Elaine Silva (EUA) 29/10/2010:

Mas o importante mesmo, é o coração, o espírito da idéia de apenas agradecer...

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Hoje meus meninos foram pra escola de pirata e cowboy ( só isto já e motivo pra muito agradecimento!) e segunda-feira começa oficialmente a corrida para o dia mais feliz do ano... é difícil pra brasileiro que mora no exterior entender isto, então eu imagino que seja também para os que moram no BR, mas acreditem minha mãe acha que deveria ter um dia assim por ai e minhas amigas que estiveram aqui no ano passado vão fazer na casa delas, assim como a Marie convidou vocês... ou seja, o espírito, a razão, o simples fato de agradecer.
No ano que o Nicolas foi diagnosticado, meu cunhado estava fazendo quimioterapia e minha sobrinha se recuperava de uma cirurgia do coração... este foi o ano que eu realmente entendi porque era tão importante, comecei fazendo tudo por obrigação, mas fui percebendo que nesta semana eu não deveria pensar naquilo que eu gostaria de ter, mas sim naquilo que eu JÁ tinha é exatamente ai que tudo se encaixa, que dá aquele clic... quanto mais eu achava que não tinha nada para agradecer, mais eu percebia o quanto essas pessoas eram importantes pra mim, o quanto eu precisava delas e elas de mim...
A parte boa é a troca de receitas, o cheiro gostoso de maçã, as ligações pra confirmar que o peru precisa de mais molho, ou que precisa assar mais batatas porque mais alguém vai chegar, falar do prato mais gostoso, lembrar de quando era criança, assistir futebol na TV, brincar lá fora porque o inverno vai chegar em breve... as histórias bonitas de gente atravessando o País pra estar juntos dos seus, os universitrios que est'~ao voltando pra casa pela primeira vez, a recém casada que vai fazer o jantar pra família inteira, ou a filha que perdeu a mãe e enquanto cozinha determinada receita lembra de quando elas preparavam juntas... a avó que reune os filhos e os netos, aqueles que vão jantar mais tarde porque estão voluntariando pra dar um jantar digno para aqueles que não tem pra onde ir... o peruzinho pintado com as maozinhas das crianças que todo ano fica maior, o desepero de quem queimou a torta de abóbora e a felicidade porque a amiga trouxe uma de nozes, essas coisas simples que movem a vida... ou... a nossa história, a minha e a de vocês, a importancia de estar juntos, de querer, entender, lutar, aceitar, aprender , ensinar... o sorriso dos nossos filhos, a alegria da Priscila ser chamada pelo nome, a Marie de chata, a Alice de estar gordinha, a Carla de estar ajudando o Rodriguinho, o Paiva e a Celia pela festa, a Dayse e Luciana entendendo a vida nova que cresce dentro delas... Ana por estar lindamente se adaptando ao BR, Haydée por nos presentear com sua difíceis e sábias palavras, o Paulo que mesmo com dificuldade se ajusta a nova condição de adolescente, a Márcia por criar coragem e pensar em viajar sozinha... por todos vocês se juntarem no dia 13/11 para mais uma vez ajudar nossos meninos, pela Soninha está reaprendendo a viver, a Flavi por não desistir e todos os nomes que não foram citados, mas acreditem jamais, nem por um instante esquecidos.
O mundo não é perfeito, mas neste dia ele se aproxima disto, não porque a gente vai ganhar alguma coisa, não... mas porque a gente tem tanta coisa... no final o que importa é a conversa, o abraço, o carinho é aquilo que não poderia faltar nunca, mas que com certeza neste dia é o prato principal e abundante: AMOR.

Fortíssimo abraço em todos e cada um de vocês,

Elaine (mae do Nicolas e do Victor, esposa do Albert, dona do Joey e muitissimo agradecida por TUDO)

Saturday, November 13, 2010

Encontro em Jundiaí

Sistema sensorial, sua influência na aprendizagem, desenvolvimento, comportamento e aplicação no dia a dia.
































Obrigada pela presença de todos, é energizante poder compartilhar, dividir para multiplicar!

Friday, November 12, 2010

Brain Gym - alguns exerícios


Carla Hannaford, Ph.D.afirma que nossos corpos são parte importante de todo o nosso aprendizado, e o aprendizado não está isolado no "cérebro". Cada nervo e célula é uma rede que contribuem para a nossa inteligência e a nossa capacidade de aprendizagem.

O Brain Gym são 26 exercícios e há uma série chamada PACE que significa:

P = Positivo


A = Ativo


C = Clear (limpo)


E = Energético



Todos nós temos nosso próprio ritmo - um ritmo e tempo único para aprender. Acredita-se que atividades PACE ajuda-nos a redescobrir este ritmo.

As etapas são cumpridas em ordem inversa:

Energético: beba água.
Beber água é extremamente importante depois de qualquer situação estressante. Nós costumamos transpirar durante situações tensas, por isso a desidratação causada por esses momentos pode afetar nossa concentração negativamente.

Clear (limpar):"Brain Buttons"
Este exercçio melhora a circulação sanguínea e "liga" o cérebro completo.Esta irrigação sanguínea ajuda a melhorar abilidades de concentração necessárias para escrever, ler, etc.

Precione os recortes logo abaixo da clavícula à esquerda e à direita do esterno (diretamente abaixo dos olhos.) Estes são os seus botões cérebro. Massagie esta área com o dedo indicador e o polegar e coloque a outra mão na fivela do seu cinto por cerca de 2 minutos.

Ativo: "Cross Crawl"
Este exercíco ajuda a coordenar o cérebro esquerdo e direito exercitando a troca de informacões pelos dois hemisférios cerebrais. É útil para habilidades de escrita, soletrar, ouvir, ler e compreender.

Sentado ou em pé. Coloque a mão direita cruzando o corpo até o joelho esquerdo, você levanta o joelho, e então faz a mesma coisa com a mão esquerda sobre o joelho direito, tal como se estivesse marchando, por cerca de 2 minutos.


Positivo: "Hook Ups"
Qualquer situação tensa melhorará com "Hook ups" porque acalma a mente e melhora a concentração.

Em pé ou sentado. Cruze a perna direita sobre a esquerda na altura dos tornozelos.
Leve seu pulso direito e atravesse-o sobre o pulso esquerdo e ligue os dedos para que o punho direito está no topo. Dobre os cotovelos e vire suavemente os dedos em direção ao corpo, apoiando sobre o esterno (osso do peito). Permaneça nesta posição por alguns minutos. Você estará visivelmente mais calmo após esse período.

Abaixo, um vídeo com os exercícios PACE:



exemplo de exercícios baseados no Brain Gym:

Wednesday, November 10, 2010

Brain Gym


"Movimento é a porta para o aprendizado."
Paul and Gail Dennison



Brain Gym (Ginástica do Cérebro) é uma série de atividades divertidas, rápidas e energizantes. Estas atividades são efetivas para preparar qualquer pessoa para o aprendizado envolvendo pensamento e coordenação.



Conceitos básicos do Brain Gym



Movimentos físicos estimulam as funções cerebrais


Movimentos específicos do corpo estimulam aspectos particulares das funções cerebrais. Um exemplo é "Dennison Laterality Repatterning" que consegue a integração neurológica entre o sistema vestibular, movimentos de motor-grosso, movimentos do cerebellum e ganglia de base e também uma ativação equiparente dos hemisférios direitos e esquerdo do neocortex. São 23 exercícios com o objetivo de ativar funções cognitivas como comunicação, compreensão e organização.


O estresse inibe o aprendizado



Sob estresse, a atividade no sistema corpo/mente fica centrada no sistema nervoso simpatético que prepara o corpo para a reação conhecida nos EUA pelos 3 Fs -fight, flight, freeze (briga, fuga e congelamento) que são reações de medo que muitas vezes tomam forma como agressões. Como resultado deste estado de estresse fica diminuida as atividades no sistema límbico aonde a memória ocorre e no neocortex do cerebellum, onde pensamento e razão acontecem.


Bloqueios de aprendizado podem ser desfeitos com Brain Gym



Bloqueios de aprendizado podem ser gerais ou específicos a uma informação, tema ou aspectos de um tema. Nós todos temos alguns bloqueios de aprendizagem em algum grau para alguma tarefa e não usamos nossa capacidade cognitiva máxima frente a esta tarefa.




Todo aprendizado depende na habilidade de perceber o que funciona e o que não funciona no domínio de uma ação, a percepção é um mecanismo pessoal de regeneração.



Os movimentos do Brain Gym ativam concientemente todo o sistema mente/corpo, estimulando a atividade do sistema nervoso de forma igual em todas as partes do cérebro diminuindo as reações de medo (3Fs). Quando o aprendizado é fácil e livre de estresse, o aluno retoma o interesse inato em aprender e é motivado para explorar e aprender mais.




O que é Cinesiologia Educacional (Educational Kinesiology - Edu-K) e Brain Gym®?


Especialistas em desenvolvimento sabem há mais de oitenta anos que o movimento melhora a aprendizagem. No início dos anos 70, o educador e especialista em leitura de Paul E. Dennison, Ph.D., complementou esse conhecimento implementando movimentos especiais em suas clínicas de ensino. Dr. Dennison pesquisou esses movimentos, simplificado-os, e criou técnicas para tornar estes movimentos efetivos a todos. Em colaboração com sua esposa e parceira, Gail E. Dennison, ele desenvolveu uma nova forma de compreender o processo de aprendizagem. Esse novo campo é conhecido como Cinesiologia Educacional (Edu K, como abreviação), e estes movimentos são chamados de Brain Gym ®.

Para explicar como Edu-K funciona, o Dennisons descreveram o funcionamento do cérebro humano em três dimensões:
atenção, lateralidade, e centralização. A função cerebral bem sucedida exige ligações eficientes entre as vias neuronaiss localizadas por todo o cérebro. O estresse inibe essas conexões, enquanto os movimentos da Brain Gym ® estimulam o fluxo de informações ao longo dessas redes, restabelecendo a capacidade inata de aprender e viver com curiosidade e alegria.

A Dimensão de Lateralidade pertence ao relacionamento entre os dois lados do cérebro - em especial na lnha mediana, onde os dois lados devem se integrar. Habilidades como a leitura, escrita, audição ou fala tem os fundamentos básicos na lateralidade cerebral. Eles são essenciais para o padrão de movimento de corpo inteiro, e para a capacidade de mover e pensar ao mesmo tempo.


A Dimensão de Atenção descreve a relação entre o dorso e as áreas frontais do cérebro. A antenção afeta a compreensão - a capacidade de combinar informações de contexto e em um sentido pleno pessoal e de compreender a informação nova em termos de experiência anterior. Distúrbios de atenção (DDA ou TDAH) estão relacionados com a incapacidade de se concentrar.

A Dimensão de Centralização diz respeito à ligação entre as estruturas superior e inferior do cérebro. Centrar nos permite harmonizar a emoção com o pensamento racional. O estresse pode perturbar a centralização e equilíbrio, deixando-nos tensos e "fora de giro", quando estamos centrados, nos sentimos mais organizados e seguros de si.


Pessoas de várias nacionalidades desfrutam dos movimentos do Brain Gym ® nas salas de aula e no trabalho, como uma ferramenta para integrar o cérebro antes de aprender, de trabalhar ou de atividades esportivas, bem como durante os intervalos. Cada pessoa pode obter resultados mais específicos em consultas particulares, definindo uma meta, fazendo certos movimentos de Brain Gym ® com a finalidade de integrar o cérebro para uma atividade específica, e depois repetir a atividade para validar que a nova aprendizagem ocorreu. Os resultados destas sessões particulares são evidentes de imediato e aumentam ao longo do tempo.




Os benefícios do Brain Gym ® incluem melhorias na aprendizagem, visão, memória, expressão, movimento, tanto em jovens e adultos. Na sala de aula, os professores normalmente relatam melhora na postura, atenção, dever de casa, comportamento e desempenho acadêmico para a classe inteira.

Fonte:
http://www.braingym.com/ (tradução na íntegra)

Sunday, November 7, 2010

Dr. Alfred Tomatis


Médico e especialista em Oto-Rhino-otorrinolaringologia (ouvido, nariz e garganta), Dr. Tomatis foi o primeiro pesquisador a descobrir a importância dos sons de alta freqüência para promover o estado de alerta, atenção e criatividade. Ele também foi o primeiro a reconhecer a importância de um ouvido dominante, o ouvido direito, que controla da linguagem e musicalidade.

Ele foi o primeiro a perceber a relação cibernética entre o ouvido e a voz, hoje conhecida como o Efeito de Tomatis; e a relação entre o ouvido e o corpo, guiou diretamente para o uso de música e som no tratamento de muitas disordem da fala. Sua pesquisa, posteriormente, serviu de base para aprofundar a investigação de problemas médicos, psicológicos, educacionais e de atenção, tais como depressão dislexia, e ansiedade e Déficit de Atenção.

Um dos primeiros resultados da pesquisa do Dr. Tomatis foi a descoberta que já existe a audição na vida intra-uterina.

A existência da audição no útero estabelece as primeiras relações entre mãe e filho, tão importante para o desenvolvimento da linguagem, conexão entre mãe e filho e conexão emocional. A voz da mãe, literalmente, alimenta e nutre a criança, bem como estimula o crescimento do cérebro.

Tomatis foi um dos primeiros a ressaltar os efeitos perigosos que infecções no ouvido poderiam ter sobre o desenvolvimento do sistema auditivo em crianças. Estas infecções crônicas resultam no atraso do desenvolvimento da linguagem e compromete o aprendizado da leitura, ortografia e outros problemas de aprendizagem na escola.


As Leis de Tomatis:
Primeira: A voz só contém aquilo que o ouvido pode ouvir.

Segunda: Se estimularmos o ouvido danificado com as frequencias perdidas ou comprometidas de forma correta, estas frequencias são imediatamente restauradas no ouvido e consequentemente devolvidas à voz.


Terceira: Suficiente estimulação auditiva proporcionará uma melhoria duradoura da capacidade de ouvir e consequentemente uma melhor reprodução do som.



Princípios Fundamentais do Dr. Alfred Tomatis

O ouvido é um transdutor que converte as propriedades físicas do som e vibração em propriedades elétricas. Portanto, o ouvido é como uma bateria para o cérebro que carrega o córtex com energia, particularmente através de altas freqüências. O sistema vestibular estimulado pela condução óssea e pelas baixas freqüências, "dinamiza" o corpo com profundas alterações no tônus muscular, na coordenação e no equilíbrio.

O som é um nutriente. O cérebro precisa deste nutriente e de estimulação cortical para o funcionamento optimizado da mesma forma que necessita de oxigênio e glicose para seu metabolismo. Ele descobriu que os sons de alta freqüência têm um efeito nutritivo e energizante sobre o sistema nervoso.


Dr. Tomatis estabeleceu uma distinção entre ouvir e escutar. Ouvir (hearing) é primariamente fisiológico e anatômico; é um processo passivo. É simplesmente a capacidade do ouvido para ouvir os sons de entrada em um patamar normal. Escutar (listening), porém, é um processo ativo que é sobretudo psicológico que requer motivação, desejo e intenção de absorver, processar e responder às informações.
Escutar também envolve a capacidade de ignorar as distrações e sons irrelevantes, Escutar é uma atividade de foco.

Ele descobriu a relação cibernética entre o ouvido e a voz. Através desta relação, ele reconhece que as mudanças no ouvido seriam refletidas na voz, não importa se estamos cantando ou falando.
A capacidade de ouvir de uma pessoa afeta não só a comunicação, mas também o nível de alerta mental, criatividade, memória, concentração e socialização.

Suas teorias são profundamente usadas na área de comunicação, psicologia, fala e linguagem, música, integração de linguagem.

A audição já está presente antes do nascimento. O ouvido está desenvolvido aos quatro meses e meio de vida intra-uterina, onde o feto escuta a voz da mãe. Assim, as bases neurológicas da linguagem são impressas no útero.

Thursday, November 4, 2010

Transtorno semântico pragmático ou autismo?


Este termo Transtorno Semântico Pragmático é muito usado e define as dificuldades dos autistas de alto funcionamento ou Aspies, que a meu ver, são pessoas que estão dentro do espectro autista.

O semântico se refere a capacidade de significação, ou seja, de entender a linguagem. O pragmático é a parte social da comunicação.

Cognitivo e inteligência é a mesma coisa. O que confunde é que inteligência não é somente conhecimentos acadêmicos, mesmo que, de uma forma prática inteligência e cognitivo subentendem raciocínio lógico e acadêmico.

Nós temos vários tipos de cognitivo (inteligência); a inteligência acadêmica que pode ser subdividida em várias áreas como matemática, linguística, fatos, etc. E temos também a inteligência emocional/social, também chamada de cognitivo pragmático que inclui a habilidade social, a capacidade de se ajustar as diferentes situações da vida, conversar inclui a Teoria da Mente, do neurônio espelho, a capacidade de se colocar na perspectiva do outro, entender intenções, interpretação de texto, entender a moral da história.

O que acontece é que para estar no espectro autista a pessoa precisa ter déficit na área pragmática que é justamente área do entendimento social, esse déficit, porém também é em graus variados, não é tem ou não tem inteligência pragmática, a pessoa pode ter em certa extensão mas, há um déficit. Pessoas sem o diagnóstico de autismo também podem apresentar déficit nessa inteligência porém esse déficit não os torna disfuncionais. É muito comum que pessoas com síndrome compulsiva obsessiva, ADHD, ADD, entre outras também tenham dificuldades nessa área.

O cognitivo pragmático desenvolve-se intuitivamente e começa esse desenvolvimento nos jogos de esconder da primeira infância.

O que a inteligência pragmática faz por nós?

É através dessa inteligência que podemos dividir e unir nossas idéias com de outra pessoa e assim chegar a um produto final ou uma terceira idéia. É aqui se faz outra confusão "autista não tem imaginação" e por isso não consegue interagir no mundo das idéias. Com essa definição, muitas mães saltam e dizem "então meu filho não é autista porque ele tem imaginação" e as mães estão certíssimas no seus pontos de vista, o que falta é o entendimento que a criança/pessoa com autismo tem imaginação porém é a “imaginação individual” o que não existe é a capacidade de “dividir a imaginação” (e essa capacidade também pode vir em graus variados, não é tem ou não tem).

Muitas crianças têm uma imaginação individual fantástica, super elaborada, mas ela é a única autora dessa imaginação (mesmo que seja cópia da TV ou livros) e se você quiser participar da brincadeira imaginativa dela, você tem que seguir o script, seguir o que ela imaginou e planejou que você deve fazer para a brincadeira ser correta. Não precisa nem dizer que outra criança não vai achar graça nenhuma em brincar por longos períodos com alguém assim e construir uma amizade.

Conseguir trabalhar cooperativamente também é um outro obstáculo na deficiência do cognitivo pragmático, mesmo que a pessoa seja brilhante em suas idéias não conseguirá trabalhar em grupo porque grupo significa dividir e somar idéias para chegar a uma idéia comum (ou nem tanto) mas que não seja a imposição de uma única idéia.

Entender que seu comportamento provoca reações nas emoções das outras pessoas também vem dessa inteligência, e mais, entender que o mais importante em uma conversa entre amigos não é a troca de dados e sim as emoções envolvidas. É o tal, mais vale um amigo que uma piada, que muita gente "normal" faz o contrário.

Na inteligência pragmática está todo o uso da linguagem não-verbal e tudo o que está por trás das emoções e de regular as suas emoções com o momento e situação presente. Absolutamente complexo e totalmente intuitivo, e essas regras sociais variam conforme a idade, cultura, local, etc.

Qual característica e comportamentos de uma pessoa com déficit cognitivo pragmático?

Elas parecem mandonas, frustram-se facilmente nas relações sociais, tem dificuldade de manter ou iniciar uma conversa porque estão mais preocupados com o tópico (se é interessante para eles ou não) do que as emoções e troca de emoções envolvidas em uma conversa, tem dificuldade com a postura corporal (mais da metade das informações que nós enviamos em uma conversa estão na postura do nosso corpo, no nosso olhar), e tem muita dificuldade com flexibilidade e troca de rotinas (também em graus variados).

O que acontece com o autista por causa do déficit pragmático?

São mal interpretados como "autista gosta de ficar sozinho" ou pior "autista não gosta de gente".

Tudo isso gera uma confusão muito grande e a ansiedade sobe, a frustração fica maior e ai vem o comportamento. A maioria das pessoas só olha para o fim da linha, o comportamento, mas a solução está em trabalhar o começo da linha.

Não é fácil achar bibliografia no assunto para crianças menores de 8 anos, pois esse problema só grita por volta dessa idade, antes disso, todos em volta, inclusive a criança, desenvolvem mecanismos compensatórios, mas essa tática despedaça por volta dessa idade se não trabalhada. Aqui encontramos outra confusão, "autista e literal" e o problema vem lá de trás, a pessoa com déficit cognitivo pragmático tem dificuldade ou nenhuma capacidade de "ler" as intenções, e a linguagem figurada fica com sentido sem graça.

Tuesday, November 2, 2010

Dois são necessários em uma comunicação


A beleza da comunicação humana é que nós descobrimos uns aos outros e a nós mesmos enquanto nos comunicamos. Se você souber de antemão o que os outros vão dizer e você já tem sua resposta pronta, não há razão para que que comunicação aconteça.

A primeira tarefa a ser aprendida é que a comunicação acontece entre duas pessoas, no mínimo, ela é regrada por um sistema de turno, em que um fala e o outro ouve esperando sua vez para falar.
Gestos acompanham os sons e auxiliam no entendimento do que você quer dizer, a criança logo aprende que ela consegue coisas dos adultos fazendo sons variados.

Essas convenções e razões para uma comunicação são chamadas de linguagem pragmática.

Muitas das dificuldades sociais tem raiz nesses conceitos, nessa dificuldade de entender a comunicação, não das palavras em si, mas do “jogo” que envolve a conversa.

O período de desenvolvimento da linguagem pragmática começa cedo na vida e é impossível ser aprendida com jogos de computador ou outros eletrônicos, adultos ocupados também não são bons professores, o desenvolvimento pragmático depende das relações cara a cara, das reações que acontecem nesses encontros.
Bibliografia:

How your child’s brain grow. Brain Development and Learning From Birth to Adolescence, Jane M. Healy, PH.D.
The RDI Book. Forging New Pathways for Autism, Asperger’s and PDD with the Relationship Development Intervention Program, Steven E. Gutstein, PH.D.

Saturday, October 30, 2010

A fala: mecanismos da comunicação, as regras e o significado do que se comunica

Como qualquer sistema de produção, a linguagem tem duas partes: entrada e saída.

Sem a entrada de boa matéria-prima, inevitavelmente a qualidade da produção sofre, isso acontece também no sistema de produção de linguagem. Se o estímulo recebido não entra com qualidade e clareza, seja por um problema de qualidade do estímulo, seja por problemas no processo auditivo, mecânico ou neuronal, o que a fala será capaz de produzir não será de qualidade. Este efeito é conhecido como o Efeito Tomatis: “a voz só produz o que o ouvido pode ouvir”.

O processo mecânico da fala depende da entrada clara, na ordem correta e manutenção dos sons na memória imediata o tempo suficiente para que o cérebro registre estes sons. Então, a ordem deve ser recapturada e enviada ao aparelho da fala para a produção das palavras.


Fonologia é o nome dado à capacidade de usar sons. O desenvolvimento fonológico começa quando o som da fala ativa redes neurais.

Marcos do desenvolvimento mecânico da fala:
4 primeiros meses: Pode distinguir entre sons diferentes.
4 a 8 meses: balbucia.
9 a 12 meses: Primeiras sílabas (mama, papa)
Primeiras consoantes, geralmente p,m,t, k.
Primeiras vogais, geralmente a, i, u.
A criança seguirá balbuciando mesmo já sendo capaz de dizer as primeiras palavras.
3 anos: A fala pode ser entendida.
4 a 5 anos: Pode pronunciar junções mais complexas de consoantes.
6 anos: Pode produzir e distinguir todos os sons das vogais.
8 anos: Pode produzir e distinguir todos os sons das consoantes.
9 anos: Pode lembrar e produzir 4 a 5 palavras em sequência.

As regras do processo da fala chamamos de gramática (sintaxe).

Algumas crianças têm problemas para incorporar estas regras de gramática. O problema pode ter como raiz modelos de baixa qualidade de gramática em casa ou outro ambiente, podem ser causados por problemas no ouvido durante seus primeiros anos de vida, ou possivelmente de algum atraso nos circuitos do cérebro que causa uma deficiência de linguagem. A criança que tem dificuldade em lembrar seqüências de palavras terá dificuldade de reproduzi estas sequências em sua fala.

Crianças aprendem regras sintáticas através dos adultos. Uma maneira de corrigir erros sintáticos é re-frasear e expandir a fala. “Ontem eu foi na escola”; “Ontem eu não fui na escola, só você foi, eu fui ao mercado”.

Você também pode criar jogos específicos, como jogos de preposição se o problema da criança estiver no uso delas.


Seja paciente, estas regras gramaticais são incrivelmente complicadas. Muitas vezes, a iniciativa e desejo de se comunicar expressando suas idéias é mais importante do que a utilização correta da regra gramatical.

A semântica representa entender o significado da linguagem, sejam palavras simples ou longos textos.
O modelo para a compreensão da linguagem e sua expressão está nos padrões da experiência pessoal da criança.

As crianças desenvolvem redes semânticas a partir de experiências em primeira mão, com objetos do mundo real, ouvem as palavras associadas a esses objetos e, em seguida, associadas a outras palavras.

Compreender a língua é basicamente uma questão de compreender relações. Um problema precoce em entender relações é em torno dos pronomes. "Você me dê isto" significa coisas diferentes dependendo de quem o diz.

Aqui e ali, preposições em geral, pequeno e grande, etc., tudo depende de compreender relações. O cérebro humano é bem adaptado para este tipo de trabalho se a pessoa tiver uma boa base para a compreensão de relação física, e isso começa entendendo o seu próprio corpo no espaço.

O cérebro tende a lembrar de coisas ou eventos que ele já está maduro para experienciar, que tenham significado, que possam ser agrupados em padrões e possam ser associados a uma experiência anterior. A compreensão também depende de uma experiência prévia em que possa ser feita uma associação.

Bibliografia:
How your child’s brain grow. Brain Development and Learning From Birth to Adolescence, Jane M. Healy, PH.D.
The RDI Book. Forging New Pathways for Autism, Asperger’s and PDD with the Relationship Development Intervention Program, Steven E. Gutstein, PH.D.
Smart Moves. Why learning is not all in your head, Carla Hannaford, Ph.D.

Saturday, October 23, 2010

Gestos


Gestos, mímicas, expressões faciais são o fundamento para desenvolver a linguagem semântica.

A importância da comunicação não-verbal é tão óbvia que é intrínseca ao desenvolvimento típico. Pense no quanto pode ser comunicado sem o uso de palavras.

Se você observar a comunicação, nós estamos o tempo todo procurando por sinais que assegurem que nós estamos sendo compreendidos, a grande maioria desses sinais estão nos gestos que incluem nossa postura que é a expressão corporal e nossas expressões faciais; é daí que vem nossos gestos.

Por isso, é de extrema importância que ao estimular uma criança que tenha comprometimento na comunicação a falar não esqueçamos da tremenda importância de usar e interpretar gestos.

No livro “Your Child’s Growing Mind” da autora Jane M. Healy, PH.D. página 189 você encontra: “Neurolingüistas asseguram que linguagem (e inteligência humana, da mesma forma) desenvolve-se diretamente dos gestos, e também pelo processo de manipular ferramentas (brinquedos no mundo infantil), além de atividades físicas que devem englobar o pensamento e não somente um movimento de reflexo.”

Além da comunicação o uso de gestos desenvolve a inteligência da criança através da percepção e atenção. Inclua no tratamento do seu filho um período do dia em que vocês se dediquem à comunicação sem palavras, use gestos, olhares, posicionamento do corpo como meios de comunicação, você irá perceber como é necessário uma sinergia e que a comunicação mais complexa só acontece quando estes componentes estão presentes e não somente as palavras.


No vídeo abaixo é um exemplo do uso de gestos com seu objetivo maior como o aumento da conscientização do que acontece no ambiente num dos objetivos do programa de RDI.





Também é possível trabalhar gestos com programas de ABA, estes programas definem a importância de aprender gestos, além de conscientização do que acontece no ambiente e entendimento de linguagem não-verbal, mas também o aumento da capacidade de ler pistas sociais; melhorar o funcionamento na sala de aula e em grupos em geral, inclusive o grupo familiar e desenvolve meios de comunicação adicionais.


Na nossa experiência, além de todos os objetivos descritos pelo ABA e RDI em relação aos gestos, nós descobrimos que o gesto, como movimento auxilia na produção oral do Pedro, é como se o gesto facilitasse a organização corpórea para que a fala flua com mais facilidade. Até hoje, o Pedro se apóia na ASL (American Sign Language – Linguagem de sinais) em dias que seu sistema sensorial está mais atrapalhado, e essa ferramenta auxilia na expressão oral.


Bibliografia:


Your Child’s Growing Mind, by Jane M. Healy, PH.D.
Smart Moves, by Carla Hannaford, Ph.D.
The RDI Book, by Steven E. Gutstein, Ph. D.
A work in progress, by Ron Leaf & John McEachin

Thursday, October 14, 2010

Olhar - Nossa experiência


O contato de olhar do Pedro aos 2 anos era quase inexistente, ele sim, trocava alguns olhares comigo porque sou a mãe, mas eram olhares breves e pouco freqüentes.


Aos 2 anos e meio começamos o nosso programa caseiro (sem consultora) de ABA seguindo o livro da Catherine Maurice, mesmo sentindo que algo não estava de acordo, fizemos o programa do "look at me" (olhe para mim e a criança ganha um reforço), guiada pelo instinto, fora da cadeirinha eu buscava o olhar do Pedro e fazia as minhas caretas, segui persistente mesmo com pouquíssimo retorno que vinha quase sem nenhuma qualidade no olhar.


Quando o Pedro estava com 3 anos a consultora comportamental entrou em nossas vidas e reformulou os programas de estímulo do Pedro. Os que se referiam ao olhar tinham como objetivo buscar o olhar do Pedro não importasse o esforço necessário da nossa parte, lenta mas progressivamente o olhar foi aumentando em constância e qualidade.




Instintivamente eu instalei espelhos pela casa, aqueles espelhos de corpo inteiro, porém eu pendurei estes espelhos na horizontal, principalmente nos lugares que o Pedro passava mais tempo, com isso eu trabalhava o olhar dele através do espelho o que pareceu ser mais fácil para o Pedro manter o olhar.

Estes espelhos depois serviram para trabalhar imitação motora e outros jogos de RDI, no vídeo abaixo é um exemplo de uma atividade de RDI mas eu resgatei nossas primeiras interações através do espelho, se você está começando a trabalhar o olhar use a sugestão sem o movimento de ir e vir, só a brincadeira no espelho mesmo.

http://http//www.youtube.com/user/dorionschenk#p/u/13/WTdq3ynDzg0

No vídeo também trabalhamos a fase de transmitir a mensagem só através do olhar (a direção que temos que ir).


Porém, antes de seguir instruções através do olhar, trabalhamos dentro do programa de ABA encontrar o tesouro seguindo olhar, a brincadeira tem duas etapas, na primeira etapa tínhamos 3 cestas exatamente iguais viradas de boca para baixo, então escondíamos um reforço embaixo de uma das cestas, com o olhar e somente com o olhar indicávamos ao Pedro em qual cesta estava o reforço, no início, para a indução de acerto chegávamos a encostar o nariz na cesta que o reforço estava escondido, e daí fomos afastando a indução de acerto até que com o tempo só o olhar na direção da cesta era o suficiente para dar a pista de onde encontrar o tesouro.


Na fase seguinte escondíamos o tesouro (reforço) em um lugar do quarto de terapia e indicávamos aonde estava somente com o olhar, novamente, por causa da mudança da estrutura da "caça" tivemos que encostar o nariz no lugar onde o reforço estava escondido, gradualmente fomos afastando a indução do acerto até que só o olhar na direção já disparava o Pedro pela caça ao tesouro.


Este foi um ponto importante que aprendemos na nossa jornada, o Luís tinha e mantinha um ótimo contato ocular de autista segundo um dos especialistas que nós consultamos, isso queria dizer que ele olhava para nós, porque assim foi treinado, mas o Luís não sabia que através do olhar buscamos informações sobre o ambiente e como devemos nos comportar. Para ele, e depois para o Pedro também desenvolvemos a brincadeira de limpar janelas e espelhos (e os espelhos ligavam para as primordias brincadeiras de buscar o olhar e imitação) somente seguindo as instruções do olhar, como indução de acerto (que foi necessária no começo) usávamos o apontar, mas jamais palavras para não competir com o foco que queríamos ensinar: o olhar como fonte de informação.

http://www.youtube.com/user/dorionschenk#p/u/8/kPNjkqws-H4


http://www.youtube.com/user/mariaschenk#p/u/18/MBuKJi9LSF4


Na rua ou em lojas como supermercados e lojas de departamento trabalhamos com o Luís o olhar pra saber qual caminho seguir, assim em cada encruzilhada ele sabia que teria que olhar para nós e com o olhar nós indicávamos o caminho a seguir. Assim construímos a referência através do olhar, tão importante para o amadurecimento emocional do Luís.

Wednesday, October 13, 2010

A importância do olhar

Olhar


Este é o primeiro fundamento da comunicação e da interação pessoal e é o que mais gera confusão.

Numa pesquisa rápida no Google eu encontrei algumas “explicações” do porque o contato visual é tão importante, entre elas é que olhar olho no olho quando conversamos com alguém é um sinal de respeito pelo emissor, outra é que os olhos são as janelas da alma e olhando nos olhos de alguém você conseguiria ver sua alma, outra é de que precisamos olhar para poder entender o que nos está sendo falado. São todos motivos válidos.


Para todas essas explicações você encontra comentários refutando-as, e todos os comentários são igualmente válidos. Assim, podemos entender o porque de tanta confusão sobre o tema.

A minha hipótese (educated guess) sobre o contato visual é que só olhando para alguém, para o rosto como um todo (e não focando só no olho, só na boca, só no nariz, etc) é que somos capazes de conectar com essa pessoa e com as emoções que estão por trás de sua fala.

Se a busca do olhar é o primeiro movimento humano em direção à interação e a comunicação não podemos ignorar a importância do olhar no desenvolvimento humano mesmo que não tenhamos um consenso em sua funcionalidade que provavelmente é múltipla.


A primeira infância é repleta de brincadeiras que exploram o contato visual, as caretas, prosódicos, a comunicação que cria vínculos e que não precisa de palavras.


As crianças com autismo ou não desenvolvem estas brincadeiras visuais com seus pais quando bebês ou perdem a qualidade e intensidade depois da manifestação da síndrome. Em ambos os casos é de extrema importância que haja o resgate desta fase de entender o olhar.


Basicamente, é importante ressaltar à criança com transtorno de desenvolvimento através de jogos, brincadeiras e atividades que o olhar é uma poderosa ferramenta de informação, tanto a comunicação que o olhar passa através da expressão, tanto a informação que conseguimos perceber no ambiente seguindo o olhar de alguém.


Os primeiros contatos visuais devem trazer prazer à criança para que essa busca por prazer traga a motivação para o aprendizado e exploração. É a criação de vínculos através do olhar que você pode ler mais no post: Por onde começar de set/2010, neste blog.

Sunday, September 26, 2010

Eu só quero que meu filho fale …



A comunicação de uma criança começa com seus primeiros choros e gradativamente se expande para também incluir expressões faciais, gestos e, por último, a fala.



A linguagem é muito mais do que simplesmente falar. A partir do dia em que a pessoa nasce, mãe e filho se comunicam através de conversas com olhares, sorrisos e linguagem corporal. A criança reage à voz da mãe e ao som do seu coração.



Quando a fala aparece, as primeiras palavras são substantivos (biscoito, suco, cachorro, copo) e são objetos familiares à criança.



A criança gosta de cantar músicas familiares e repetitivas, com rimas e melodias com seus cuidadores, o vocabulário cresce a cada semana e quando a criança já tem um repertório expressivo em torno de 50 palavras (substantivos que nomeiam coisas do seu ambiente direto) a criança começa a colocar substantivos e verbos juntos para formar frases de duas ou mais palavras, daí então a criança passa a adicionar em suas frases adjetivos e às vezes, preposições.



A completa maturidade da linguagem não acontece antes da adolescência, e possivelmente até depois dela. A linguagem usada numa função exploratória é a base para o pensamento, o maior implemento para o crescimento intelectual, porém essa linguagem não reside somente na oralidade.



É assim que se desenvolve a comunicação, e para uma criança com transtorno ou atraso no desenvolvimento deve-se “preencher” estas etapas para que a comunicação, e não somente uma fala desconecta, se desenvolva.



E por que nós nos comunicamos?



A capacidade de comunicação (seja qual for o meio de comunicação) permite que a pessoa expresse suas necessidades, suas emoções e é um canal para entender as pessoas e o mundo à sua volta de uma maneira que pode diminuir sua ansiedade e ampliar seus limites ao longo do tempo.



A comunicação é o meio mais comum de interação, porém nós temos sete finalidades distintas para a comunicação:



1. Instrumental: para satisfazer necessidades e desejos -“Eu quero água.”



2. Regulatória: para controlar o comportamento dos outros e o próprio – “Vamos combinar como nós vamos resolver qual o próximo filme que nós vamos todos assistir”; “Cada vez que você sentir que vai explodir, conte até dez.”



3. Interacional: para estabelecer e manter contato com outras pessoas – “Me conte da sua viagem à praia enquanto fazemos compras no supermercado.”



4. Pessoal: para expressar escolhas, assegurar-se e tomar responsabilidade – “Eu quero vestir a blusa de cor azul”; “Eu estou triste, preciso contar o que aconteceu na escola hoje”; “Eu posso conversar com meu colega amanhã e resolver este problema”.



5. Aprendizado: para fazer perguntas e receber informações – “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”



6. Imaginação: para criar imagens e padrões, imaginar – “Vamos imaginar o que aconteceria se só tivesse chocolate para comer”.



7. Representadora: para passar informações a outros, para falar sobre idéias – “Vamos debater como poderíamos dar nossa contribuição para uma sociedade mais gentil”.



Porém, nem para a linguagem instrumental só falar basta, é necessário que a pessoa também entenda os princípios básicos da comunicação que envolvem a existência de um emissor e receptor, tom de voz, ritmo e entonação.



Para a comunicação social é necessário ainda mais, é preciso que se reconheça e se entenda linguagem não-verbal, interesses e tudo o que vai nas entrelinhas de uma relação interpessoal.


Bibliografia:


Moor, Julia (2006) – Playing, Laughing and Learning with Children on the Autism Spectrum – A Practical Resource of Play Ideas for Parents and Carers

Healy, J. (1987) - How your child’s growing Mind - Brain Development and Learning from Birth to Adolescence.

Hannaford, Carla (2005) - Smart Moves - Why Learning Is Not All In Your Head.

Hirsh-Pasek, Kathy; Golinkoff, Roberta (2004) - Einstein Never Used Flash Cards - How Our Children REALLY Learn - And Why They Need to Play More and Memorize Less

Wednesday, September 22, 2010

Autismo, cérebro, janelas .... o que é importante saber



Seu filho foi diagnosticado com autismo, pronto! Uma bomba-relógio está armada ao seu lado, muita informação vem e vai e assim começa a sua corrida contra o tempo porque alguém falou ou se leu em algum lugar que só há uma oportunidade de “salvação”, que existe somente uma janela de oportunidade que se fecha com o passar do tempo, que é responsabilidade sua ser hábil, em tempo e eficiência para moldar corretamente o cérebro do seu filho.


É uma situação de extrema pressão em cima de uma familia já fragilizada e assim aparecem inúmeros “vendedores” de milagres, alguns bem intencionados porque querem realmente acreditar naqueles milagres e outros com o único intuíto de aproveitar-se da situação, e nesse embolar de informações de um mundo todo novo, muitas vezes o bom-senso, o raciocínio lógico e coerente se perdem. Nesse turbilhão cheio de pressa e de desespero estamos nós, os pais de crianças com autismo e assim nos tornamos “presa” fácil de ilusões e ilusionistas.


Autismo não é uma sentença, não deve ser visto assim, seu filho é uma criança que terá desafios, dificuldades, porém o diagnóstico de autismo não te entrega um “manual”, só coloca em evidência o que é verdade para todo ser humano, o futuro do seu filho é mais obviamente incerto.


Claro, existe uma perguntas que perturbam dia e noite, e agora? O que fazer?


Neste ponto, o importante é manter na mente e o foco que as terapias, os objeivos das terapias, os tratamentos devam obedecer, no mínimo, a lógica. Devam ser fundamentados no que é natural para uma criança, porque um autista de dois, três, quatro anos é em primeiro lugar uma criança e deve ter o direito à infância, uma infância que já será parcialmente prejudicada por sua síndrome e que não deve ser destruída por um tratamento sem nexo que não respeita as etapas do desenvolvimento, e o tratamento deve é ajudar que essa criança goze das delícias e descobrimentos da infância que são a fundação para aprendizados futuros e mais complexos, porém, sem uma sólida fundação, não há como construir um arranha-céus e talvez, nem mesmo sustentar uma casa de um só pavimento. Com isso, vale repetir que a criança autista deve ser vista como criança acima de qualquer diagnóstico.

Existem muitos mitos acerca do cérebro humano e como seu desenvolvimento acontece e isso leva as pessoas a acreditarem que o cérebro é como um amontoado de argila que se pode moldar ao invés de encará-lo como um órgão desenvolvido pela natureza que é programado por milhões de anos de evolução, este mito é sustentado pelas publicações científicas que parecem publicar manuais de como ter cérebros melhores.

Com uma cultura encantada com a ciência, nós pegamos o pouquíssimo que se sabe sobre o funcionamento do cérebro e extrapolamos ao tentar explicar os vários aspectos do comportamento humano.
O que se sabe ao certo é que a pontuação nos testes de QI nada tem a ver com felicidade, competência e sucesso na vida.

De acordo com a Teoria de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner nós temos sete tipos de inteligência: lógica/matemática, lingüística, visual/espacial, cinestética corporal, musical, interpessoal e intrapessoal.

Porém, na educação formal somente são enfatizadas as inteligências lógica e lingüística.

O Dr Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, coloca as emoções no centro da aptidão para viver a vida de forma inteligente. Ele mostra que quando pessoas com QI alto não sucedem tão bem na vida e pessoas com um QI modesto se saem muito bem, o fator decisivo é a “inteligência emocional”. Isto inclue auto-controle, entusiasmo e persistência, e a habilidade de auto-motivação.
Porém, no autismo, um dos pontos chaves da dificuldade de desenvolvimento está justamente a cerca da “inteligência emocional” em todos, ou somente em alguns aspectos. As nossas crianças têm como desafio a motivação, a persistência, o auto-controle, a curiosidade.

O corpo, pensamentos e emoções estão intimamente unidos através de redes neuroniais complexas e funcionam como uma unidade para melhorar o nosso saber.

As pesquisas na neurociência estão ajudando a explicar como e porque um bom desenvolvimento emocional é essencial para entender relacionamentos, pensamento lógico, imaginação, criatividade e até a saúde do corpo.

Daniel Gelernter, cientista da computação, é enfático neste ponto: “Emoções não são uma forma de pensamento, não são uma forma adicional de pensamento, não são um bônus cognitivo, mas são fundamentais ao pensamento”.
Por tudo isso, focar a aprendizagem na área acadêmica além de ser fora da problemática central do autismo, dá a impressão às crianças que o aprendizado é uma tarefa ao invés de ser algo que vem naturalmente da curiosidade e da exploração.

É mais produtivo ajudar as crianças a fazerem conexões físicas e mentais através de brincadeiras que promovam a auto-regulação, e a infância está repleta destas brincadeiras, do que enfatizar informações pontuais específicas.

Especialistas em desenvolvimento concordam que o único fator que optimiza o potêncial intelectual da criança é um relacionamento seguro e de confiança com seus pais e cuidadores. O tempo gasto com chamegos, brincadeiras, atenção total e uma comunicação consciente com a criança estabelece uma relação segura e de respeito que é a base da pirâmide do desenvolvimento infantil.

Tudo isso quer dizer que para qualquer criança, seja ela de desenvolvimento típico ou com desafios, o melhor começo que pode ser dado em direção ao seu desenvolvimento pleno é a satisfação nos seus relacionamentos, para isso é preciso um raio-X do que está inadequado para que esse relacionamento tenha uma fluência de troca entre a criança e as pessoas que a cercam.

Sunday, September 12, 2010

Movimento - aprender com o corpo


Mas qual a necessidade para tanto movimento?


As pesquisas para entender como o cérebro processa levaram ao reconhecimento que o movimento ativa as conexões neuroniais através do corpo, fazendo com que o corpo inteiro seja o instrumento de aprendizado.


Movimento, particularmente balançar, girar, ou ficar de cabeça para baixo, ajuda a desenvolver uma área grande e importante por trás do tronco encefálico: o cerebelo, que se conecta ao sistema vestibular que está ligada aos mecanismos de equilíbrio no ouvido interno. O cerebelo também interage com os níveis frontais mais elevados no cérebro responsáveis pelas habilidades cognitivas como a linguagem, a interação social, a música, a capacidade de realizar atividades repetitivas automaticamente ( escrever a mão), e talvez a atenção.


Atividades físicas como jogar bola, escalar um brinquedo promovem a integração olhos-mãos, além de desenvolver a coordenação dos dois lados do corpo que é importante para as habilidades intelectuais baseadas em ligações entre os dois lados do cérebro.


Brinquedos que incentivam o jogo manipulativo desenvolve habilidades motoras finas e seqüenciamento, que estão relacionadas à atenção e habilidades de autocontrole, caligrafia e proficiência nas artes.



A ciência moderna nos ajuda a apreciar o papel de todo o corpo, e não somente o cérebro, e a importância do movimento e da brincadeira para que o aprendizado aconteça, porém a vida moderna tem feito o benefício desta descoberta cada vez mais difícil de ser alcançado.


As crianças de hoje passam horas em frente à televisão, videogames, computadores e com isso exercícios físicos regulares, brincadeiras imaginativas e espontâneas e conexões humanas íntimas somem da agenda diária.


Quando as pessoas se exercitam é de maneira competitiva ou compulsiva. Nossa existência diária é altamente estressante e como sociedade nós estamos constantemente sob medo, medo pelas nossas vidas, bem-estar e posses. Nós acabamos por nos sentir isolados e até deprimidos uma vez que a comunicação interpessoal diminui.


É comum, que a alternativa para diminuir o estresse, ansiedade e depressão sejam drogas, de uma forma ou outra.


Todos esses fatores diminuem a nossa capacidade de aprendizado e com isso diminui nossa criatividade e a capacidade de desenvolver nosso potencial.






Neuro plasticidade





Plasticidade neuronal é uma característica benéfica intrínseca do sistema nervoso que nos dá a capacidade de aprender e a habilidade de adaptação em resposta a um estrago - reaprender.

Logo após a concepção e por toda a vida, o sistema nervoso é um sistema em constante transformação e auto-organização. Não segue nenhum plano estabelecido e nunca está estático. Nós desenvolvemos nossas conexões neuroniais como resposta direta das nossas experiências na vida.


Enquanto nós crescemos, nos movemos, aprendemos, as células do nosso sistema nervoso conectam-se em caminhos e padrões complexos. Estes padrões são organizados e reorganizados por toda vida, permitindo que nós recebamos estímulos externos que nos dão a habilidade para performar os infinitos trabalhos da vida humana.

Movimentos integrados e voluntários parecem ser a chave para as conexões neuroniais. A mera repetição de um comportamento não determina que ele foi aprendido. Conexões neuroniais podem ser alteradas ou aparecerem novas somente se houver a atenção empenhada no movimento, foco no que fazemos.

Interação, curiosidade, exploração e experiências físicas pelo prazer e desafio de serem realizados facilita a neurogêneses por toda vida.

Atividades físicas e intelectuais desenvolvem tecidos cerebrais excedentes que compensam por estragos. Quanto mais você utilizar o seu corpo e mente, mais ele crescerá.

A plasticidade neuronial e a organização do sistema nervoso nos dão a janela para o potencial de aprendizado e cura por toda a vida.



Bibliografia:


How your child’s brain Grows. Brain Development and Learning from birth to Adolescence - by Jane M. Healy. PhD



Smart Moves: Why Learning Is Not All In Your Head - by Carla Hannaford

Thursday, September 9, 2010

Ser mãe


Ser mãe de uma criança com necessidades especiais faz com que o papel de mãe tome um rumo e uma dimensão jamais antecipada. As mães se tornam coordenadoras pedagógicas, enfermeiras, terapistas e militantes de uma causa. As mães aprendem jargões técnicos, procedimentos médicos e técnicas educacionais específicas.


Enquanto enfrentamos exaustão e frustrações, nos tornamos mais fortes e mais maduras. Nós cuidamos dos nossos filhos com necessidades tão específicas sem um pré-treinamento formal e com um reconhecimento e suporte limitado da comunidade em que vivemos.


As mães que seguem com seus trabalhos por necessidade financeira sentem-se constantemente em falta, e as mães que conseguem ter a opção de ficar em casa e dedicarem-se aos filhos encaram outros desafios, como isolamento e falta de tempo até mesmo para cuidar da própria saúde. Como resultado de tamanha dedicação que a situação requer, hobbies, ginástica, amizades e outros interesses diminuem radicalmente e em muitos casos até desaparecem.


Nós, mães sempre sentimos que deveríamos estar fazendo mais - pesquisar uma nova terapia ou medicação, fazer um telefonema que possa ajudar, militando por um programa especial ou reconhecimento da causa. Somente juntar toda a papelada e relatórios que acompanham nossos filhos já é uma montanha de trabalho.


Para as que temos mais de um filho, achar um balanço entre as necessidades urgentes e o que é importante para cada criança na maioria das vezes parece uma tarefa impossível. A maioria de nós acabamos o dia tão exaustas e exauridas de energia que até dormir fica difícil, com esse quadro manter o casamento estável e nutrido é muito difícil e requer muita paciência e amizade de ambas as partes.


Administrar tanto estresse e múltiplos papéis pode acabar por fragilizar a saúde da mãe e tirar o senso de bem-estar. Porém é essencial cuidar da sua saúde física e mental para poder cuidar do seu filho com necessidades especiais pelos anos à frente.


Seu filho pode ser o que há de mais importante na sua vida, mas não pode ser o único de importante. Quando as necessidades das crianças são demais, é fácil acabar numa posição de esgotamento.


A maioria das mães, de qualquer forma, encontram em elas mesmas uma força interior que elas jamais imaginariam que existia.


Enquanto pais e outros membros da família também fazem sacrifícios, as pesquisas mostram que são as mães quem suportam o peso de cuidar e criar as crianças com necessidades especiais.


Para muitas mães, especialmente aquelas que tem filhos com necessidades especiais, nossa realidade não combina com que a sociedade nos ensinou quando éramos jovens ou crianças. Se você cresceu nos anos 70 ou 80 provavelmente tinha a impressão que você poderia ter tudo: carreira, tempo com qualidade com a família, companheirismo e igualdade com o marido, uma casa em ordem e bem administrada e ainda ter tempo para ir atrás de suas paixões.


Porém, às vezes, nós passamos a vida de uma crise a outra e parece nem haver tempo para considerar seus objetivos pessoais porque já é difícil só levar o dia-a-dia.


De acordo com pesquisas, as mães mais felizes são as que conseguem acomodar suas expectativas com o que a vida nos traz, ou seja, as que são capazes de criar novos objetivos se a vida mostra que os anteriores são inatingíveis. Esta flexibilidade é o componente chave para resiliência (a habilidade de levantar e reconstruir). Se você tem resiliência, você será capaz de enfrentar os desafios, as frustrações e as perdas sabendo que os tempos difíceis vão passar encontrando um caminho para crescer com as adversidades da vida.


Segundo o pesquisador e psicólogo Dr Christopher Peterson da University of Michigan, você tem que distinguir entre a vida que é cheia de prazeres e a que é cheia de sentido.


Dr. Martin Seligman, um pioneiro na psicologia positiva e autor do livro "Authentic Happiness: Using the New Positive Psychology to Realize Your Potential for Lasting Fulfillment" existem três níveis de felicidade:


1. A vida de prazeres: este é o que a maioria das pessoas pensam como "felicidade"que na verdade é um subproduto da mídia, a vida deve ser repleta de emoções positivas.


2. A vida ocupada: as pessoas que se colocam em posições ocupadas usam suas habilidades para serem os melhores no que fazem. Geralmente seus interesses tomam quase todo o tempo de suas vidas e esses interesses são buscados com paixão.


3. A vida com sentido: Neste nível mais alto de felicidade, as pessoas que são dedicadas usam os seus interesses e talentos para um bem maior, o de ajudar o próximo e a comunidade. Elas buscam o que elas amam, enquanto fazem parte de algo maior que elas mesmas.


Por isso se você deixou seus objetivos de vida para trás, retome-os ou pense em outros que a realidade lhe trouxe à tona, mas tenha objetivos para você mesma!


Bibliografia de apoio:

Amy Baskin e Heather Fawcett - More than Mom - Living a full and balanced life when your child has special needs.