Thursday, October 18, 2012

Risperidona X Abilify

Idas e vindas das nossas decisões, sempre, lógico, pensando no bem-estar.

O Pedro desenvolveu razoável até os 5 anos de idade, quando tivemos o aparecimento de uma irritação quase que constante, essa irritação gerou muitos episódios de agressão, mais contra o irmão. Depois de muitas tentativas, aos 6 anos resolvemos, com a ajuda de uma neurologista medicá-lo, ele passou então a tomar Respidon (do princípio da risperidona). E assim foram anos, com algumas fases melhores, até que há por volta de 10 meses atrás, encontramos o que eu classificaria da melhor fase do Pedro, em que as energias se renovavam a cada palavra, combinação de palavras, sorriso constante. Além da medicação, muita terapia, muita estimulação ainda acontece, mas este é um relato sobre as medicações.

Em julho resolvi tentar algo novo, algo mais moderno, afinal, temos que ter a mente aberta, certo?! Com a ajuda de um psiquiatra fizemos a troca da Risperidona pelo Abilify. Nas primeiras semanas o Pedro ficou muito mais tranquilo, sem um caminhar de lá prá cá e parecia mais tranquilo no geral. Isso era a retirada da Risperidona e não a entrada do Abilify que ainda não tinha começado a fazer efeito, essa medicação demora em torno de 20 dias para fazer efeito.

Estamos há 1 mês e meio com o Abilify e em estado de calamidade em casa, o Pedro ficou uma criança do apática para o triste, sendo que a alegria sempre foi sua maior característica. Sempre na dúvida se é impressão minha ou realidade, esta semana brincamos de guerra de almofada, na maioria das vezes o Pedro precisa de ajuda para atirar as almofadas, antes porque não se aguentava de tanto rir, mas nessa semana ele precisou de ajuda pela tremenda apatia. Esse foi o meu maior sinal de basta. Sim, eu tenho a mente aberta, mas não os olhos vendados.




Lendo relatos de outras famílias nos EUA, a tristeza e choro não é um efeito tão incomum nas crianças autistas usando o Abilify.

Este é um relato 100% pessoal, até hoje não ouvi ninguém dizer que não se adaptou ao Abilify, já ouvi e vi muitas crianças não se adaptarem ao Risperidona; mas, no caso do Pedro foi ao contrário. Ele precisa da medicação para segurar algumas reações fisiológicas de medo, sem a medicação, por motivo não aparente o coração dele dispara, as pupílas dilatam e ele perde o controle emocional.

Resolvi relatar simplesmente para alertar outras famílias que talvez tenham crianças que a reação de tristeza e apatia apareça, mas daí vai de cada família decidir o que fazer.

29 comments:

  1. Nossa, Marie, que coisa...Theo está indo bem. Fica mais sonolento nos primeiros 3 dias quando aumentamos a dose. Mas, no geral, melhorou muito, está mais tranquilo e focado. Vou ficar atenta com essa coisa do choro...não percebi nada, mas é bom a gente ficar esperta.

    bjo

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  2. Marie, ainda bem que você é uma mãe atenta. O meu Pedro não teve problemas com o Abilify ( ariprprazol), nem com a Risperidona. Em compensação, quando tinha uns 5 para 6 anos, em função de uma crise de alergia, tomou um antialérgico, nem me lembro mais qual, e ficou ligado no 500V! Reações paradoxais ( extrapiramidais, não é?) são mais frequentes do que se pensa. Um antigo neuro do Pedro sempre dizia que essas medicações são gerais, a dose sempre é empírica, e os efeitos colaterais existem, realmente. Voltarás à confiável e conhecida risperidona?

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  3. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9VzMZX4nBz8

    Interessante o vídeo q recebi de uma amiga. vale ficar super atento!

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  4. Achei este comentário super interessante:
    "Any good psychiatrist will tell you that mental illness isn't simply a "chemical imbalance". That's a silly term invented by the pharm companies to use to advertise wrongly to patients..."
    "Qq bom psiquiatra ira te alertar q doença mental não é simplismente um "desbalanço quimico". É um termo bobo inventado pelas companias farmaceuticas para usar para anunciar erroneamente aos pacientes ..."

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  5. Ao meu Pedro tb foi receitado Abilify, aos 18 anos, mas nem 1 semana conseguiu aguentar,pk ao invés de ficar mais controlado, ficou super excitado, com maior hiperactividade e sem dormir bem. Voltou ao Risperidona, k lhe havia sido receitado uns meses antes d Abilify e k ainda hoje mantém, juntamente com Zyprexa.O seu comportamento estabilizou muito desde k toma esta combinação de medicamentos (desde há 2 anos). Está muito mais sossegado, muito mais receptivo a actividades e muito sorridente! Estereotipias não tem, acabaram!!! Foi a melhor medicação k tomou até hoje ( e foi receitada em Espanha, onde reside).

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    1. Obrigada por seu comentário! O Abilify segue sendo prescrito pelo médico a outros paciêntes como se não tivesse nenhum efeito colateral, ele não somente ignorou meu filho, como ignora os riscos que esta medicação tem.

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  6. Marie, boa tarde!
    só uma curiosidade: você voltou com a Risperidona?
    Meu filho toma risperdal (0,5ml manhã e 0,5ml à noite). Quando começou a medicação foi uma mudança imediata e muito positiva. Ele começou em 2010. Agora estou tentando tirar a medicação para ver como ele fica. :)
    obrigada!
    Flávia

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    1. Flávia,
      o Pedro voltou ao risperidona 1mg. Ele tem ataques de pâncio fora da medicação e a Risperidona ajuda q o corpo dele não entre organicamente nesse pâncio (batimentos cardíacos, suor, pupilas, etc)

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    2. obrigada pela resposta! :)

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  7. Marie, o meu filho tem 17 anos e sempre tratou com Rispiridona. Nunca usei outro medicamento. Com ele acontecia a mesma coisa do seu relato. Ele teve uma convulsão aos 15 anos então tivemos que diminuir a dosagem do rispiridona por causa dos anticonvulsivos. Então, percebi exatamente o que vc disse, ele ficou triste, apático, tremendo, com o coração disparado e muito nervoso, agressivo. Tivemos que rever a dosagem e agora está tomando 3g por dia. Está bastante estável, calmo e tranquilo.
    Acho interessante relatos de outros medicamentos porque sempre tive dúvidas quanto ao uso de outros medicamentos, a não ser o que já conheço.
    Eu tenho mais dois filhos e ele sempre é mais agressivo com o mais novo, de 10 anos. Acho que porque ele não recebe tanta atenção do caçula.
    Abraço,
    Obrigada por compartilhar informações tão importantes para nós mães de autistas. Por muitos anos me senti muito sozinha.

    Anajara.

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  8. Querida Marie,
    Meu filho está com 2 anos e 9 meses. Diagnosticado com 1 ano e meio. Ultimamente, começou a negar muita coisa e situação, na qual ele se envolvia, como pra se arrumar, pra cantar ou rezar. Na maioria das vezes, ele anda se negando. "Não, não, não...!" Nem te falo pra escovar os dentes. Ele já fala de tudo, qdo precisa de algo, se counica muito bem, mas, é bem restrito aos seus interesses, na imensa maioria das vezes. Também começou a falar sozinho, insistentemente, tento participar, mas, na maioria das vezes, é difícil. Sinto como se em menos de um mês, ele tivesse mudado sensivelmente seu comportamento, pra mais distante. A neuropediatra quer passar o risperidona, disse q nao tem nenhum efeito colateral além de ganhar peso. Mas, nao soube me precisar os estudos que tenham sido feito para esse publico, dessa idade. E estou muito receosa. Dar uma medicaçao q ao invés de me aproxima-lo, me deixe mais distante e incompreensiva do q lhe passa. Por favor, gostaria de alguma opinião! Grata desde já!

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    1. Olá Daniela,
      os estudos q existem é q essa medicação não é aprovada para crianças menores de 6 anos.Além disso, aumento de apetite não é o único efeito colateral, se vc ler a bula é de assustar. A Risperidona tbm tem o efeito acumulativo no organismo e podem acontecer sequelas numa idade mais avançada, por isso, ela só deve ser administrada se existir uma real necessidade e benefício para o indivíduo. Nossas crianças não reagem igual as diferentes medicações e NENHUMA medicação até hoje, cura autismo, faz falar ou cria motivação, isso são mitos. Talvez seja legal vc ler sobre co-regulação emocional, acredito q buscando a co-regulação vc vai conseguir ajudar mais o seu filho. Bjs

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  9. Muito obrigada! Lerei sim, me peguei despreparada para tanta mudança em seu comportamento, em tão pouco tempo. Como vc faz para escovar os dentes deles?
    Ontem, fiquei muito triste, de morrer de chorar, porque ele me disse que "os coleguinhas não querem ficar perto, só querem ficar longe e que ele fica triste" Isso pq ele não tem nem 3 anos. Entendo seus coleguinhas, sei q é difícil brincar com ele, mas, fiquei arrasada...

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  10. Daniela, para mim é difícil seguir as postagens no blog, mande um email para mim no autismo@live.com e por email podemos conversar melhor! :-) bj

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  11. DANIELA GOSTARIA DE FALAR COM VOCE SOBRE MEU FILHO AS REACOES ME MANDE UM IMAIL ruthinhagyn@hotmail.com

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  12. meu filho Gabriel de 9 anos começou nessa semana com a respiridona o que notei muito sonolento .... estou preocupada.

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  13. Meninas se vcs quiserem trocar ideias sobre o autismo eu adoraria pois muitas vezes fico perdida em meus pensamentos se estou fazendo a coisa certa, meu filho é maravilhoso e por esse simples motivo só quero ajuda-lo a melhorar a cada dia. Meu e-mail: debora.gd@hotmail.com

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  14. OLA MENINAS GOSTARIA DE SABER SE RISPERIDONA CUAS ALGUM DANO AOS DENTES DE CRIANÇA,POIS MEU FILHO TOMA DESDE DOS 3 ANOS E NOTEI QUE SEUS DENTES ESTÃO PERDENDO A COR FICANDO COM A APARENCIA DE TRANSPARENTE E HOJE CHOREI MUITO POIS FUI ESCOVAR O DENTE DELE E QUEBROU NO MEIO FIQUEI TRISTE PQ JA ERA O PERMANENTE ESTOU ARRASADA ,SEI QUE MELHORA SEU CONPORTAMENTO MAIS FIQUEI MUITO TRISTE SE ALGUEM SOUBER ALGO POR FAVO ME FALE

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  15. HOJE ELE ESTA COM 6 ANOS , E DENTRO DO DENTE ESTVA OCO MAIS ESTAVA LIMPINHO E NÃO TINHA NENHUMA MANCHA,NÃO SEI COMO É UM DENTE POR DENTRO MAIS NÃO TINHA NENHUMA MASSA DENTRO É ESTRANHO

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    1. Eu não sei se isso tem a ver com o uso da risperidona, mas entre em contato urgente com o médico q receitou e com um dentista para saber o q fazer para proteger os dentes do seu filho. Boa sorte!

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  16. Marie,estou vivendo dias de angústia e procurando informações sobre o aripiprazol, encontrei seu texto e bate tanto com o que eu estou passando com meu filho,o Vitor sempre foi muito feliz e falante,mas agora está triste e apático,quando começou o tratamento com risperidona foi ótimo,pois foi perceptível sua melhora quanto a organização de pensamento,mas a risperidona engorda muito e ele teve um ganho de peso altíssimo,e ele é extremamente seletivo quanto a alimentação.Há um ano a médica mudou para o aripiprazol,e foi daí que as crises de choro voltaram,meu filho hoje é uma criança triste,estou tão angustiada,pq já relatei isso para a médica,mas ela só faz aumentar a dose.Moro no interior de SP,não existem especialistas no assunto,médico é muito difícil de se conseguir. Me sinto impotente!

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    1. O Aripiprazol e a Risperidona não são as duas únicas opções. É comum, e eu não entendo o pq, os médicos aumentarem a dose de uma medicação q não está ajudando, não tem nenhuma lógica nisso a não ser tentar dopar nossas crianças. Procure outro neuro. Aonde do interior de SP vc mora?

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  17. O meu filho de 4 anos está tomando aripiprazol (aristabe), e nunca esteve tão bem!!!! Diminuiu consideravelmente a irritabilidade, agressividade, agitação! Oro para que ele fique sempre assim, não apareceu nenhum efeito colateral, pelo contrário, só benefícios, estou passando pelos melhores dias da minha vida! Estava desesperada antes de iniciar com este remédio, a vida dele mudou para melhor e a nossa tb, está numa escola regular e só vemos progressos diários!

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  18. Tenho um filho que toma respindon, e fico a pensar sera qui dopar nossos filhos com remedio ta melhorando? Tenho essas duvidas

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  19. Tenho um filho que toma respindon, e fico a pensar sera qui dopar nossos filhos com remedio ta melhorando? Tenho essas duvidas

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  20. Tenho um filho que toma respindon, e fico a pensar sera qui dopar nossos filhos com remedio ta melhorando? Tenho essas duvidas

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    1. Eu tenho um filho autista leve e nunca dei medicação mesmo quando foi receitado pelo medico...segui minha intuição e hoje vejo que fiz o melhor pra ele...o caminho é mais difícil poprem eles conseguem aprender as coisas melhor....sem os remdios.

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  22. Me chamo Leila, tenho um filho de 22 anos autista, que tomava Risperidona desde dos 11 anos de idade, logo que começou a medicação foi como um milagre, ficou mais atento, parou mais as estereotipias e diminuiu as ecolalias e ficou mais concentrado, mas com o passar dos anos, percebi que o remédio foi perdendo a eficácia, mesmo que aumentasse ou diminuísse a dosagem ele não melhorava o comportamento, pois estava ficando agressivo. Então achei que estava na hora de tirar o remédio. O processo de desmame é complicado, ele teve crise de abstinência, ficou extremamente eufórico e com dificuldade de dormir, coisa que nunca teve. Portanto, queridas cada caso é um diferente, mas repensem e analisem na hora de medicar, pois me arrependo amargamente de ter dado por muitos anos esse remédio para meu filho.

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