Showing posts with label regulação emocional. Show all posts
Showing posts with label regulação emocional. Show all posts

Tuesday, March 13, 2018

AT EASE® Parenting Newsletter 2 - PACEplace.org Eric Hamblen

Tolerar: Aprender a estar com e dar sentido às nossas emoções e às emoções de outras pessoas.
Tolerar as emoções pode ser descrito como a nossa capacidade de "estar com" as nossas próprias emoções e com as emoções de outras pessoas em tempo real, enquanto essas emoções estão ocorrendo dentro de nós ou nos outros. Ao aprender a "estar com" e emocionalmente disponível para as nossas emoções e as dos nossos filhos, aumentamos nossa capacidade de resolução de problemas com compaixão. Vivemos em um mundo onde o ponto focal é muitas vezes o comportamento observável, que muitas vezes resulta na ilusão de que o gerenciamento ou o controle do comportamento seria a solução. Em teoria, os comportamentos seguem regras simples. Para aumentar um comportamento desejável, você reforça os comportamentos que você gosta. Para diminuir os comportamentos indesejáveis, você pratica consequencias aos comportamentos que você não gosta. Podemos facilmente fazer regras em torno de comportamentos. O “pode" e "não pode" a vida. Todo manual de escola/funcionários é cheio de regras para gerenciar comportamento. As Leis são regras para gerenciar o comportamento. Precisamos de regras e Leis. Em uma abordagem comportamental, os pais são orientados a ensinar as crianças a realizarem atividades de certa forma para ajudá-los a entender o que fazer em uma situação específica. Uma abordagem comportamental pode ser uma maneira altamente eficaz de ensinar uma habilidade, especialmente quando o desafio da criança se baseia na falta de conhecimento e seu sistema emocional está regulado e ela se sente calma. No entanto, quando uma criança está rotineiramente com dificuldade para regular seu sistema emocional e a criança NÃO está se sentindo calma, raramente uma explicação racional (não importa o quão simples ou prático seja o conselho) ajudará a diminuir o sofrimento emocional.

O que torna os comportamentos mais complexos é o fato de que as emoções impulsionam os comportamentos e emoções seguem regras diferentes de comportamentos. Ao contrário dos comportamentos, não há “pode" e "não pode" com as emoções. As emoções não estão certas ou erradas, boas ou más. Os comportamentos podem ser vistos e abordados como certos ou errados, bons ou ruins. Ao contrário dos comportamentos, não podemos escolher quais emoções se encaixam com base em nossas experiências. Ao contrário dos comportamentos, nascemos com nossas emoções e viveremos diariamente nossas vidas com nossas emoções. Para desenvolver respostas comportamentais mais sofisticadas às nossas emoções e também desenvolver a capacidade de acessar essas respostas, precisamos aprender a tolerar ou "estar com e entender" nossas emoções. Nós não escolhemos nossas emoções. Nós escolhemos nossos comportamentos com base em nossas emoções. Fazer essa mudança de paradigma pode alterar a forma como escolhemos criar e educar as crianças (e TODAS as pessoas) de uma maneira que desenvolve a auto-estima, autoconfiança e conexões relacionais mais fortes. Todos nos tornamos melhores solucionadores de problemas quando buscamos entender as forças emocionais que impulsionam nossos comportamentos. As crianças precisam de adultos confiáveis ​​para orientá-los nesta área de seu desenvolvimento. As crianças precisam de seus pais para "estar com eles” e que os adultos sejam os modelos de aceitação e compaixão com TODOS os seus sentimentos ao mesmo tempo que desenvolverem comportamentos positivos e estabelecem limites em comportamentos negativos. Quanto mais prática os pais vivem em sintonizar com suas próprias emoções e o estado emocional de seus filhos, mais relatam sentir-se competentes para satisfazer as necessidades emocionais dos filhos, assim como as suas. Quanto mais práticas as crianças tem com a parceria e em coordenar com um adulto confiável, exibem melhor auto-estima, autoconfiança e mais capacidade de resolução de problemas criativos.

Sugestão para o mês:

Pratique em tomar consciência de como os sentimentos e comportamentos de seu filho afetam o que você sente. Tome nota de quais emoções você consegue tolerar (estar com e dar sentido) e reflita sobre como elas ocorrem em você e em seus filhos. Além disso, tome nota de quais emoções são desafiadoras e difíceis de "estar com" e reflita sobre como ocorrem em você e em seus filhos. Conforme a consciência sobre quais emoções você pode "estar com" e quais emoções você tem dificuldade para "estar com" cresce, pratique a extensão de sua tolerância ao ficar presente quando as emoções ocorrem. À medida que você constrói a sua capacidade de "estar com" suas próprias emoções mais desafiadoras e as emoções difíceis pra você em seus filhos, veja se você desenvolve idéias e padrões adicionais de engajamento que sejam úteis para você e sua família.


Contato: ehamblen@paceplace.org
www.paceplace.org
O Connector Rx é um dispositivo relacional criado por Eric Hamblen para melhorar a coordenação social, emocional e física entre as crianças e seus cuidadores principais. Este clip tem  algumas dicas para aprimorar sua experiência relacional com seu filho ao usar o Connector Rx.


Contato: autismo@live.com

Monday, March 12, 2018

AT EASE® Parenting Newsletter 1 - PACEplace.org Eric Hamblen



Emoções impulsionam o comportamento:



Há uma quantidade ilimitada de comportamentos que todos usamos na vida. Há um número limitado de emoções dentro de nós (como medo, raiva, tristeza, nojo e alegria). Essas cinco emoções principais (que podemos descrever com diferentes nomes e vários níveis de intensidade) são a força motriz de nossos comportamentos. Apreciar que as emoções conduzem, bem como priorizam como e quando a informação é processada dentro dos nossos cérebros pode mudar intuitivamente a forma como entendemos e respondemos aos comportamentos exibidos por nossos filhos. Aplicar o poder relacional de validar as emoções é uma estratégia que os pais aprendem a usar no PACE Place.


Validar as emoções:
Uma das formas mais eficaz de ajudar qualquer um a aprender a navegar suas emoções é validá-las. As emoções não são comportamentos. São sentimentos. Elas estão conosco desde o nascimento e permanecem conosco toda a nossa vida. Ao contrário dos comportamentos, as emoções nunca estão certas ou erradas. Ao contrário dos comportamentos, as emoções não são nem boas nem ruins. As emoções existem em fluxo entre fácil e difícil de regular. Quanto mais nos relacionamos com nossos filhos através de suas emoções e das nossas em nossas interações diárias, mais à vontade nos tornamos para falar sobre como nos sentimos. Aprender a validar e normalizar as emoções é uma maneira poderosa de deixar as crianças à vontade. É importante limitar o papel que as emoções têm em determinar se uma atividade deveria ou não ocorrer. No entanto, DEVEMOS permitir que as respostas emocionais dos nossos filhos influenciem COMO fazemos algo.

Sugestão do mês:
Observe os comportamentos através das lentes emocionais: ao longo do próximo mês, observe seus próprios comportamentos e dos outros e considere quais emoções estão impulsionando esses comportamentos. À medida que você adquire informações sobre as forças emocionais que conduzem os comportamentos que está observando, você pode começar a sentir uma capacidade intuitiva para responder e/ou engajar os outros e a si mesmo de forma mais criativa.

Contato: ehamblen@paceplace.org
www.PACEplace.org

Monday, May 20, 2013

Em poucas palavras: O que é o AT EASE™ Parenting and Learning Model

 Quando brincamos com algumas idéias, em nossa cabeça, elas parecem estar sempre em movimento, nunca permanecem as mesmas.


Assim é a vida. Quando estamos prestes a assumir o comando de alguma coisa, outra idéia, ou um outro desafio, aparece e novamente estamos em busca de caminhos novos. Dependendo de nosso ponto de vista e de nosso estado de espírito, isso pode ser estimulante ou muito cansativo.

AT EASE™ Parenting and Learning Model deve ser visto como uma ferramenta para ajudar os pais e os profissionais a determinar onde eles se situam no mapa da relação com o seu filho/cliente, independente da atividade ou estrada que escolheram trilhar. As lentes do AT EASE™, quando utilizadas de forma eficaz, ajudarão a pôr em evidência as nossas dinâmicas sociais atuais de uma maneira que nos permita:
* iniciar e orientar a criança a iniciar o Acesso às suas relações, de uma forma diferente e com intenção,
* Tolerar a jornada em que estamos e as emoções que todos os participantes desta aventura, que é aprender e se desenvolver, irão experimentar (incluindo tolerar as nossas emoções),
* Explorar sabiamente, de modo a ganharmos experiências positivas, ao invés de sentir como se afundássemos em um pântano a cada passo dado.

Não queremos que o AT EASE™ seja mais um modelo de "How to". Queremos que o AT EASE™ seja um modelo que nos faça pensar sobre as nossas relações , um modelo que orienta essa relações. Queremos que as famílias se sintam compelidas a tentar e, em seguida, pensar sobre o que eles experimentaram, avaliar o que funcionou e, em seguida, tentar novamente. Queremos que o AT EASE™ seja um divisor de águas, uma mudança do pensamento convencional sobre objetivos, domínio, disciplina, respeito, sucesso, fracasso, notas, certo/errado, para uma perspectiva mais orgânica de conceitos como, união, segurança, experiências positivas saudáveis, limites, aventura, tentativas, crescimento, regulação, etc A fim de efetivamente orientar os pais a usar o AT
EASE™ desta maneira temos que enfatizar que o mapa relacional está sempre evoluindo.

Isso torna as coisas difíceis ao olharmos para o mapa relacional de uma forma tradicional. Os conceitos tradicionais vêem o ponto de interesse a ser alcançado como um fim em si mesmo. Podemos até marcar quando chegamos ao destino como "completa".

No entanto, os conceitos do AT EASE™ reconhecem que cada destino no mapa relacional está em constante mudança e evolução. Assim, não existe a necessidade de um novo mapa. Nós só precisamos de um mapa do desenvolvimento natural, só precisamos aprender a navegar nesse mapa. Cada pessoa tem um mapa em mudança, dinâmico. Como o nosso mapa relacional está sempre mudando, a fim de saber onde nos situamos, todos nós precisamos aprender a preencher rotineiramente nosso próprio mapa. AT EASE™ é projetado para auxiliar os pais a preencher seu mapa relacional com os seus filhos, ajudando-os a usar os seis componentes do AT EASE™ como pontos de coordenação.

Os componentes do AT EASE™ Parenting and Learning Model são:

Acessar realcionamentos e recursos para aprender a partir de experiências;

Tolerar experiências emocionalmente difíceis, aprendendo a expandir a capacidade de co-regulação e auto-regulação ;

Explorar oportunidades de aprendizado em conjunto;

Aplicar o que foi aprendido até o seu completo domínio;


Seguir novas oportunidades para usar este aprendizado, independente de quem seja o guia;

Evoluir, isso é, as experiências bem sucedidas devem levar a um sentimento de competência


Eric Hamblen 
Program Director 
PACE Place and Connector Rx
2360 SW 170th Ave.
Beaverton, OR 97006
Direct: 503-888-3939
Office: 503-356-8334
Fax: 503-365-8726
www.PACEplace.org
www.ConnectorRx.com



Sunday, April 21, 2013

Capacidade de co-regulação emocional e autismo

Autismo é reconhecido como uma desordem em espectro com vários graus de intensidade. É de difícil definição porque a síndrome é complexa e não há duas pessoas com o diagnóstico de autismo que manifestem a síndrome da mesma maneira.

Pessoas com autismo têm “atraso ou funcionamento anormal” em algum grau nas trêss área seguintes:
    • Interação social
    • Comunicação
    • Padrões de comportamento que são manifestados através de interesses ou atividades estereotipadas, restritas e/ou repetitivas.

Porém, no autismo, um dos pontos-chave da dificuldade está no desenvolvimento emocional. As pessoas com autismo têm como desafio a motivação, a persistência, o auto-controle e a curiosidade.
Marie e Pedro-ed02


















O que mais caracteriza o autista não são os comportamentos apresentados, mas sim a omissão, o que a criança não faz, ou desconhece. O diagnóstico de autismo é mais preciso se baseado na dificuldade ou falha da pessoa em função do domínio específico sócio-comunicativo e relacional.

É importante ressaltar que o diagnóstico de Autismo, Asperger ou Transtorno Global do Desenvolvimento não prediz as dificuldades que a pessoa enfrentará na vida, tampouco define um prognóstico, e nem mesmo fornece aos familiares ou profissionais muita informação sobre o potencial individual da pessoa diagnosticada.

É muito provável que as características descritas da síndrome sejam descrições de mecanismos de defesa, e não de orientação inata. O nosso cérebro está sempre em busca de equilíbrio, enquanto processamos o que vemos, ouvimos, cheiramos, degustamos ou sentimos. Todas as nossas experiências sensoriais e emocionais impulsionam o crescimento de conexões, daí vem a necessidade pela busca da regulação.

Essa busca acontece através da auto-regulação e da corregulação emocional. Nós nascemos com a necessidade de desenvolver auto e corregulação, as duas estratégias são necessárias para que o mundo à nossa volta e as sensações das nossas experiências façam sentido para nós. Sendo que a corregulação, nos sistemas de pessoas com desenvolvimento típico, amadurece primeiro.

Autoregulação são as estratégias que desenvolvemos, centrados em nós mesmos.
Quando estamos em um estado de ansiedade usamos estratégias de autoregulação, como colocar coisas na boca (chicletes, balas, comida, café, cigarro), mover as mãos ou pernas, levantar, andar, buscamos nos entreter de alguma forma que acalme o nosso sistema nervoso. As pessoas com desenvolvimento social típico, escolhem estratégias adequadas ao contexto social em que estão no momento, já as pessoas com deficits sociais, como no autismo, simplesmente buscam a estratégia mais conhecida deles para essa autoregulação. Porém, as experiências sensoriais, mesmo de autoregulação, provocam em nós uma resposta emocional.

Corregulação depende da troca emocional com o outro.
A capacidade de corregular a emoção acontece através da simples presença do outro, do toque, do olhar, do tom de voz. As crianças em geral, aprendem melhor através de brincadeiras positivas que incluam movimento, de uma maneira que essa interação mostre uma intenção clara no relacionamento, sem demandas excessivas e fora de contexto. A habilidade do cérebro em organizar essas informações relacionais é mais sofisticada se focada nessas características englobando o desenvolvimento emocional, do que com o uso de palavras explicativas.

As pesquisas na neurociência estão ajudando a explicar como e por quê um bom desenvolvimento emocional é essencial para entender relacionamentos, pensamento lógico, imaginação, criatividade e até a saúde do corpo. Especialistas em desenvolvimento concordam que o único fator que otimiza o potencial intelectual da criança é um relacionamento seguro e de confiança com seus pais e cuidadores. Por isso, o tempo gasto com chamegos, brincadeiras, atenção total e uma comunicação consciente com a criança estabelece uma relação segura e de respeito que é a base da pirâmide do desenvolvimento infantil. Com um sistema emocional seguro, a criança consegue se concentrar em explorar o mundo à sua volta, impulsionada pela curiosidade

"TODO COMPORTAMENTO É IMPULSIONADO POR UMA EMOÇÃO, VOCÊ MUDA COMO UMA PESSOA SE SENTE E ASSIM MUDARÁ COMO ELA PENSA E SE COMPORTA." (ERIC HAMBLEN)


A capacidade de corregular a emoção abre as portas para  outras tantas habilidades importantes no desenvolvimento social, como coordenar-se com outra pessoa, seguir e compartilhar interesses.

Por volta dos 18 meses de idade, crianças com desenvolvimento típico já têm a habilidade de se coordenar fisicamente com seus pais, através do movimento de uma forma reflexiva e fluente, com pouquíssimo suporte. Com essa habilidade de coordenar movimento "masterizada", pode-se mover o relacionamento a um patamar verbal com uma troca de interesses, em que podemos compartilhar com a criança o que nos interessa e vice-versa.

Pessoas com autismo têm dificuldade de desenvolver a corregulação emocional, por isso tendem a buscar a regulação através da autoestimulação. Criar jogos e brincadeiras que estimulem a coordenação física de movimentos entre duas pessoas, como o simples ato de caminhar juntos à uma distância que permita uma troca social - esaa distância é no máximo de um braço -, fazer atividades diárias juntos, pensadas em uma forma de coordenar o movimento como no ato de puxar o lençol juntos para arrumar uma cama, carregar cestos e sacolas juntos, já são exercícios que estimulam a corregulação.

O cérebro humano tem um grande desejo em agradar, em impactar as outras pessoas de forma positiva, primariamente.  Somos programados para causar reações emocionais nas pessoas à nossa volta. Quando nossos sistemas têm uma desorganização, muitas vezes só conseguimos esse impacto emocional através de comportamentos opositores e provocativos. Mesmo nesses casos, o cérebro ainda receberá uma recompensa emocional mais forte se a pessoa aprender estratégias para impactar positivamente os outros. É um processo de volta ao curso natural, que não é fácil e imediato, mas extremamente necessário para uma melhor qualidade de vida e que depende do desenvolvimento da corregulação emocional.

Através da habilidade de corregular a emoção, também somos capazes de influenciar a nossa própria emoção, isso quer dizer, se eu estou feliz e eu faço você feliz, juntos, podemos fazer um ao outro mais feliz. Isso acontece através dos meus atos em relação a você. É por meio do compartilhamento do olhar, do toque, do tom de voz usado e das experiências, que nós vivemos juntos.

"Através de interações, não apenas com seus pares, mas também com outros adultos, além da capacidade de adultos e crianças intuitivamente interagirem entre si — para compartilhar suas ideias, seus pensamentos, suas experiências juntos, com o objetivo de que ambos compreendam e sintam emocionalmente a presença um do outro  — e assim sentir a intensidade ou intimidade, é que desenvolvemos relações pessoais mais significativas neste mundo." (Eric Hamblen)

As pessoas com autismo não querem viver isoladas, elas precisam, assim como cada um de nós, do convivio e do compartilhamento com outras pessoas. Ajudá-las e desenvolver a corregulação emocional, o compartilhamento de sentimentos, a ampliação da alegria, dividir suas incertezas e angústias, ter um guia para descobrir o mundo são metas a serem seguidas, para que as pessoas com autismo e suas famílias tenham uma melhor qualidade de vida.

Monday, April 8, 2013

Intolerância ao choro: Sensibilidade auditiva?

Há muito tempo atrás, quando os meninos ainda eram bebês, quando o Luís chorava o Pedro entrava em agonia. Os profissionais que nos cercavam, naquela época tão recente do diagnóstico, colocavam o comportamento do Pedro em interpretações pré-moldadas, com isso a conclusiva de uma análise não pensada é que o Pedro se incomodava com o choro por sensibilidade auditiva.

De certo, o Pedro tinha algumas questões com o barulho do liquidificador e outras coisas, mas com o choro, a reação, os olhos do Pedro ficavam diferentes. Munida de intuíção, eu comecei a tratar como se este comportamento específico, que chegava a virar agressão contra o irmão, seria um estado de agonia sentida pelo choro.

Ao mesmo tempo ele estava no seu segundo ano de pré-escola, e depois de 1 ano que ele frequentou em estado apático, naquele início de ano letivo ele estava extremamente irritado e agressivo por conta do barulho da sala, qual o barulho? O choro das crianças que tinham acabado de iniciar na pré-escola.

Numa tentativa, às cegas, criei uma estratégia para diminuir a agonia do Pedro com o choro, levando em frente a minha interpretação de que o problema maior não era o barulho do choro, mas a agonia que ele sentia quando alguém chorava. E quando comentava isso com os profissionais recebia aquele olhar de pena e a frase "autista não tem empatia". O Pedro, por conta do autismo, e naquela época tão precoce, não tinha um repertório do que fazer e nem a habilidade de iniciar uma interação de troca emocional, a linguagem para ele era algo ainda muito confuso, então eu criei um livro (social stories) mostrando o que ele poderia fazer para aliviar a sua agonia com o choro.

Paritndo do princípio de ser humano, é muito difícil quando vemos e ouvimos alguém chorar e nos sentimos incapazes de aliviar o sofrimento do outro, principalmente quando é alguém próximo a nós, neste caso para o Pedro, seu irmão.

A social story criada para o Pedro, naquele momento, tinha o objetivo de explicar brevemente porque as crianças na escola poderíam estar chorando e o que ele podería fazer para ajudar a criança que chorava.

Em casa, eu movia ele a fazer o mesmo com o Luís, a tentar confortá-lo com um toque, um brinquedo (sempre fofinhos e molinhos caso o brinquedo voasse de volta) ou um biscoito. Aqui nasciam as primeiras interações positivas entre os dois.

Poder fazer algo, mover seu corpo com propósito no momento de uma situação de angústia ajudou imensamente ao Pedro suportar o choro de outras crianças. Impossível pensar em mantê-lo longe do estímulo que o incomodava, por mais sensibilidade auditiva. Mas, guiá-lo em entender, processar e tolerar sua emoção de angústia através de um movimento com propósito pode trazer o seu desenvolvimento social um passo à frente de onde ele estava.

Como, naquela época, o seu animal predileto era o galo, esse foi o personagem escolhido para a social story:
  Cocodle, o galo vai para a escola.
   Cocodle está muito animado porque ele gosta de ir para a escola.
   Cocodle conhece alguns dos outros galos da sua classe e eles estão animados com a escola também.
 Tem alguns pintinhos novos na classe do Cocodle.
 Alguns deles são pequenos e ainda não conhecem a escola e algumas vezes eles choram.
   Cocodle fica ansioso quando um pintinho chora e acha que tem que fazer alguma coisa.
 O que o Cocodle pode fazer?
   Cocodle pode ficar calmo e ouvir a professora, isto vai ajudar com que os pintinhos também se acalmem.
 Se o Cocodle ainda sentir que precisa ajudar o novo pintinho ele pode dar ao pintinho que está chorando um brinquedo.
Isso pode ajudá-lo a ficar contente!
   Cocodle é um ótimo galo e sabe como ajudar.




Tuesday, August 7, 2012

Escovar os dentes

Essa foi uma experiência que vai muito além de escovar os dentes, todo o processo deu suporte ao amadurecimento emocional.

A técnica práctica e muito simples, contar com o Pedro 10 escovadas em cada parte dos dentes. 10 vezes frontal, 10 vezes, cada lateral por fora, por dentro. Isso ajuda ao Pedro a saber que não ficará ali para sempre e a manter o foco de atenção na atividade e não "esquecer" do que esta fazendo.

Atravessando as barreiras emocionais:
Abaixo, trechos do relatório do trabalho terapeutico de imersão em março de 2011.

Pedro se beneficiou quando o "seguramos" no momento trabalhando seu protesto até que ele foi capaz de tentar algo novo. Por exemplo, Pedro não queria escovar os dentes. Ele protestava assim seu pai se apressava em finalizar a escovação.Desnecessário dizer que esta não é apenas um comportamento mal-adaptativo, mas também que esse tipo de interação é insalubre para o sistema de toda a família. Nós esperamos, estando no momento, até que o Pedro foi capaz de coordenar com nossas expectativas. Coordenar com as nossas expectativas é como Pedro pode reparar suas relações depois de causar tumulto emocional sobre algo como escovar os dentes.

Limites claros: ambos meninos precisam ter limites claros definidos assim eles podem ter mais segurança no comprimento das regras.  Ao não permitir que um acesso de raiva controle a atenção do adulto, ambos os meninos aprenderam que precisavam coordenar com os adultos (fisica e EMOCIONALMENTE). Quanto mais os meninos persistiram para que os adultos coordenassem com a suas angústias o mais desconectados nós adultos, nos tornamos. Quanto mais calmos os meninos ficaram, mais ajuda lhes foi oferecida. Isto não é sempre um limite fácil de estabelecer. Como pais, nós vemos que regular emocionalmente nossas crianças é uma prioridade.

Sunday, July 29, 2012

Relacionamento Intersubjetivo

É o laboratório primário para o desenvolvimento do processo mental complexo.
Inter = acontece entre pessoas
Subjetividade = sua avaliação única, pensamentos, percepções, sentimentos, memórias e sonhos.

Elementos do relacionamento intersubjetivo:

Administração da atenção;
Administração da distância física entre os pais e a criança;
Ritmo e resposta ao ritmo;
Qualidade da iniciação / convite
Aceitação da iniciação / convite
Resposta a carência de iniciação
Resposta a uma iniciativa de sucesso
Resposta a perda de coordenação uma vez estabelecida
Coordenação de tom emocional (feliz, triste, etc)
Coordenação de intensidade emocional (muito eufórico, pouco eufórico)
Fluência na interação

Quando o relacionamento intersubjetivo se quebra: os bebês de desenvolvimento típico quando falham tentam de novo repetidamente com o objetivo de masterizar o desafio. No autismo, constante falhas levam ao medo e desengajamento. Somente se a falha levar a persistência o bebê irá aprender a manter-se engajado até que uma solução adaptativa for alcançada.

                          Regular-se e co-regulação


Estabelecer a Co-regulação:
O adulto estabelece a co-regulação quando  estiver conectado numa atividade com a criança e quando nao estiver colocando limites irá fazer o re-convite.
O adulto não irá reagir à comunicação de controle. Não responderá a nenhum comportamento de controle. Não responderá ao seu controle pois a resposta leva a um conflito que deve ser evitado. (É bem difícil, mas funciona principalmente com crianças controladoras com muita fala, que utilizam a fala justamente para controlar).

As ações do adulto não irão controlar a próxima ação da criança (as minhas ações não irão mostrar a criança exatamente como agir). Modele, mas não espere a cópia exata.
As ações do adulto não irão dizer a criança exatamente como ela deve agir. Não devem existir scripts para cada minuto da interação.
Nós iremos focar na interação das nossas ações.
Nós iremos ver que parte das nossas ações são em resposta a ação do outro e que parte não é.
Nós iremos ver como, naturalmente, nossas ações montam padrões e regularidade.
Nós iremos reconhecer que estes padrões e regularidades são nossas criações conjuntas.

O ciclo de regulação ensina a criança a perceber que há predicabilidade através dos padrões de repetição aliados a pequenas mas constantes variações do padrão.
O ciclo contém um notável começo e fim.
Contém flutuações regulares ou apenas diferenças notáveis.


        Regulação - des-regulação - regulação

Estabeleça inicialmente movimento regulatório com apenas pequenas variações. Por exemplo, se você for estabelecer o movimento de passar a bola um para o outro você pode passar uma vez com a mão direita, outra com a mão esquerda, uma vez por cima, outra vez por baixo, pingando no chão, ou direto. A pessoa autista não é "obrigada" a imitar a maneira como você passou a bola, o objetivo é ensiná-la que mesmo com variações o resultado pode ser o mesmo.

Introduza des-regulação cognitiva ou barreiras ao parceiro. O objetivo é que uma vez engajada, a criança persista na relação e use o pensamento dinâmico para encontrar soluções alternativas. Por exemplo, você pode trocar a bola por outro objeto, você pode retirar o objeto bola ou qualquer outro e só fazer os movimentos com uma bola imaginária.

Volte ao movimento inicial quando o desafio for superado para dar segurança a criança.

Foque no que você quer que a criança aprenda e não ao que você quer que a criança faça.

As variações não vão interromper o padrão e devem ser incluídas desde o comeco, para não correr o risco de transformar a relação em um movimento estático ao invés de dinâmico.

Um desafio cognitivo (que é fazer a criança pensar para resolver o desafio) irá interromper o padrão estabelecido e não irá ser adicionado até que você e a criança estejam coordenadas.
Repetindo: A variação deve estar presente desde o início dos exercícios, MAS o desfio só deve ser introduzido quando você e a criança já estiverem coordenados (e isso pode levar dias).

“ Temos que usar a experiência naquilo que ela garante, mas também libertar-nos dela, naquilo que ela prende." Álvaro Siza

Estabelecer rotinas é saudável, ser dependente delas é insâno. Pessoas com autismo são acima de tudo pessoas, a rotina é boa porque traz previsibilidade, mas não deve ser o centro da vida de ninguém, o sabor da vida está nas incertezas do que virá, não podemos eliminar esse prazer da vida das pessoas com autismo. O sentimento de segurança e conforto deve vir dar relações que temos com as pessoas e não de rituais e rotinas imutáveis.

                          Maximize as experiências de vida da criança.

Esteja disponível para a experiência de aprendizado da criança. (Aqui eles pedem para revermos nossa rotina, às vezes é tão corrida entre uma terapia e outra que a criança não tem tempo de aprender com a própria vida, aqui em casa eu sempre corria para que os meninos estivessem prontos às 8:30 para a primeira terapia do dia, e no final, acabava esquecendo que para o desenvolvimento deles é importante que eles pratiquem solucionar os problemas do dia a dia, agora nossa rotina mudou, eles "ajudam" a preparar o café da manhã, depois escolhem a roupa que vão vestir e eu não corrijo, apesar da combinação esdrúxula ou uma meia do avesso, tiram o pijama, vestem a roupa, escovam os dentes, essa parte eu dou uma ajudinha para ter certeza, lavam o rosto, secam e deixam tudo no lugar, eu espero o tempo deles, redireciono a atenção quando perdem o foco, espero e trabalho a resistência, geralmente estamos prontos só às 9h, mas com uma lição cumprida).

Leia também: Quebrando Barreiras

Sunday, June 24, 2012

Co-regulação emocional - Workshop




"Co-regulação emocional - entenda como acontece no desenvolvimento"
Apresentado por
Eric Hamblen do Place PACE - Oregon - EUA


Aprenda a entender comportamentos desafiadores, repetitivos e socialmente infantis através dos padões que eles ocorrem, com base em regulação emocional, relacionamentos sociais e desenvolvimento cerebral. Para, assim, poder dar suporte ao amadurecimento e desenvolvimento das pessoas com diagnósticos que afetam a aprendizagem social (Transtornos do Espectro do Autismo, Síndrome de Asperger, Déficit de Atenção, Hiperatividade com Déficit de Atenção).
Através de discussão e jogos interativos, você vai explorar as estratégias que podem ser usadas em casa, na escola e na comunidade, que podem ajudar seu filho, ou as crianças com quem trabalha a corrigir os principais déficits sociais, ajudando-os a ganhar competência em todos os ambientes.
Este seminário é recomendado para pais e profissionais que interagem com indivíduos de qualquer idade e todos os níveis de habilidades que apresentem atrasos ou déficits na aprendizagem social.


Eric tem mais de 25 anos de experiência trabalhando com indivíduos com atrasos de desenvolvimento e suas famílias. Com experiência e treinamento em uma variedade de metodologias, ele tem uma perspectiva única sobre o modo de orientar as famílias e profissionais em atividades da vida diária (por exemplo, transições, frequentar lugares públicos, rotina de dormir, brincadeiras e questões acadêmicas). Ele se concentra na promoção do desenvolvimento sócio-emocional para melhorar e corrigir as habilidades da criança em emocionalmente regular as suas experiências, organizar a informação social, e desenvolver relacionamentos significativos, que são os déficits nucleares associados com transtornos de aprendizagem social.



Tradução: Marie Dorión Schenk

Data: 24 de junho 2012
Horário: 8h30 - recepção
workshop das 9h as 17h (com 1h30 de intervalo para almoço)
Local: Rua José Guerra, 130 - Clube Transatlântico
São Paulo - SP
Investimento: R$ 150,00 - para familiares
                    R$ 200,00 - para profissionais


Vagas limitadas!

Inscrições e informações pelo e-mail: autismo@live.com 
"Eric Hamblen nos leva observar os comportamentos de nossos filhos por outro ângulo. Muito lógico, por sinal. Nos orienta em estratégias de intervenção bem efetivas. E, sobretudo, nos ensina a ter compaixão ( essa é a palavra que ele usa) por nós mesmas e nossas fraquezas. Recomendo muito!" - Haydée Jacques

 

Friday, March 23, 2012

Educar a emoção II


Mente, corpo e as emoções

As emoções são reações naturais do corpo para as experiências da vida.
Sua vida reflete o que você acredita e aceita, e isso depende de como você percebe as coisas à sua volta, como seu corpo recebe, processa e planeja as informações do meio e suas ações.
A confiança é essencial para o bem-estar emocional e para conseguirmos ouvir a sabedoria do corpo.

O aprendizado também só acontece através das emoções, através do envolvimento em que sentimos confiaça, é que abrimos nossa mente e nossos sentidos para receber as informações do meio e processá-las como um aprendizado positivo.

Através de um mentor, que simplesmente é alguém mais experiênte que nós, podemos nos sentir seguros através da relação para experimentar e experiênciar coisas novas, deixar nossa curiosidade nos guiar e assim aprendermos de forma única e completa.

Com as pessoas com autismo, o processo é o mesmo, com um porém, como as conexões relacionais não acontecem de maneira natural, o papel do mentor é mais delicado e deve ser levado com muita responsabilidade. As pessoas com autismo percebem os estímulos do meio de uma forma que muitas vezes os confunde, causa ansiedade e os deixa aflitos. Essas percepções podem ser confusas em 1 ou mais dos 5 sentidos, visão, audição, paladar, tato ou olfato ou no entendimento e processamento das emoções sentidas.

Se não conseguimos entender o que sentimos, não conseguiremos dar uma resposta apropriada ao estímulo, isso quer dizer, se eu estou com calor e não consigo perceber que meu corpo sente calor, não consigo planejar e executar um comportamento que ajude o meu corpo a aliviar-se do calor, e posso ter uma reação não apropriada como uma agressão, gritos ou sair correndo. Num exemplo menos extremo, se ao encontrar com pessoas desconhecidas sinto vergonha mas não entendo esse sentimento, fico impossibilitada de controlá-lo e acabarei por reagir num comportamento estranho, como ignorar ou falar compulsivamente de um assunto que seja somente do meu interesse.

Experiências negativas em torno de um estímulo provocam uma memória de trauma, que pode desencadear uma reação fisiológica, como suar, o coração palpitar, sentir calores e ardores na pele e sentimos medo. Seu corpo registra múltiplas reações durante uma experiência traumática.

Encarar uma situação ou lugar desconhecido pode fazer com que medos sejam aflorados. Sentimentos e emoções fortes podem ser assustadores e paralisar a capacidade de responder. Esses mesmos sentimentos também podem ser estimulantes e inspiradores quando você confia em si mesmo e tem a confiança que seu corpo não irá traí-lo com essas reações fisiológicas.

Muitas vezes quando o medo surge, respiramos de forma superficial, contraindo o corpo e obstruindo os sentidos. Quando você respira superficialmente, as células do seu corpo não recebem oxigênio suficiente e assim não são alimentadas plenamente. Como resultado, a percepção interna e as percepções sensoriais ficam comprometidas, diminuíndo a capacidade de intuição e reação consciente.

Ou seja, se nossas crianças estiverem em estado de medo, é uma reação fisiológica em que é impossível ter um comportamento consciente, é um momento, que como mentores emocionais, temos que usar estratégias para trazer o equilíbrio para seus sistemas.

Quando uma pessoa está tensa, a consciência corporal, a intuição, a capacidade de se perceber e visualizar são bloqueadas.

Consciência é a chave para transformar bloqueios psicológicos e alteração de comportamento.

Existem três tipos de consciência: a consciência exterior, consciência interior e fantasia.

Consciência exterior é a consciência do que você vê, cheira, ouve e sente através do toque externo. Consciência de imagens, sons e cheiros podem desencadear lembranças e sentimentos.
Consciência interior é a consciência das sensações abaixo da superfície da pele, tais como o seu batimento cardíaco, desconforto abdominal ou um nó na garganta. Ela inclui perceber dor, tristeza, raiva, medo, ansiedade ou sentimentos de alegria.
Fantasia envolve a imaginação e a intuição.

Orientar a consciência envolve o trabalho nos quatro modos de percepção: ver, ouvir, pensar e sentir. Cada modo usa um sentido diferente de experiência. E o toque é o que mais aumenta a consciência corporal.

Enquanto algun estress é normal e necessário para o desenvolvimento humano, demasiado pode ser prejudicial.

Na infância e na adolescência vivenciamos muitas alegrias, mas encontramos também muito estresse, e é assim que deve ser. O estresse desempenha um papel importante em todas as fases do desenvolvimento de uma criança, como aprender a segurar o copo para beber água ou para tentar decorar a tabuada. Cada etapa do aprendizado e crescimento envolve um grau de estresse, seguido pelo prazer indescritível de uma nova conquista. Por isso, nosso papel como mentores não é evitar o estress e frustração nas nossas crianças, mas dar-lhes o suporte emocional através da confiança para que eles dominem a própria frustração e tenham o sentimento de glória por ter alcançado algo que mereceu tentativas para ser conquistado.

O estresse é uma coisa muito real. Ele pode ser medido e observado por alterações no organismo: um aumento da pressão sanguínea, uma mudança no metabolismo e digestão, uma supressão do sistema imunitário e/ou o sistema imunológico deficiente.

O estresse também pode afetar o humor e o comportamento, fazendo com que uma criança fique agitada, deprimida, com comportamento opositor ou ansiosa.

Nossas crianças tem um sistema sensorial e emocional confuso, essa confusão gera estress que pode desencdear reações fisiológicas frente a situações novas, de transição ou de trauma. Às vezes, o uso de medicamento pode ajudar a bloquear essas reações fisiológicas, mas somente experiênciar essas situações com suporte e ter um desfecho de sucesso é que poderá de fato reescrever essas situações na memória e ajudar com que nossas crianças ultrapassem esses desafios.

Preocupações com seus problemas diários podem fazer com que você perca boas oportunidades que estão bem diante dos seus olhos. Apreciar o que você já tem ajuda a desenvolver uma atitude de gratidão.

Não perca o foco no desenvolvimento global da sua criança, o que importa é como ela consegue transitar na vida diária, o que ela consegue aproveitar das aportunidades de interação que aparecem no dia a dia!

“Quando você está apegado ao que ama com expectativas, você limita o fluxo do que é possível na vida.”

Bibliografia de apoio:

Acupressure for Emotional Healing - Michael Reed Gach, Ph.D. e beth Ann Henning, Dipl, A.B.T.
The Relaxation & Stress Reduction Workbook for Kids - Lawrence E. Shapiro e Robin K Sprague

Tuesday, May 31, 2011

Comentários sobre Palestra de Eric Hamblen - Atibaia - maio/2011



“Eu gostei muito, pois é a primeira vez que vou a uma palestra que foi abordado e analisado o lado emocional e as dificuldades que os autistas possuem em lidar com as emoções. Achei que muito das informações passadas valeram para mim, para eu entender como as minhas emoções interferem na memória, no sistema imunológico e principalmente no aprendizado. Meu filho está entrando na adolescência e tenho percebido o turbilhão de sentimentos que passam na sua cabeça e consequentemente o seu comportamento anda muito difícil. O conector também mostrou a importância dos adultos como referência no aprendizado do dia a dia e de como de uma maneira simples estabelecemos uma conexão com nossos filhos, achei muito interessante...”
- Claudia Machado


“Bom.....da palestra do Eric,....EU AMEIIIIIIIIIII Foi realmente impressionante... cheguei ontem em casa e ainda estava processando todas as infos recebidas... hemisfério do cérebro direito e esquerdo, sistema límbico, AHHHH como eu amei conhecer mais a fundo tudo isso..... E como me emocionou a parte do conncetor....relamente fiquei tocada com os depoimentos, principalmente o do Luis, que foi bem emotivo, e o da Haydee (tao querida e parecida comigo....no humor, nos gestos, no jeito....)”
- Gislaine Bueno


“Antes de tudo quero mais uma vez agradecer a vc por ter nos ajudado a participar da palestra do Eric, sábado passado, foi mesmo incrível, extremamente enriquecedor e me emocionou bastante, pois, pela primeira vez vi, ouvi e senti um terapeuta que realmente se preocupa com o emocional e sabe que isso é a base de tudo, das relações, das interações sociais, das aprendizagens em geral... Isso dentro de mim sempre pulsou, mas os diversos que se dizem "especialistas", que tentaram ajudar o Caco, NUNCA me deram ouvidos, SEMPRE me condenavam de certo modo, dizendo que eu não sabia como agir... De fato eu não sei como agir, mas sei como NÃO SE DEVE AGIR!!! E o Eric me mostrou realmente que meus argumentos internos estão certos! Ainda estou com as informações borbulhando aqui, vou reescrever as anotações que fui fazendo na palestra para revisar, fixar melhor, e aguardo vcs enviarem os slides tb. Sobre o connector rx, achei realmente incrível, especialmente por ter visto os filmes do Gabriel, do Pedro, meninos que eu conheci e vi pessoalmente. Se eu já acreditava que deveria ser uma ótima ferramenta, agora,então, fiquei deslumbrada!!!!!”
- Ana Lúcia Félix


"Hoje tive uma experiência fantástica, depois de uma palestra sobre "Regulação Emocional" (focada principalmente para o autismo), fui p um jantar muito especial. Neste jantar havia apenas mães de crianças típicas (normais). Foi muito divertido porque elas ...estavam exatamente falando sobre os filhos, e o trabalhão que eles dão. Achei interessante porque eu pude ajudá-las com a experiência que tive hoje na palestra. Elas me ouviram, analisaram e adoraram as informações que receberam. Fui embora e pensei: "Todas as mães precisam de ajuda p regulação emocional de suas crianças, sejam elas perfeitas ou não". Inclusive, todas enfrentam problemas enormes, a ponto de desistir de tudo. Só é mudado o foco, pois os problemas existem de formas diferentes."

- Célia Paiva