Tuesday, February 26, 2013

Cronograma - AT EASE Parenting and Learning Model

É com imenso prazer que anuncio a participação de Patrick Torrey em nosso seminário. Ele somará seus 15 anos de experiência em dinâmicas de palestras, aos 25 anos de experiência do Eric Hamblen no trato com pessoas dentro do espectro autista. A presença de Pat Torrey acrescenta mais dinamismo ao curso e será uma oportunidade inesquecível de aprendizado!

 As inscrições encerram-se no dia 8 de março, se alguém que conheçam ainda não fez a inscrição, mas tem a intenção de fazer o curso, por favor, repassem essa informação.


Friday, February 22, 2013

Técnica para mudar comportamento baseada em motivação socio-emocional


Este vídeo é a aplicação da Ténica usada para mudar o impulso na frustração do Luís para um cmportamento (resposta) mais apropriada.
Muitos objetivos foram traçados e alcançados com esta estratégia simples, no vídeo eu sigo um livrinho, feito por mim, à mão, para que ele também tivesse um suporte visual.

Ao contrários das técnicas usadas para modificar o comportamento por dificuldade de comunicação, esta técnica baseada na motivação socio-emocional não deve ser aplicada no momento da crise da criança, porque em crise emocional a criança não será capaz de aprender e modificar sua emoção, esta técnica é para ser "estudada" com a criança várias vezes ao dia, quando ela estiver calma.

A sequencia de estudo é:
Conversar com a criança sobre o que acontece que faz com que ela tenha uma reação emocional exagerada. " mamãe vai sair e você vai ficar em casa".
Entção descrever o comportamento que a criança geralmente tem nessa situação: "o Luís grita e pula".
Modele o comportamento da criança.
Dê sua resposta em relação a este comportamento da criança: "Isso não é legal".
Análise racional ( o porquê ) de não reagir dessa maneira:
" Por que eu não grito e pulo? 
Porque eu perco algo divertido e isso faz com que a mamãe, o papai e o Pedro fiquem tristes"
Resuma: cheque por entendimento: " o que faz com que a mamãe, o papai e o Pedro fiquem treistes?" ou " como a mamãe, o papai e o Pedro se sentem quando o Luís grita e pula?".
Dê outras opções para o comportamento: O que fazer
"Você pode contar até 10 ou brincar com o Woody"
Pratique as opções dadas.

 Acesse também:
 Comportamento socio-emocional e autismo
 ABA na brincadeira 
AT EASE Model

Thursday, February 21, 2013

Minha filha ....

Existe algum programa para a criança responder mais rapidamente a perguntas? A minha filha somente reponde rápido quando o assunto a interessa, senão muitas vezes só responde as perguntas de outras pessoas quando EU chamo a sua atenção ou então não responde. As pessoas e outras crianças acabam desistindo de falar com ela. Já tentei explicar que assim como ela quer respostas rápidas das pessoas as mesmas esperam o mesmo dela e que mesmo ela achando idiota certas perguntas que fazem (repetitivas) ela tem de responder. O que tenho feito às vezes: Faço uma pergunta sobre qualquer coisa que está acontecendo na hora e preciso da resposta. Ela me ignora e faz uma pergunta do seu interesse. Eu ignoro também e mostro a ela como é chato alguém perguntar e não ter resposta...e ainda completo que só respondo a pergunta dela se antes ela responder a minha....daí ela responde. Ela faz muuuuuitas, mas muitíssimas perguntas....algumas nem sei responder....
Procuro trabalhar em cima de "comentários", evito perguntações.....mas às vezes são inevitáveis, ainda mais quando partem de outras pessoas. 


Puxe mais para o lado da emoção.
Primeiro é importante entender que o assunto que ela gosta ou tem interesse a resposta está na ponta da língua mesmo e essas virão sempre mais rápido.
Quanto às  perguntas óbvias dos outros, é legal mostrar (sem explicar) que às vezes fazemos "perguntas" que na verdade só são para nos sentirmos ligados à outra pessoa. Mas isso não dá para explicar, vira um enrrosco que parece resolver hoje e amanhã aparece outro pepino na mesma base da lacuna no desenvolvimento dela.
Conversem entre vocês, o exemplo é sempre o melhor caminho, ainda mais para sua filha que tem bom entendimento.

"Oi querido, que bom que você chegou em casa!
Olá querida, gosto quando você fala comigo!Fez calor hoje, né?!
Sim, também senti muito calor, obrigada por perguntar isso para mim.
Ah querida, gosto tanto quando você responde ao meu comentário."

Eu acho que é por aí .... assim simples, e quando a sua filha responder às perguntas (mesmo que sejam as do interesse dela) elogie dizendo que você gostou que ela respondeu a pergunta, com uma emoção bem positiva, sorriso, um amasso nela. Assim vai criar a cultura de querer responder às perguntas.

Quando você fizer uma pergunta ou comentário (mesmo bobo) que ela te ignore, congele o momento até a resposta vir, sem bringa, sem ficar brava, sem emoção nesse congelamento, você segura as mãos dela no seu rosto, assim ela vai virar a atenção para você, mesmo que ela desvie o olhar para escapar do momento, siga ali, se você sentir que ela nem prestou atenção na pergunta ou comentário, repita 1 só vez nesse congelamento, e espere, espere, espere, seja mais persistente que ela, que alguma coisa vai vir (eu já cheguei a congelar um momento com o Luís por 30 minutos, rsrs), então só faça essas perguntas quando você tiver o tempo de ficar ali, congelada com ela. Planeje perguntas bobas (mas não extremamente bobas, as bobas comuns que ela ignora) para trabalhar esse congelamento com ela. É possível que ela chore, mude de assunto, vire um metralahdora de outras perguntas, fique ali, emoção neutra com uma expressão de suporte a ela (um leve sorriso só para ela ter certeza que você não está brava), espere o turbilhão de emoções passar, repita sua perguntinha inicial e espere NãO EXPLIQUE QUE ELA Só SAIRÁ DESSE CONGELAMENTO QUANDO RESPONDER, ela irá descobrir pela experiência e essa é a diferença entre aprender pela emoção e obedecer a uma lógica. VÁ PELA EMOÇAO!

Vou parar com a explicação então....mas noto que ela fica atenta ao que eu explico e às vezes quando consegue determinadas coisas fica orgulhosa de si mesma.

Ontem uma senhora perguntou a ela se tinha medo de ventania e ela olhou e não respondeu. Daí ela me olhou e perguntou-me algo do seu interesse e eu apenas apontei para a senhora....tipo....ela te fez uma pergunta. Bom....demorou um tempão mas ela acabou repondendo, mas antes disso deu muita risada da minha cara, achou super engraçada a minha atitude....mas depois se flagrou que eu não reponderia as suas perguntas antes dela responder a senhora.


Ela se beneficia muito do sentimento de competência, esse sentimento é valiosos por demais, principalmente para ela que é tão corrigida na escola, ela precisa sentir que é boa pessoa.
Mesmo que as explicações faladas (lógicas) ajudem num primeiro momento, ligar o "semancol" é mais importante, e isso só acontece através da experiência emocional.
O riso é para mascarar para ela mesma o sentimento de incômodo, sentir esse incômodo é básico para as habilidades sociais! Amei!!!

Pois é...em várias situações ela ri da cara das pessoas....e se elas ficam bravas daí ela se esborracha de tanto rir e continua a provocação. Quando acontece comigo, o que é raro porque ela me conhece e sabe bem direitinho até onde pode ir, eu não dou muita importância e sigo o que estou fazendo e continuo conversando com ela normalmente. Eu não sabia que o riso nessas horas era tão importante. Fique feliz porque justamente nas situações embaraçosas ela ri e muitas vezes fica notório o nervosismo. Muitas, mas em muitas situações também, ela "envareta".

É importante que esse riso dê espaço ao real sentimento de incômodo, só assim ela terá uma atitude mais sociável e irá amadurecer social e emocionalmente.
 
 

Tuesday, February 19, 2013

Meu filho .... e o Connector RX

O connectorRX chegou em casa, mas ao tentar colocá-lo no meu filho (ele tem 4 anos e 10 meses) pela primeira vez, o resultado não foi muito bom... Ele ficou bastante nervoso e quis removê-lo a todo custo, não importando as explicações e argumentos que eu e minha esposa tentamos utilizar... Então eu coloquei o connector na minha filha de 2 anos e ela adorou... Até chorou quando eu retirei o cinto dela... Mas a minha filha não é autista... Meu filho é. Teria alguma idéia ou sugestão para que meu filho possa se acostumar com o connectorRX?

A conexão física e emocional feita entre você e seus filhos quando você usa o Connector assustou o seu filho. Ele se sente menos no controle e, portanto, sente medo. Sua filha, tem um sistema emocional mais sofisticado do que  seu filho, goza da conexão física e emocional que o Connector fornece. Ela se sente mais conectada e, portanto, mais segura. O Connector é projetado para criar / recriar os sentimentos de segurança em seu filho quando ao seu lado. Você não será capaz de explicar ao seu filho por que ele deveria usá-lo, neste momento, isto é, a linguagem não faz ele se sentir mais seguro, no entanto, experiências positivas com o Connector podem. Ele precisa de você para ajudá-lo a entender que o uso do Connector com você lhe dá poder. Na sua situação eu faria algumas coisas para ajudar o seu filho se sentir mais confortável e ampliar sua zona de conforto para crescer emocionalmente com o uso do Connector. Eu nunca faço uma criança usar o Connector, eu só organizo a vida de uma maneira que a criança escolhe usá-lo. Experiências positivas na maior parte, mas se uma criança está sendo beligerante, então vou exigir que eles se sentem e fiquem em um local até que eles escolhem se divertir comigo no Connector. Eu não fico bravo e eu tenho certeza que mantenho um sorriso gentil no meu rosto e o tom da minha voz não passa frustração. Costumo dizer coisas como: "Você não tem que usar o Connector. A escolha é sua. Ao colocar o Connector nós podemos brincar no iPad, computador, nadar como sua irmã", etc Além disso, tente as sugestões abaixo:# 1 Use o Connector em casa com você e sua filha, sua esposa e sua filha, e mesmo você e sua esposa conectados juntos. Tenha certeza que seu filho observa de que todos vocês estão gostando. Além de lhe dizer que é divertido, se divertir na frente dele.
# 2 Envolva-se em uma atividade muito divertida (uma das favoritas do seu filho). Diga que só quem está usando o Connector com você pode participar nesta actividade. Tente não convencê-lo. Deixe-o escolher usar o Connector. Certifique-se de divertir-se extra com sua irmã conectada a você fazendo a atividade favorita do seu filho. Não deixe que seu filho se distraia fazendo sua segunda atividade favorita. Com bondade e persistência seu filho vai optar por usar o Connector. Pode levar tempo, mas se você é persistente, ele vai usá-lo. Certifique-se de que o adulto é a única pessoa que pode decidir quando se retira o Connector. Quando escolher usar o Connector pela primeira vez faça esta uma experiência curta. Depois de 30 segundos-1 minuto tire-o e interrompa a atividade divertida. Desta forma, se ele quiser mais da atividade de diversão ele pode optar por usar o Connector. Aos 4 anos e meio o Connector deve ser um dispositivo muito divertido para ele ... ele deve ter um desejo semelhante de usá-lo como sua irmã. O fato de que ele não gosta, diz-me que é exatamente o que ele precisa.
Divirta-se, seja paciente e persistente! Conte-me como foi!
Eric


      Depois de um pouco de insistência e alguma conversa o meu filho não apenas se acostumou a utilizar o Connector... Ela agora AMA usá-lo. Ontem e ante-ontem ele não queria tirar o cinto nem na escola. Só permite tirar para tomar banho e dormir. Diariamente eu e minha esposa utilizamos para caminhar na rua, ir ao shopping, etc... Notamos que o Marco está mais obediente, menos impulsivo e sempre que usa o Connector ele não oferece mais resistência para segurar na nossa mão. Creio que o Marco se adaptou muito bem ao equipamento. Vai ser uma ferramenta muito útil para o desenvolvimento do meu filho.

Descrição feita pelo pai em uma comunidade sobre autismo no FaceBook:
"Esse equipamento cria um elo físico com seu filho e isso também reflete muito positivamente no comportamento da criança. O Marco sempre gostou muito de passear na rua... Muito MESMO. Mas de uns tempos pra cá ele estava até se machucando, pois toda a hora ele dava "sprints", saindo correndo e em consequência disso caia e se ralava todo, batia a boca no chão, etc... Fora a questão de segurança para atravessar as ruas. Pois bem... Fiquei sabendo do Connector através da minha esposa. Analisei que seria útil e valia a pena tentar. Comprei. Chegou rápido. A princípio o Marco nem queria colocar o cinto por nada... Escrevi pro pessoal do Connector (Maria Dorión e Eric) - Me explicaram para insistir e tentar encaixar o uso do Connector a algo que o Marco gostasse bastante de fazer. Minha estratégia foi linkar o uso do Connector ao uso do videogame, que o Marco efetivamente não joga, mas adora assistir eu jogando... E assim fiz. Falava pro Marco: "Vamos jogar videogame?!? Mas tem que usar o Connector, tem que usar o cintinho!" - Quando ele não queria colocar eu desligava imediatamente o videogame e dizia pra ele: "Marco, sem o cintinho, sem videogame." - Depois de umas três tentativas assim ele aceitou colocar o Connector pela primeira vez. Daí logo depois comecei a passear com ele na rua. Na primeira volta do "circuito" que o Marco gosta de fazer, ele ficava incomodado com o cinto, mas eu o distraía e íamos em frente... Ele tb dava seus "sprints", mas eu ia falando... "Devagar... Não estamos com pressa..." - A partir da segunda volta ele já começou a pegar mais forte na minha mão e os "sprints" foram diminuindo. A partir daí, foi tudo muito natural. Não que ele não corra atualmente, mas ele está ficando cada vez mais acostumado a acompanhar o nosso ritmo. (meu e da minha esposa quando usamos o equipamento) e isso é muito bom. Hoje ele até fica na escola com o cinto (só o cinto dele, sem a conexão com o cinto do adulto) e adora usá-lo! Só tira pra tomar banho e dormir! Espero que esse depoimento seja útil para alguém aqui da comunidade. O Connector oferece muita tranquilidade e segurança. (E não, não estou ganhando nada pra falar bem desse equipamento) - Só um pai que já perdeu o filho (por alguns minutos, mas terríveis) 2 vezes no Shopping aqui da cidade - Sabe do que estou falando."
Abraços!
 
Marcelo Santa Roza
 
 
http://connectorrx.com/

Saturday, February 16, 2013

Uma menina ....

Ela tem 4 anos, e quer ficar só sem roupa em casa! E não tem jeito! Só de calcinha! Mesmo explicando enfim,  nada feito! Já tentamos várias coisas e nada! Porém para sair usa a roupa, mas em alguns momentos fica pedindo para tirar!

Eu acho q o caminho é fazê-la vestir-se de novo tantas quantas vezes ela tirar a roupa. O quanto mais ela tiver que participar motoramente no vestir-se, melhor. Se ela tira a blusa e joga longe, os adultos devem guiá-la desde ir buscar a blusa, voltar para o lado certo se tiver do avesso, e fazer todo o movimento para recolocá-la. Sempre, e essa parte é muito importante, sempre com uma expressão neutra mais para um positivo como quem diz: "estamos fazendo o que tem que ser feito". Não coloquem fala nessa interação, quanto menos troca tiver, melhor. Nem bronca, porque ficar bravo com eles muitas vezes reforça o comportamento pela reação previsível, mesmo que esta reação seja negativa.
Quando ela pedir para tirar a roupa na rua, digam um não firme porém com um sorriso, se quiserem, expliquem uma só vez que na rua andamos vestidos, e quando ela insistir no assunto, só respondam o "não" sorrindo.

Gostaria da opinião dela sobre o que fazer caso ela chore porque não quer colocar a roupa, pois quando tento faze-la vestir-se ela se joga no chão, chora... enfim, dá "piti" mesmo... Será melhor ignorar ou forçar ela a vestir-se?

Não é uma questão de ignorar o "piti" mas de tolerar que ela se descontrole emocionalmente e vocês mantendo o próprio controle emocional mostrará a ela que a razão pela qual ela perdeu o controle não é assustadora e vendo que vocês seguem calmos e com o objetivo ainda na cituação ela poderá tolerar o próprio sentimento de desconforto e assim entender que, mais do que vestir-se, ela deve seguir a liderança dos adultos de sua confiança, que começam por pai e mãe.
Em termos práticos, quando ela se jodar no chão, chorar, dêem suporte a emoção que ela está sentindo confortando-a mantendo a sua própria calma e seguindo com o seu objetivo que ela se vista novamente, mantenha uma expressão facial suave, com um sorriso de compaixão, use poucas palavras: "temos q vestir a camiseta" num tom de voz suave, sem nenhuma conotação de bronca ou decepção. Sejam mais persistentes que ela no goal (vestir-se) e na emoção (manter-se calmos). É provável que esta mudança na reação dos adultos faça com que ela escale ainda mais na emoção descontrolada porque aqui entrará um outro fator que provavelmente a assustará: a imprevisibilidade. PORÉM, essa pode ser uma das maiores lições que ela precisa aprender para ter qualidade de vida, aprender a tolerar a imprevisibilidade da vida.

Introduzam também outras atividades mais lúdicas que estimulem a antecipação, mudanças, compartilhar emoções. No link uma explicação mais detalhada sobre o desenvolvimento emocional:
AT EASE - jogos antecipatórios



Porque tolerar o desconforto das nossas crianças: Aprender com as emoções

Bjs, Marie