Wednesday, August 28, 2013
Sunday, August 25, 2013
Tuesday, August 20, 2013
Projeto do mini curso para familiares
Projeto
2 milhões de motivos para suporte na divulgação de informações sobre como tratar autismo
O autismo foi primeiramente descrito pelo psiquiatra Leo Kanner em 1943, ele escolheu o termo autismo para descrever um grupo de 11 crianças que apresentavam características relativamente parecidas porém distintas das crianças que possuíam o diagnóstico de esquizofrenia ou psicose infantil, o déficit social foi a principal característica que ressaltava nesse grupo.
Etimologicamente, autismo vem do termo grego “auto” referindo a “si próprio”. O autista é auto-propelido, isso quer dizer, suas emoções e motivações tendem a ser o motriz que rege seus comportamentos.
Autismo é reconhecido como uma desordem em espectro e também com vários graus de intensidade. É quatro vezes mais predominante em meninos do que em meninas.
De qualquer forma, autismo é de difícil definição porque a síndrome é complexa e não há duas pessoas com o diagnóstico de autismo que experienciem a síndrome da mesma maneira.
Suas características ou demonstrações podem variar num extremo que confunde e, algumas vezes é até contrário. As pessoas com autismo podem ou não sofrer de outras síndromes e problemas paralelos ou coligados ao autismo.
Pessoas com autismo tem “atraso ou funcionamento anormal” em algum grau nas três seguintes áreas:
• Interação social
• Comunicação
• Padrões de comportamento que são manifestados através de interesses ou atividades estereotipadas, restritas e/ou repetitivas.
Porém, no autismo, um dos pontos chaves da dificuldade de desenvolvimento está no desenvolvimento emocional. As pessoas com autismo têm como desafio a motivação, a persistência, o auto-controle, a curiosidade.
O que mais marca na característica autista não são os comportamentos apresentados, mas sim a omissão, o que a criança não faz ou desconhece. O diagnóstico de autismo é mais preciso se baseado na dificuldade ou falha da pessoa em função do domínio específico sóciocomunicativo e relacional.
É importante ressaltar que o diagnóstico de Autismo, Asperger ou Transtorno Invasivo do Desenvolvimento não predita as dificuldades que a pessoa enfrentará na vida e tampouco define um prognóstico e nem mesmo fornece aos familiares ou profissionais muita informação sobre o potencial individual da pessoa com o diagnóstico.
É muito provável que as características descritas como da síndrome são descrições de mecanismos de defesa, e não de orientação inata.
O nosso cérebro está sempre em busca de equilíbrio, enquanto processamos o que vemos, ouvimos, cheiramos, degustamos ou sentimos. Todas as nossas experiências sensoriais e emocionais impulsionam o crescimento de conexões, daí vem a necessidade pela busca da regulação.
Essa busca acontece através da auto-regulação e da co-regulação emocional.
Estima-se que 2 milhões de brasileiros tem autismo.
Muitos ainda sem diagnóstico.
Missão
Nossas vidas são feitas de relacionamentos. Eles são nossas histórias, que lemos e escrevemos a cada dia. Cada um de nós está alerta para o fluxo e refluxo das relações ao nosso redor, e é esboçando nas pessoas que formam parceria conosco que trazemos o melhor de nós.
Relacionamentos dão riqueza às nossas vidas, significado e conexão em cada volta. Mesmo quando estamos fisicamente sozinhos, continuamos a pensar e agir dentro de uma teia invisível de relacionamentos. Imagens dos outros e suas expectativas vêm à mente para guiar nossas ações, e nós conversamos com esses ausentes "em nossas mentes" ou mesmo o fazemos em voz alta. Mesmo que nos considerarmos pessoas extrovertidas ou introvertidas, muito sociáveis ou muito tímidas, somos fundamentalmente seres sociais cujas identidades se desenvolvem através de relacionamentos.
E é através dos relacionamentos que exploramos o mundo e nos tornamos conscientes das possibilidades de nossas vidas. Aprendemos a anexar significados compartilhados com nossas emoções e experiências, descobrir o que é e não é considerado importante, e testar as nossas ideias emergentes, vendo como os outros respondem. Pouco a pouco, desenvolvemos a motivação e damos a direção dependendo de como nossas experiências diárias recebem respostas positivas e gratificantes. Relacionamentos nos moldam - não de uma forma coercitiva, mas como participantes mutuamente engajados que exploram o mundo juntos. Nós aprendemos a confiar, a dar e receber, e, finalmente, a ter empatia e "sentir com" os outros.
Essas coisas não podem ser ensinados em uma palestra ou uma aula, elas só podem ser experimentadas ao longo do tempo, na companhia de guias atenciosos. Elas não florescem em ambientes artificiais e isolados, e seu desenvolvimento não pode ser forçado ou imitado. Em vez disso, esses ensinamentos sociais envolvem uma jornada mútua.
Este projeto visa a capacitação de pais e cuidadores no entendimento de como as habilidades de co-regulação se desenvolvem para assim darem suporte ao desenvolvimento de relacionamentos emocionais saudáveis com seus filhos no espectro autista. A oportunidade de desenvolver relacionamentos saudáveis acontece no dia a dia, no momento real, por isso a importância de guiar os pais e cuidadores nessa jornada.
O curso usa os princípios do AT EASE Model ™que é baseado no desenvolvimento humano e de relações em que o foco é que os pais são a força mais importante na criação desses relacinamentos primários e saudáveis.
Conteúdo do curso
Encontros com duração de 2 horas com parte teórica, exemplos e perguntas especícifas das familias participantes.Encontro 1: Comunicação
A necessidade de estimular e dar as ferramentas para que as crianças acessem seus relacionamentos de forma socialmente adaptável
Como se desenvolve a comunicação e como ajudar a criança a mover para o próximo estágio da comunicação.
Encontro 2: Comunicação
A necessidade de estimular e dar as ferramentas para que as crianças acessem seus relacionamentos de forma socialmente adaptável
O comportamento comunicativo
Encontro 3: Comunicação
A necessidade de estimular e dar as ferramentas para que as crianças acessem seus relacionamentos de forma socialmente adaptável
Comunicar-se com objetivo social
Encontro 4: Desenvolvimento Socio-emocional
A necessidade de compreender as emoções que sentimos e tolerá-las para que seja possível ampliar a zona de conforto.
Como lidar com emoções desconfortáveis
Encontro 5: Explorar
A necessidade de aceitar o adulto como o guia prático e emocional para optimizar o aprendizado social
Corregulação Emocional
Saturday, August 10, 2013
Workshop AT EASE em Teresina/PI dia 10 de agosto 2013
Obrigada ao pessoal do Casulo pela organização perfeita. Workshop com inscrições encerradas antecipadamente por lotação máxima!
Wednesday, July 24, 2013
Colocar a criança com autismo de castigo?
Tem coisas que me tiram o sono ...
O que é castigo?
Um castigo é uma sanção usada para reprimir uma conduta considerada incorreta.
Os castigos podem ter caráter educativo (aplicados em casa e nas escolas), disciplinar ou judicial.
No caso das crianças e jovens os castigos podem dividir-se nos seguintes tipos:
• Castigos corporais
• Castigos restritivos
• Castigos impositivos
Um castigo restritivo é um castigo que restringe a realização ou execução de algo que a criança gosta. São exemplos tradicionais de castigos restritivos na escola: não ir ao intervalo, não participar numa festa ou não ir a uma visita de estudo. Em casa: não ver televisão, não jogar no computador, não ouvir música ou não sair de casa (para ir ter com os amigos, por exemplo). - Wikipdeia
Ainda pensa-se que este castigo não pode acontecer no quarto porque pode causar problemas para dormir, então é algo realmente traumático para a criança?
Primeiro, a pessoa para ser castigada precisa saber o porque está sendo castigada, muitas das nossas crianças não sabem pois agem por impulso, por uma sensação de defesa, outras agem na tentativa de se comunicar. Castigar não é ABA, castigar vai contra os princípios do ABA que trabalha sim com consequencia, mas a consequencia é positiva e principalmente é uma técnica pro-ativa, daí a importância da análise do comportamento. A idéia é dar ferramentas a pessoa para que ele tenha outros meios de comunicação, auto-regulação e co-regulação que não sejam comportamentos inadequados.
Colocar a criança no quarto ou removê-la da situação para que ela se acalme até um nível em que ela pode aprender é recomendado, essa remoção NÃO é e nem deve ser , em hipótese alguma uma punição para a pessoa, nem um castigo, é uma forma de auxiliar a pessoa que está desrregulada a encontrar um nível de equilíbrio cerebral através da auto-regulação para que possam ser usadas técnicas de co-regulação.
Tem diferença para castigo? Sim, TOTAL DIFERENÇA. A atitude faz TODA a diferença na experiência que a pessoa vai vivenciar.
A remoção para AUXILIAR a criança em hipótese alguma pode ser traumática e partindo dessa premissa não há razão para não acontecer no quarto da criança que deve ser visto por ela como um lugar para relaxar, e a remoção da situação que gerou um descontrole da pessoa com autismo deve ser feita com o objetivo de auxiliá-la a se acalmar.
Se a pessoa sente raiva, ou fica brava com os pais ou cuidadores por terem sido removidos de alguma situação por um comportamento inadequado, deve-se auxiliar essa pessoa a conectar com a emoção correta, eu não devo sentir raiva de um cuidador, e sim devo sentir-me triste se quem cuida de mim ficou decepcionado com um comportamento meu.
Remoção de brinquedo favorito, isso NÃO é reforço positivo! Como o próprio nome diz, reforço positivo é receber algo POSITIVO como recompensa e não ter algo removido como punição. O uso de reforço tangível primário tem toda uma metodologia e em alguns casos é recomendado no início das terapias fazendo-se o pareamento social e planejando a substituição da comida. Não é para ser usado para parar uma birra grande! Isso, nos princípios do reforço positivo estaria sendo uma recompensa à birra.
Por definição, as pessoas com autismo tem dificuldade de conectar com a emoção certa, principalmente às que se referem aos seus comportamentos, sentem medo e raiva, nós temos que ajudá-los a sentir tristeza e vergonha quando fazem algo inadequado, isso é o que auxiliará o controle de impulso. Nossas crianças não são mimadas ou mal educadas, nossas crianças são frágeis emocionalmente e precisam de guias emocionais para que consigam entender e navegar as regras sociais.
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/reforco-positivo.html
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/diferente-resposta-diferente-reforco.html
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/regras-para-o-reforco-positivo.html
O que é castigo?
Um castigo é uma sanção usada para reprimir uma conduta considerada incorreta.
Os castigos podem ter caráter educativo (aplicados em casa e nas escolas), disciplinar ou judicial.
No caso das crianças e jovens os castigos podem dividir-se nos seguintes tipos:
• Castigos corporais
• Castigos restritivos
• Castigos impositivos
Um castigo restritivo é um castigo que restringe a realização ou execução de algo que a criança gosta. São exemplos tradicionais de castigos restritivos na escola: não ir ao intervalo, não participar numa festa ou não ir a uma visita de estudo. Em casa: não ver televisão, não jogar no computador, não ouvir música ou não sair de casa (para ir ter com os amigos, por exemplo). - Wikipdeia
Ainda pensa-se que este castigo não pode acontecer no quarto porque pode causar problemas para dormir, então é algo realmente traumático para a criança?
Primeiro, a pessoa para ser castigada precisa saber o porque está sendo castigada, muitas das nossas crianças não sabem pois agem por impulso, por uma sensação de defesa, outras agem na tentativa de se comunicar. Castigar não é ABA, castigar vai contra os princípios do ABA que trabalha sim com consequencia, mas a consequencia é positiva e principalmente é uma técnica pro-ativa, daí a importância da análise do comportamento. A idéia é dar ferramentas a pessoa para que ele tenha outros meios de comunicação, auto-regulação e co-regulação que não sejam comportamentos inadequados.
Colocar a criança no quarto ou removê-la da situação para que ela se acalme até um nível em que ela pode aprender é recomendado, essa remoção NÃO é e nem deve ser , em hipótese alguma uma punição para a pessoa, nem um castigo, é uma forma de auxiliar a pessoa que está desrregulada a encontrar um nível de equilíbrio cerebral através da auto-regulação para que possam ser usadas técnicas de co-regulação.
Tem diferença para castigo? Sim, TOTAL DIFERENÇA. A atitude faz TODA a diferença na experiência que a pessoa vai vivenciar.
A remoção para AUXILIAR a criança em hipótese alguma pode ser traumática e partindo dessa premissa não há razão para não acontecer no quarto da criança que deve ser visto por ela como um lugar para relaxar, e a remoção da situação que gerou um descontrole da pessoa com autismo deve ser feita com o objetivo de auxiliá-la a se acalmar.
Se a pessoa sente raiva, ou fica brava com os pais ou cuidadores por terem sido removidos de alguma situação por um comportamento inadequado, deve-se auxiliar essa pessoa a conectar com a emoção correta, eu não devo sentir raiva de um cuidador, e sim devo sentir-me triste se quem cuida de mim ficou decepcionado com um comportamento meu.
Remoção de brinquedo favorito, isso NÃO é reforço positivo! Como o próprio nome diz, reforço positivo é receber algo POSITIVO como recompensa e não ter algo removido como punição. O uso de reforço tangível primário tem toda uma metodologia e em alguns casos é recomendado no início das terapias fazendo-se o pareamento social e planejando a substituição da comida. Não é para ser usado para parar uma birra grande! Isso, nos princípios do reforço positivo estaria sendo uma recompensa à birra.
Por definição, as pessoas com autismo tem dificuldade de conectar com a emoção certa, principalmente às que se referem aos seus comportamentos, sentem medo e raiva, nós temos que ajudá-los a sentir tristeza e vergonha quando fazem algo inadequado, isso é o que auxiliará o controle de impulso. Nossas crianças não são mimadas ou mal educadas, nossas crianças são frágeis emocionalmente e precisam de guias emocionais para que consigam entender e navegar as regras sociais.
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/reforco-positivo.html
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/diferente-resposta-diferente-reforco.html
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2011/08/regras-para-o-reforco-positivo.html
Sunday, July 21, 2013
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