Monday, May 20, 2013

Em poucas palavras: O que é o AT EASE™ Parenting and Learning Model

 Quando brincamos com algumas idéias, em nossa cabeça, elas parecem estar sempre em movimento, nunca permanecem as mesmas.


Assim é a vida. Quando estamos prestes a assumir o comando de alguma coisa, outra idéia, ou um outro desafio, aparece e novamente estamos em busca de caminhos novos. Dependendo de nosso ponto de vista e de nosso estado de espírito, isso pode ser estimulante ou muito cansativo.

AT EASE™ Parenting and Learning Model deve ser visto como uma ferramenta para ajudar os pais e os profissionais a determinar onde eles se situam no mapa da relação com o seu filho/cliente, independente da atividade ou estrada que escolheram trilhar. As lentes do AT EASE™, quando utilizadas de forma eficaz, ajudarão a pôr em evidência as nossas dinâmicas sociais atuais de uma maneira que nos permita:
* iniciar e orientar a criança a iniciar o Acesso às suas relações, de uma forma diferente e com intenção,
* Tolerar a jornada em que estamos e as emoções que todos os participantes desta aventura, que é aprender e se desenvolver, irão experimentar (incluindo tolerar as nossas emoções),
* Explorar sabiamente, de modo a ganharmos experiências positivas, ao invés de sentir como se afundássemos em um pântano a cada passo dado.

Não queremos que o AT EASE™ seja mais um modelo de "How to". Queremos que o AT EASE™ seja um modelo que nos faça pensar sobre as nossas relações , um modelo que orienta essa relações. Queremos que as famílias se sintam compelidas a tentar e, em seguida, pensar sobre o que eles experimentaram, avaliar o que funcionou e, em seguida, tentar novamente. Queremos que o AT EASE™ seja um divisor de águas, uma mudança do pensamento convencional sobre objetivos, domínio, disciplina, respeito, sucesso, fracasso, notas, certo/errado, para uma perspectiva mais orgânica de conceitos como, união, segurança, experiências positivas saudáveis, limites, aventura, tentativas, crescimento, regulação, etc A fim de efetivamente orientar os pais a usar o AT
EASE™ desta maneira temos que enfatizar que o mapa relacional está sempre evoluindo.

Isso torna as coisas difíceis ao olharmos para o mapa relacional de uma forma tradicional. Os conceitos tradicionais vêem o ponto de interesse a ser alcançado como um fim em si mesmo. Podemos até marcar quando chegamos ao destino como "completa".

No entanto, os conceitos do AT EASE™ reconhecem que cada destino no mapa relacional está em constante mudança e evolução. Assim, não existe a necessidade de um novo mapa. Nós só precisamos de um mapa do desenvolvimento natural, só precisamos aprender a navegar nesse mapa. Cada pessoa tem um mapa em mudança, dinâmico. Como o nosso mapa relacional está sempre mudando, a fim de saber onde nos situamos, todos nós precisamos aprender a preencher rotineiramente nosso próprio mapa. AT EASE™ é projetado para auxiliar os pais a preencher seu mapa relacional com os seus filhos, ajudando-os a usar os seis componentes do AT EASE™ como pontos de coordenação.

Os componentes do AT EASE™ Parenting and Learning Model são:

Acessar realcionamentos e recursos para aprender a partir de experiências;

Tolerar experiências emocionalmente difíceis, aprendendo a expandir a capacidade de co-regulação e auto-regulação ;

Explorar oportunidades de aprendizado em conjunto;

Aplicar o que foi aprendido até o seu completo domínio;


Seguir novas oportunidades para usar este aprendizado, independente de quem seja o guia;

Evoluir, isso é, as experiências bem sucedidas devem levar a um sentimento de competência


Eric Hamblen 
Program Director 
PACE Place and Connector Rx
2360 SW 170th Ave.
Beaverton, OR 97006
Direct: 503-888-3939
Office: 503-356-8334
Fax: 503-365-8726
www.PACEplace.org
www.ConnectorRx.com



Sunday, May 12, 2013

Sunday, April 28, 2013

Grupo de Apoio a Pais e Familiares - abril 2013

No próximo domingo, 28/04/13 o encontro será sobre como percebemos o mundo, o sistema sensorial e a influência do medo no aprendizado

Esta é a primeira parte do assunto auto-regulação

Vale muito conferir e é gratuito! 

Os links para os posts relacionados à palestra estão sendo colocados na página do grupo http://www.facebook.com/AmaisAutismo 

Para as salas de apoio para as crianças entrem em contato com a Tatiana pelo e-mail tatianaksenhuk@gmail.com 

Encontro Gratuito!


Sunday, April 21, 2013

Capacidade de co-regulação emocional e autismo

Autismo é reconhecido como uma desordem em espectro com vários graus de intensidade. É de difícil definição porque a síndrome é complexa e não há duas pessoas com o diagnóstico de autismo que manifestem a síndrome da mesma maneira.

Pessoas com autismo têm “atraso ou funcionamento anormal” em algum grau nas trêss área seguintes:
    • Interação social
    • Comunicação
    • Padrões de comportamento que são manifestados através de interesses ou atividades estereotipadas, restritas e/ou repetitivas.

Porém, no autismo, um dos pontos-chave da dificuldade está no desenvolvimento emocional. As pessoas com autismo têm como desafio a motivação, a persistência, o auto-controle e a curiosidade.
Marie e Pedro-ed02


















O que mais caracteriza o autista não são os comportamentos apresentados, mas sim a omissão, o que a criança não faz, ou desconhece. O diagnóstico de autismo é mais preciso se baseado na dificuldade ou falha da pessoa em função do domínio específico sócio-comunicativo e relacional.

É importante ressaltar que o diagnóstico de Autismo, Asperger ou Transtorno Global do Desenvolvimento não prediz as dificuldades que a pessoa enfrentará na vida, tampouco define um prognóstico, e nem mesmo fornece aos familiares ou profissionais muita informação sobre o potencial individual da pessoa diagnosticada.

É muito provável que as características descritas da síndrome sejam descrições de mecanismos de defesa, e não de orientação inata. O nosso cérebro está sempre em busca de equilíbrio, enquanto processamos o que vemos, ouvimos, cheiramos, degustamos ou sentimos. Todas as nossas experiências sensoriais e emocionais impulsionam o crescimento de conexões, daí vem a necessidade pela busca da regulação.

Essa busca acontece através da auto-regulação e da corregulação emocional. Nós nascemos com a necessidade de desenvolver auto e corregulação, as duas estratégias são necessárias para que o mundo à nossa volta e as sensações das nossas experiências façam sentido para nós. Sendo que a corregulação, nos sistemas de pessoas com desenvolvimento típico, amadurece primeiro.

Autoregulação são as estratégias que desenvolvemos, centrados em nós mesmos.
Quando estamos em um estado de ansiedade usamos estratégias de autoregulação, como colocar coisas na boca (chicletes, balas, comida, café, cigarro), mover as mãos ou pernas, levantar, andar, buscamos nos entreter de alguma forma que acalme o nosso sistema nervoso. As pessoas com desenvolvimento social típico, escolhem estratégias adequadas ao contexto social em que estão no momento, já as pessoas com deficits sociais, como no autismo, simplesmente buscam a estratégia mais conhecida deles para essa autoregulação. Porém, as experiências sensoriais, mesmo de autoregulação, provocam em nós uma resposta emocional.

Corregulação depende da troca emocional com o outro.
A capacidade de corregular a emoção acontece através da simples presença do outro, do toque, do olhar, do tom de voz. As crianças em geral, aprendem melhor através de brincadeiras positivas que incluam movimento, de uma maneira que essa interação mostre uma intenção clara no relacionamento, sem demandas excessivas e fora de contexto. A habilidade do cérebro em organizar essas informações relacionais é mais sofisticada se focada nessas características englobando o desenvolvimento emocional, do que com o uso de palavras explicativas.

As pesquisas na neurociência estão ajudando a explicar como e por quê um bom desenvolvimento emocional é essencial para entender relacionamentos, pensamento lógico, imaginação, criatividade e até a saúde do corpo. Especialistas em desenvolvimento concordam que o único fator que otimiza o potencial intelectual da criança é um relacionamento seguro e de confiança com seus pais e cuidadores. Por isso, o tempo gasto com chamegos, brincadeiras, atenção total e uma comunicação consciente com a criança estabelece uma relação segura e de respeito que é a base da pirâmide do desenvolvimento infantil. Com um sistema emocional seguro, a criança consegue se concentrar em explorar o mundo à sua volta, impulsionada pela curiosidade

"TODO COMPORTAMENTO É IMPULSIONADO POR UMA EMOÇÃO, VOCÊ MUDA COMO UMA PESSOA SE SENTE E ASSIM MUDARÁ COMO ELA PENSA E SE COMPORTA." (ERIC HAMBLEN)


A capacidade de corregular a emoção abre as portas para  outras tantas habilidades importantes no desenvolvimento social, como coordenar-se com outra pessoa, seguir e compartilhar interesses.

Por volta dos 18 meses de idade, crianças com desenvolvimento típico já têm a habilidade de se coordenar fisicamente com seus pais, através do movimento de uma forma reflexiva e fluente, com pouquíssimo suporte. Com essa habilidade de coordenar movimento "masterizada", pode-se mover o relacionamento a um patamar verbal com uma troca de interesses, em que podemos compartilhar com a criança o que nos interessa e vice-versa.

Pessoas com autismo têm dificuldade de desenvolver a corregulação emocional, por isso tendem a buscar a regulação através da autoestimulação. Criar jogos e brincadeiras que estimulem a coordenação física de movimentos entre duas pessoas, como o simples ato de caminhar juntos à uma distância que permita uma troca social - esaa distância é no máximo de um braço -, fazer atividades diárias juntos, pensadas em uma forma de coordenar o movimento como no ato de puxar o lençol juntos para arrumar uma cama, carregar cestos e sacolas juntos, já são exercícios que estimulam a corregulação.

O cérebro humano tem um grande desejo em agradar, em impactar as outras pessoas de forma positiva, primariamente.  Somos programados para causar reações emocionais nas pessoas à nossa volta. Quando nossos sistemas têm uma desorganização, muitas vezes só conseguimos esse impacto emocional através de comportamentos opositores e provocativos. Mesmo nesses casos, o cérebro ainda receberá uma recompensa emocional mais forte se a pessoa aprender estratégias para impactar positivamente os outros. É um processo de volta ao curso natural, que não é fácil e imediato, mas extremamente necessário para uma melhor qualidade de vida e que depende do desenvolvimento da corregulação emocional.

Através da habilidade de corregular a emoção, também somos capazes de influenciar a nossa própria emoção, isso quer dizer, se eu estou feliz e eu faço você feliz, juntos, podemos fazer um ao outro mais feliz. Isso acontece através dos meus atos em relação a você. É por meio do compartilhamento do olhar, do toque, do tom de voz usado e das experiências, que nós vivemos juntos.

"Através de interações, não apenas com seus pares, mas também com outros adultos, além da capacidade de adultos e crianças intuitivamente interagirem entre si — para compartilhar suas ideias, seus pensamentos, suas experiências juntos, com o objetivo de que ambos compreendam e sintam emocionalmente a presença um do outro  — e assim sentir a intensidade ou intimidade, é que desenvolvemos relações pessoais mais significativas neste mundo." (Eric Hamblen)

As pessoas com autismo não querem viver isoladas, elas precisam, assim como cada um de nós, do convivio e do compartilhamento com outras pessoas. Ajudá-las e desenvolver a corregulação emocional, o compartilhamento de sentimentos, a ampliação da alegria, dividir suas incertezas e angústias, ter um guia para descobrir o mundo são metas a serem seguidas, para que as pessoas com autismo e suas famílias tenham uma melhor qualidade de vida.

Thursday, April 11, 2013

Livro: Vivendo com Jonathan - Lições de amor, vida e autismo. By Sheila Barton


Um livro ao mesmo tempo forte e sensível. Narra com detalhes situações inusitadas porém cotidianas do que é viver com um filho autista, do ponto de vista da mãe. As cobranças internas e externas que sofremos, o sentimento de nunca estar fazendo o suficiente apesar do esforço sobre-humano.
A influência de profissionais que nos derrubam e outros que são verdadeiros anjos em nossas vidas e estendem a mão no momento certo, que compreendem a situação e tem uma visão clara do que é possível.
A relação da vida como um todo, que se embaralha, confunde e se organiza com a vida do filho com tantas necessidades

“ Leio sobre modelos médicos e sociais de deficiência, sobre o modo como a sociedade vê as pessoas deficientes, a sua necessidade de curá-las ou ignorá-las.
....
Em vez de ler livros, observo meu filho e ouço o que ele tem a dizer. Aprendo com ele o que lhe causa angústia, o que é difícil. e, por outro lado, o que pode ajudá-lo a encontrar sentido no mundo" pg 189

Vale cada linha! Recomendadíssimo!

Monday, April 8, 2013

Dormir

Problemas para dormir, para pegar no sono, para dormir sozinho.

Nossas crianças sofrem com ansiedade, sofrem em momentos de transição. Muitas das coisas corriqueiras da vida podem ser grandes desafios para nossas crianças, uma delas é dormir.

Dormir e acordar são as duas maiores transições que fazemos no dia, por isso, se uma criança está com dificuldades de dormir, é provável que apresente problemas de transição em outros momentos do dia também.

Para as crianças que somente tem dificuldade em pegar no sono, mas uma vez que dormem, permanecem no sono a melatonina, é natural e induz o hormônio que leva ao sono, pode ajudar.

Para as crianças que acordam várias vezes durante o sono, colocar uma música suave, que tranquilize, como melodias Celtas (http://www.youtube.com/watch?v=v2a5u_fdunc), som de ondas do mar (http://www.youtube.com/watch?v=O1QQajfobPw) ou cds específicos para sono podem servir de apoio. Naturalmente, nós acordamos várias vezes durante a noite, são ciclos naturais, se estamos num estado emocional regulado, passamos sem perceber por esses ciclos, mas se há estress na nossa vida, é comum que despertemos por completo no final de um ciclo e algumas vezes, seja difícil retomar o sono.

Massagens de pressão antes de dormir podem ajudar no relaxamento completo e manter a pessoa no sono.

O que ele não quer é dormir sozinho!

Algumas das nossas crianças parecem que precisam da presença do outro para dormir, essa transição deve ser feita em etapas.

Se a criança dorme na cama dos pais, coloque um colchão ao lado da sua cama e volte a criança para esse colchão quando ela vir para sua cama. Quando ela já passar a maior parte das noites sem vir para sua cama, vá, aos poucos afastando esse colchão da cama, até que fique numa distância que sejam necessários alguns passos.

Neste ponto, converse com a criança para fazer a transição de dormir em seu quarto, prepare a cama com travesseiros de corpo inteiro,

Quando ela já se sentir segura dormindo em seu próprio quarto, encoste a porta, sem fechar ainda. Quando sentir que já é possível, feche a porta.

Como rotina de fim do dia, inclua algumas brincadeiras que causem riso meia hora antes de começar a transição para dormir (colocar pjama, escovar dentes, etc). Faça brincadeiras de cócegas, busque bastante a troca de olhares, movam-se pela casa juntos, isso irá nutrir a criança com sua presença emocional, o que facilitará também a transição para o sono.

Dormir é uma questão que deve ser tratada com delicadeza e aqui são só algumas idéias do que pode ser experimentado.


mantendo as portas dos dois quartos abertas. Fique no quarto, mas não na cama, até que a criança adormeça, aos pouco vá diminuindo o tempo que você permanece no quarto até ela adormecer.