Saturday, February 16, 2013

Palestra Brincando com Autistas - 16 de Fevereiro em Atibaia/SP

Mais informações acesse o link: http://conscienciasolidaria.org.br/amais/palestra-brincando-com-autistas-dia-16-fev-2013/

Friday, February 15, 2013

Meu filho ...

Meu filho tem dificuldades no comportamento. Por exemplo ir ao supermecado, shopping é quase impossível ele só corre e a gente atrás, fazer um lanche nem pensar ele não senta nem um minuto, quando ele vê o mar ou piscina sai correndo direto pra água, fora as birras, choros, não pega na mão pra caminhar e se joga no chão.

As crianças com autismo tem dificuldade de co-regular suas emoções, de perceber o adulto como um guia, um mentor. Geralmente, seus sistemas sensoriais são desorganizados o que fazem eles terem uma necessidade ainda maior de um "intérprete" para entender o mundo que se apresenta de forma tão confusa. Por isso, aparecem tantos problemas de comportamento, tantas respostas que não entendemos num primeiro olhar. A criança sente-se assustada ou confusa com algo e ao invés de buscar suas relações (pai e mãe) para aliviar esta confusão ela tenta fugir, brigar ou controlar as situações, o que só aumenta a sua angeustia e confusão.

Nós temos dois sistemas de regulação no cérebro, a auto-regulação e co-regulação.
A auto-regulação são os mecanismos sensoriais que ativamos numa tentativa de manter nosso cérebro (e corpo) equilibrados. Um exemplo fácil é que quando sentados e concentrados por muto tempo, geralmente precisamos dar uma volta, esticar o corpo para ser possível seguir com o neivel de concentração necessário. As nossas crianças também buscam esses mecanismos de auto-regulação, só que de uma maneira mais intensa e desorganizada o que acaba afastando-as das relações pessoais de proteção.

Então, o fato do seu filho correr em shopping, supermercados e vocês atrás, pode ser um indicador que ele se sente sobrecarregado com os estímulos nesses locais (luz, excesso de coisas, barulho, gente, cheiros, amplitude porém num espaço fechado); esses estímulos desrregulam seu sistema sensorial e o cérebro ativa mecanismos para buscar a auto-regulação, no caso (e em muitos casos) o movimento é uma ação que regula o cérebro, então, ele corre.

Em questão ao mar e piscinas, a água pode ser muito calmante para nossas crianças (para outras pode ser aterrorizante). Tudo indica que seu filho tem uma memória sensorial positiva em relação à água e sente-se atraeido por ela, numa ação de instinto, corre em direção a ela.

Dar as mãos ao caminhar ativa a co-regulação através do toque, porém, para crianças que correm, esse toque pode não ser agradável pois temos q segurar firmemente e de forma tensa, o que acaba atrapalhando ainda mais o desenvolvimento da co-regulação.

O que fazer:
Trabalhe a construção da co-regulação emocional. Em casa, através de brincadeiras, crie esta ligação de segurança e apoio com seu filho.
Abaixo está uma palestra sobre brincar com a criança autista e é focada nessa criação da co-regulação:


Na página Amais Autismo você encontra os links citados na palestra.

Seu filho, por essa necessidade de movimento, deve ser constantemente corrigido, fragilizando ainda mais seu sistema emocional. O ideal é que você se antecipe a essas corridas e bloqueie positivamente a ação de acontecer. Por exemplo, quando entrar em supermercados, como ele ainda tem três anos, você pode fazer essa transição carregando-o no colo, cante uma música suave, com o tom de voz amoroso e suave, faça algumas cósegas, isso facilitará a transição para o sistema dele e o impacto sensorial não será tão grande.

Ele pode ser um grande candidato ao uso do Connector Rx

Nas brincadeiras e interações com seu filho, limite a linguagem, muitas palavras e explicações verbais podem confundi-lo ainda mais. Use mais o toque e linguagem não-verbal para se comunicar com ele, associado as palavras verbais relevantes para a compreensão da comunicação.

Para tomar um lanche com ele na rua, use as mesmas estratégias que você usa em casa para que ele se sente à mesa. Novamente, o sistema dele deve ficar sobrecarregado com tanto estímulo. Cante, use toque e mantenha a sua calma.

Para mais idéias leia também:
AT EASE Model
Quebrando Barreiras
Para entender melhor as birras:
O ABC do ABA
Para entender melhor sobre comunicação:
Matriz do desenvolvimento da comunicação
Comunicação dinâmica social
Brincadeiras para desenvolver a comunicação

Espero que ajude! beijos, Marie




Monday, February 11, 2013

ABA - plano para mudança de comportamento socio-emocional

ESTE É UM EXEMPLO PESSOAL E NÃO UMA FÓRMULA A SER SEGUIDA

Abaixo o plano que foi utilizado para a mudança de comportamento do Luís que era baseado em questões sócio-emocionais. Para os comportamentos com base na dificuldade de comunicação, estratégias com esse foco foram utilizadas. Aqui, a escolha depende da motivação do comportamento e não do comportamento em si.

Ser bom!
Aprecie Luís quando ele estiver sendo agradável. Isso significa que, diga "Você é um bom menino!", quando Luís NÃO estiver mordendo, batendo, chutando, puxando, empurrando ou qualquer tipo de agressão.
Se a agressão é contra alguém, incluindo você, seja firme, diga NÃO chute ou o que for a agressão, não se esqueça de fazer contato visual para fazer Luis sentir-se mal sobre sua ação.
Se a agressão é contra brinquedos, apenas lembrá-lo com um tom de voz firme: "Lembre-se, não se chuta os brinquedos. Você precisa ser bom com os brinquedos!".

  
Adesivo do bom menino
Para este programa, foi trabalhada uma etapa anterior:
Coloque um adesivo na camiseta do Luís e diga que ele é um menino legal, por isso está recebendo o adesivo de menino legal e porque ele tem este adesivo ele pode acessar uma caixa de prêmios, que são brinquedinhos simples que precisam do outro para funcionar (assim é mais fácil de retirá-lo e retorná-los à caixa) como brinquedos de corda, piões. De 3 em 3 minutos faça a checagem de adesivo, se o Luís estiver com seu adesivo ele ganha um novo acesso à caixa de recompensas. Caso ele agrida alguém, perde o adesivo e o direito a acessar a caixa, até q se passem 3 minutos sem agredir a ninguém.
O intervalo para checar o adesivo de bom menino do Luís foi aumentado gradativamente, a cada 5 minutos, a cada 10 minutos, a cada 20 minutos. Neste ponto, já havia-se criado no Luís a "cultura pelo adesivo", ou seja, só o fato de ter o adesivo e isso significar que ele era um bom menino já bastava como prêmio para o Luís.

Cloque um adesivo na camiseta do Luís. A cada 20 minutos faça a "checagem de adesivo".
Se o Luís não mostrou nenhum comportamento agressivo, aprecie-o dizendo "Você é um menino legal, você está com seu adesivo de menino bom".
No momento que o Luís demonstrar qualquer agressão contra pessoas (contra brinquedos ainda é permitido por agora) TIRE SEU ADESIVO e diga "Não é legal morder/chutar, você perdeu seu adesivo por isso"

Ficar calmo!
OBJETIVO: Situações que promovem escalada emocional Luís: espera; quebrar sua rotina ou padrão (flexibilidade)

AÇÃO: Interferir na rotina do Luís, mas antes que haja a perda de controle, aprecie-o por ter se mantido calmo. No começo você precisa ser MUITO rápido.

Algumas idéias: Com o Sr. Cabeça de Batata, olhos diferentes, chapéu, sapatos. Você pode esconder os seus favoritos e quando ele escolher um outro você pode dizer: "Oba! Você tentou um chapéu diferente E você ficou calmo!" então você pode dar a sua peça favorita como prêmio.




Complacência
Peça ao Luís para fazer algo e aprecie quando ele fizer. "Você fez o que eu pedi, isso foi tão legal!"

Me dê ....
Sente .....
Coloque o ..... no .....
Levante .....
Bata palmas .......

Revezar a vez
Jogos - Escolha jogos que precise de algum material que possa ser compartilhado como dados, martelinhos, etc.

Esperar
Para descer no escorregador, derrubar blocos, jogar a bola, pular nas almofadas, etc
Comece com a espera de 1 segundo, aprecie essa espera, mesmo que breve, depois vá aumentando o tempo, se a criança sabe números, conte os segundos com ela para ajudá-la, no começo, a contar o tempo. Com o entendimento dos segundos, você pode usar timer para ter um apoio visual do tempo passando.



Circuíto de brincadeiras
O objetivo é desenvolver novas habilidades e interesses em brincadeiras e trabalhar nas transições. Intercale brincadeiras preferidas com novas brincadeiras.

Ajuste o timer. Ele precisa ficar 10 minutos pelo menos nas atividades novas e não mais que 15 minutos nas atividades preferidas.

Para as transições, mostre o timer: "nós precisamos brincar mais .... minutos com .... " (atividade não preferida); "Você tem mais 5 minutos com .... (atividade preferida) então nós vamos fazer outra coisa"

Atividades preferidas (do Luís)                                         Novas atividades (para o Luís)
Sr Cabeça de Batatas                    Colorir com giz de cera (não deixar q ele os use para estereotipia) 
Brinquedos de comida                                                              Massinha (não deixar q ele os use para estereotipia)
PEGS                                                                                        Carrinhos
Elefun                                                                                       Fazendinha
Quebra-cabeças                                                                        Casinha de bonecas
Pig bank                                                                                    Projetos de arte
Chapéis/ Mascaras
Instrumentos musicais

Apontar

Apontar é uma comunicação não verbal importante.
Organize um brinquedo para trabalhar em apontar como os pegs, pig bank, quebra-cabeças e dê ao Luís duas escolhas, ele precisa escolher apontando, se ele disser a cor, peça-lhe para mostrar (apontando apontando qual é a cor).
Se ele diz "verde", diga-lhe: "Mostre-me qual é o verde"
    


 Acesse também:
 Comportamento socio-emocional e autismo
 ABA na brincadeira 
AT EASE Model

Friday, February 1, 2013

Comportamento socio-emocional e autismo

Apesar de cada indivíduo ser único, existem alguns fatores comuns que impactam muitas pessoas com autismo. A comunicação limitada ou falta de comunicação é um fator importante que afeta o comportamento desses indivíduos. Pessoas não-verbais ou verbais mas com dificuldade de organizar sua linguagem, podem apresentar comportamentos inadequados para indicar as suas necessidades ou desejos.

Outro fator importante afetando o comportamento dos indivíduos com autismo podem envolver os sentidos da visão, tato, audição, paladar, olfato, assim como os estímulos proprioceptivo e vestibular. Muitos dos indivíduos coma autismo apresentam problemas de integração sensorial.

Características sociais e emocionais incluem questões de ansiedade, baixa tolerância à frustração, medos excessivos, ataques de pânico e interação social limitada. Ansiedade, medos e ataques de pânico podem fazer com que a pessoa se retire isolando-se dos demais e mesmo que corra para longe das pessoas saindo em disparada. Baixa tolerância à frustração pode resultar em extrema raiva que acaba levando a pessoa a uma escalada de agressão física ou verbal. Todas estas características podem limitar a interacção social. Medos anormais, ansiedade e pânico podem inibir o indivíduo de interagir com os outros. Agressão física e / ou verbal fará com que os outros limitem suas interações com as pessoas que apresentam tais comportamentos.


Dificuldades de manter a atenção, impulsividade, distração, hiperatividade torna difícil de se concentrar em tarefas o que resulta em situações problemáticas. Pessoas impulsivas freqüentemente agem sem levar em conta as consequências. Obsessões e compulsões são problemáticas não somente para o indivíduo compulsivo, mas para os outros no ambiente também. Não é comum haver razões lógicas para as obsessões e compulsões.

As características do autismo também afetam as fameilias de muitas maneiras. Algumas famílias são capazes de lidar com certos desafios melhores do que outros. O indivíduo com autismo pode não apresentar muitos problemas de comportamento, ou a família pode ter mais recursos para lidar com essas situações. No entanto, é comum que as famílias com pessoas com autismo experiênciem mais estresse e frustração em suas vidas diárias que a maioria das famílias.

Em alguns casos, irmãos ou outros familiares sentem ciúmes ou constrangimento
associados ao membro da família com autismo.

Ficar diariamente com crianças com autismo pode exigir muito fisicamente. Os pais podem desenvolver uma falta de confiança em suas habilidades parentais porque os métodos e técnicas que leram e ouviram não funcionam com seu filho. Os pais também podem acabar isolados da família e amigos porque o comportamento da criança faz com que os outros evitem a interação com a família.

Na escola, até mesmo os professores bem qualificados podem dsentir estresse e frustração quando os métodos típicos não funcionam com um aluno específico. Programas para alunos com autismo podem ser fisica e emocionalmente desgastantes. Quando os métodos não funcionam ou param de funcionar, o professor pode ficar inseguro. Geralmente, o colegas de trabalho não entendem as situações com o qual estão lidando.

Para o sucesso ideal, pais e professores devem receber apoio extra para lidar com os problemas específicos de indivíduos com autismo.
 


Bibliografia: A Treasure Chest of Behavioral Strategies for Individuals with Autism by Beth Fouse e Maria Wheeler.

Para ler mais sobre comunicação e comportamento, clique aqui.
Para ler mais sobre comportamentos sensoriais, clique aqui.
Para ler sobre ABA, clique aqui.

Thursday, January 17, 2013

Grupo de Apoio a pais e familiares - janeiro 2013

Atenção, pessoal. Notícia MUITO legal! Quem não mora em SP vai poder participar do encontro de pais do domingo via Google Hangouts! Quer acompanhar a palestra da Marie Dorion? E ainda ter a chance de enviar perguntas? Fique atento que divulgaremos o link na página http://www.facebook.com/lagartavirapupa às 15h25 do domingo!


Programa Ser Saudável