Thursday, October 4, 2012

ABA: Imitação não-verbal

Procedimento: O adulto demonstra uma ação e diz "faça isso". A criança deve espelhar a ação do adulto (se adulto usar a mão direita, a criança deve usar a mão esquerda). As fases começam com ações motoras grandes e óbvias e progride para movimentos mais sutis e refinados. A imitação envolvendo a manipulação de um objeto físico (soltar um bloco em um balde) ou que produza uma resposta sensorial (tocar um sino) são geralmente mais fáceis de aprender. Aquelas que envolvem partes do corpo que a criança não pode ver diretamente (cabeça, nariz) são mais difíceis.

Conforme a criança progride, a sugestão verbal vai ser generalizada para outras frases que têm o mesmo significado de "fazer isso" (fazer o que estou fazendo, me copiar, etc). Como etapa final, a ação será nomeada (bater palmas). Isto constrói a base de conhecimento para seguir instruções verbais. "Faça isso" é usado no início para estabelecer o conceito de imitação, uma habilidade essencial que fornece um meio não baseado na linguagem para ensinar uma variedade de outras habilidades.

Utilize orientação física para mover a criança através da ação. Retirando gradualmente a ajuda para um toque leve e, em seguida, um pequeno gesto. O olhar pode geralmente ser moldado ao mesmo tempo que esta habilidade está sendo ensinada.

Comece com itens que envolvem a manipulação de um objeto. Ensine cada movimento individual e isoladamente. Isto significa fazer tentativas repetidas de apenas um item sem qualquer outro objetivo em vista. Uma vez que a criança esteja realizando a ação com sucesso sem ser induzida, então coloque um ou mais itens em cada tentativa discreta como uma distração em potencial. Além disso, cada elemento tem de ser utilizado em mais do que uma maneira, de modo a construir a atenção e estabelecer uma discriminação. Por exemplo, algumas vezes você deve deixar cair o martelo no balde, ao invés de usá-lo para bater pinos. Uma vez que dois movimentos com cada objeto são imitados aleatoriamente, introduza um novo item. Como cada um é aprendido de forma isolada, então o movimento deve ser introduzido ao acaso, com todos os itens anteriormente ensinados.
Movimentos com objetos sugeridos (mas não limitados)
Colocar blocos em recipiente
Bater bloco na mesa
Torre com blocos
Brinquedos “pop up”
Tambor
Pandeiro
Colocar chapéu
Levar copo à boca
Globo de neve
Colocar óculos escuros
Empurrar carrinho
Fazer carrinhos baterem
Carregar / descarregar caminhão de areia
Tocar piano
Atender o telefone
Tocar sino
Misturar uma colher em uma tigela
Jogar saquinhos
Pentiar o cabelo
Pião
Puxar alavancas
Bater com palitos
Bater blocos
Ninar boneca
Soprar apito

Movimento motor grosso sem objeto. Iniciar quando a criança tenha dominado cinco itens da fase anterior. Escolha três itens da lista de movimentos motores de grande porte. Como cada um é ensinado separadamente, adicionar um item quando um movimento for masterizado. Sentar não deve ser sempre a resposta que segue ao ficar em pé. Por exemplo, você pode bater palmas com a criança em pé.
Movimentos sugeridos (mas não limitados)
Levante os braços
Bata as palmas
Toque o nariz
Massageie a barriga
Massageie a cabeça
Cubra as orelhas com as mãos
Toque o cotovelo
Toque os ombros
Toque de mesa com a mão
Braços na lateral
Acenar tchau
Tocar a boca
Colocar as mãos nos joelhos
Tocar os olhos
Tocar cada dedo
Levantar-se

Imitações longe da cadeira. Comece quando criança já aprendeu cinco itens da fase anterior. Ensinar as respostas que envolvem ir a um local afastado da cadeira, a realização de uma ação e voltar para a cadeira. A criança deve permanecer na cadeira até o adulto terminar de demonstrar a ação e voltar para a cadeira.
Movimentos sugeridos (mas não limitados)
Bata na porta
Marchar
Escrever numa lousa
Colocar um objeto numa gaveta
Ligar / desligar a luz
Carrinho descer uma rampa
Olhar pela janela
Colocar objeto na prateleira
Abrir / fechar gaveta
Jogar algo no lixo
Colocar uma boneca na cama

Imitar outra pessoa. Adulto indica alguém para a criança imitar dizendo "faça isso"

Ação motora fina. Uma vez que cinco ações motoras grandes são afacilmente imitadas, adicione ações motoras finas.
Movimentos sugeridos (mas não limitados)
Amasse a massinha de modela
Coloque o dedo no queixo
Coloque uma moeda num frasco
Faça o sinal de OK
Faça sinal de vitória
Apontar
Abrir a massinah de modelar com rolo
Tocar na boca
Tampar os ouvidos
Pressionar um botão
Polegares para cima
Girar o dedo

Nesta fase é também apropriado começar com imitação motora-oral.

Sequência. Uma vez que 10 imitações são aprendidas da motora grossa, a criança tem que seguir com você uma sequencia de movimentos. Varie os movimentos para manter o interesse, a atenção e promover a generalização. Comece com duas ou três sequencias e, em seguida, continue com cadeias mais longas. O objetivo é dar uma sugestão única verbal e adiar o reforço até que toda a sequencia seja concluída.

Imitação  com discriminação mais avançada. Uma vez que 10 imitações são aprendidas da motora grossa e cinco da fase motora fina, pode-se iniciar com distinções mais finas.
Exemplos de discriminação:
Levante um vs dois braços
Toque nariz com um dedo vs mão inteira
Abane tchau com a mão esquerda vs direita
Toque uma vez vs duas vezes
Aplaudir no alto vs aplaudir em baixo

Imitação  de movimento cruzado. Mão direita na perna esquerda, etc

Imitar a ação em vídeo. Estímulo visual presente e dizer para a criança "Faça isso"
Ação única
Ação de duas etapas (simultânea)
Ação de três etapas (simultânea)
Cadeia contínua
Congelar quadro de vídeo
Ação na foto

Fonte: A work in progress - Ron Leaf & John Mc Eachin

Monday, September 24, 2012

Palestra em Atibaia dia 29/09



Como se desenvolve a Comunicação
Aprenda sobre:
As razões para se comunicar; os Níveis de competência comunicativa, do pré-intencional ao uso completo da linguagem; como transformar o comportamento num ato comunicativo; Comunicação Dinâmica, a base da sociabilidade; Estágios do desenvolvimento típico da comunicação.

Palestrante: Marie Schenk — é relações públicas, fez vários cursos sobre autismo, incluindo de RDI, nos Estados Unidos e é mãe de dois meninos, de 9 e 7 anos — ambos estão no espectro do autismo —, além de manter o blog "
Uma Voz para o Autismo" (UmaVozparaoAutismo.blogspot.com), seu e-mail é autismo@live.com

Data: 29/set/2012, das 8h00 às 12h00

Local: Auditório do Hospita Novo Atibaia
Endereço: R. Ver. Luiz Alberto Vieria Santos, s/n°
Cidade: Atibaia - SP


Preço (paga-se no dia): R$ 30,00 (profissionais e estudantes de
Educação ou Saúde pagam 50%)
Pais e familiares de autistas: doação espontânea

Mais informações: Facebook.com/ONG.aMAIS

Inscrições online em
http://goo.gl/4kMtx
até 27/set/2012 (vagas limitadas).

Saturday, September 22, 2012

Dias 21 e 22 de setembro no Piauí

Meu muito obrigado às famílias de Teresina, em especial as que se empenharam em organizar este fim de semana, não é fácil equilibrar mil funções e ainda contribuir para a sociedade. É sempre muito bom multiplicar o conhecimento, a experiência vivida. Eu ganho em energia, tanto quanto passo! Beijos já com saudades, Marie

Wednesday, September 12, 2012

Estereotipia Vocal

Gritos, mantras, falação, barulhos ... pouco a pouco vão mexendo nos nervos de quem está por perto. Quando menor, o Pedro tinha uma forte estereotipia vocal que ele se entretia com ela o dia inteiro, se não direcionado para outra coisa. Abaixo está a descrição do que fizemos na época.

Aplicamos uma técnica que é voltada para o auto-controle da estereotipia, primeiro ponto foi ensiná-lo que ele comanda a estereotipia e não a estereotipia comanda ele.

Segundo os especialistas de comportamento, quando o Pedro entra na estereotipia vocal é como se ele ligasse um video-game na cabeca, o que é muito mais divertido (para ele) do que qualquer outra interação.

Na prática: Dentro da sessão de ABA nós estipulamos um trial só para redirecionar esse comportamento, o Pedro podia escolher a atividade e a cada 5 segundos a terapeuta premiava ele por "quiet mouth" (boca quieta), nos usamos o Token e quando ele conquistava 5 tokens podia brincar no jardim.

Quando ele entendeu que ELE tinha o poder sobre a estereotipia vocal nós fizemos um cartão com um lado vermelho (No Noise - Sem barulho) e outro lado verde (Noise is OK). Entao durante a sessão de terapia, enquanto ele estava trabalhando, se ele fizesse a estereotipia vocal a terapeuta mostrava o cartão do lado vermelho e dizia "sem barulho", quando ele estava nos seus momentos livres que são o reforco dele a terapeuta mostrava o cartão verde e dizia "agora barulho é OK".
Quando ele entendeu bem - nós coletamos dados em quantas vezes por sessão era necessário redirecionar estereotipia vocal quando no cartão vermelho e quando chegamos a 10 vezes em 2 horas e meia - colocamos o cartão na parede, do lado vermelho quando ele está trabalhando e do lado verde quando ele está em "reinforcer time" e se a terapeuta precisa redirecionar ela só aponta para o cartão na parede.

Eu tinha um na cozinha também que eu coloquei para as refeições.

Ele entendeu tão bem que algumas vezes, dentro da sessão, a terapeuta esquecia de virar para o lado vermelho na hora do "trabalho" e ele mesmo ia na parede e virava.

Ele generalizou para outras situações tambeem, quando estamos em público eu só redireciono dizendo "no noise" e ele sabe que tem que controlar o barulho.

Eu tento não ser pentelha e redirecionar a todo o tempo, eu só redirecino quando não pode mesmo, se ele esta num parque, na piscina, que dê os gritinhos que quiser, mas se é numa sala de espera, tem que ficar com a boca quieta.

As outras teorias, RDI e Son Rise, dizem que quanto mais ele estiver envolvido em outras coisas, menos estará engajado nas estereotipias, isso é verdade, mas às vezes temos que usar do ABA para engajá-los.

O RDI pede que você não redirecione a estereotipia e sim a atenção da criança, outra maneira seria se quando a criança comecasse com uma estereotipia o adulto redirecionar a atenção da criança para alguma atividade que fosse incompatível com o movimento que ela está fazendo.
Então com a estereotipia vocal, seria fazê-lo respirar fundo, cantar lalala ou qualquer outra coisa que fosse impossível fazer simultaneo aos mantras e gritos.

Outras estratégias para auto-cntrole:
Desenvolvendo auto-controle
Auto-controle

Monday, September 10, 2012

Livro: "Eu Falo Sim"

A historia de inclusão escolar do nosso Tomás virou livro infatojuvenil!!!!!!

Excelente ferramenta para educadores trabalharem em sala de aula com suas turmas.

O livro também auxilia na parceria entre familia e escola diante de suas crianças especiais.


Cativante!!!!!
Confiram!