Monday, July 23, 2012

RDI - base teórica

Este é um resumo das minhas anotações so Seminário de RDI (Relationship Development Intervention) para Pais que aconteceu em New Jersey em maio de 2008. Foram 4 dias intensos.
Eu não concordo com todas as idéias colocadas no seminário, e nem tenho a intenção de convencer ninguém, Após o seminário nós trabalhamos 1 ano com uma consultora de RDI.

Em primeiro lugar, os profissionais do RDI pedem para que você faça uma reflexão do que é o autismo do seu filho/a e o que pode ser uma condição paralela. Por exemplo, falta de atenção, hiperatividade, disfunção sensorial, problemas gastro-intestinais, tudo isso é, segundo a filosofia do RDI, paralelo ao autismo e não o autismo em si.

Depois eles pedem para você analisar quais as terapias que seu filho/a faz que não tem comprovação de necessidade e a primeira da lista e fono.
Eles explicam que há diferença entre speech delay (atraso na fala) e speech disorder (transtorno da fala).
O atraso da fala seria um atraso somente, mas o seu desenvolvimento aconteceria de forma linear, como uma pessoa de desenvolvimento tipico, só que cronologicamente mais tarde.
Transtorno da fala, seria o desenvolvimento fora de ordem da comunicação. Nem sempre, só porque a criança já fala, ela necessariamente masterizou todas as etapas da comunicação.

É feita a reflexão em todas as terapias paralelas para uma análise de como está sendo usado o tempo da criança, o seu dinheiro e o que é realmente importante ser tratado.

Muitas vezes, nossas crianças tem uma lista enorme de atividades, mas não sabemos de fato o que está sendo tratado, qual é o objetivo a médio e longo prazo, nós pais precisamos saber os objetivos concretos e para o que a criança irá usar esse aprendizado, como esse aprendizado irá dar suporte e impulsionar a criança ao desenvolvimento relacional/social.

Segundo a filosofia do RDI, o autismo está na falha em construir as relações interpessoais porque a pessoa com autismo não desenvolve o básico para reconhecer as enterlinhas das relações interpessoais.


A pesquisa teórica para o modelo RDI e baseada no limiar da vulnerabilidade neurológica que causa falha do desenvolvimento do sistema dinâmico de realinhamento (feedback), confiança, resiliança (seria a capacidade de se recuperar de uma situação inesperada), relacionamento guia - aprendiz.

Isto causaria uma perda da participação guiada e perda de oportunidades para o desenvolvimento do pensamento dinâmico. Que acarreta na falha para desenvolver a inteligencia dinâmica. O que causa conexões neurologicas "pobres".

Em outras palavras, o autismo seria a falta de capacidade de desenvolver a inteligência dinâmica que requer pensamento rápido através de multiplos canais de informção, ou seja, o indivíduo não consegue processar a visão, audição, tato, olfato, paladar, sistema vestibular, tudo ao mesmo tempo em prol de uma única mensagem.

Complicado em palavras, mas é o que nós fazemos todo o tempo, quando conversamos com alguém, nós não usamos só os ouvidos, mas percebemos os gestos, a postura, a roupa, o cheiro e tudo mais que está em volta, mas nossos neurônios são conectados de maneira que somos capazes de colocar em segundo plano as informações que não são importantes e só colocar em evidencia o que é importante para o recebimento correto da mensagem. Na pessoa com autismo não há esse filtro e por isso a mensagem entra de forma confusa.

Com base na compilação de várias pesquisas sobre o desenvolvimento normal humano, Dr Gutstein criou a teoria do RDI com o objetivo de preencher essas lacunas do desenvolvimento da pessoa com autismo.

A organizacao  Autism Society of America fez uma pesquisa sobre a qualidade de vida das pessoas com autismo e os resultados sao desanimadores. De qualquer  maneira, o estudo mostrou que o QI não está ligado a qualidade de vida, a qualidade de vida é baseada na capacidade do indivíduo de morar sozinho, conseguir e manter um emprego decente, criar relações pessoais significativas.


                                        Auto-consciência

Por que a auto-consciência é importante?


Para regular as nossas próprias ações - Mudar o passo, monitorar como você está aprendendo, graus de emoção e como você está reagindo a isto, manter o foco, ser capaz de mudar rápido o foco de atenção.

Para auto-avaliação - Conhecer as próprias limitações e habilidades, progredir em direção das metas, entender ações baseadas nos próprios conceitos, valores.

Para auto-planejamento - Criar planos, preparar-se para consequencias negativas, ensaio mental de futuras ações, visualizar as metas.

A auto-consciência baseia-se das informações da Memoria de Episódios (Episodic Memory).

Episodic Memory mistura informações sobre eventos específicos do passado: a resposta emocional e o que aconteceu naquele momento e lugar em particular.

A Epiosdic Memory é responsável por criar motivação. Está sempre ligada a emoção.

Usos da Episodic Memory:
Lembrar do resultado positivo depois de um trabalho duro.
Rever para evitar de cometer os mesmos erros no futuros.
Lembrar de que você se recuperou depois de enfrentar dificuldades ou depois de um recuo.
Desenvolver futuros objetivos.
Rever desicões passadas e seus impactos.
Relembrar experiências positivas vividas com outros.
Integrar memórias numa maneira coerente para a construção da identidade pessoal.
Recontar experiências similares para enfatizar.
Tomar decisões baseadas na intuição (sexto sentido)
Determinar quando você pode confiar em alguém.
Estimativa realistica de tempo e dificuldades.
Estimativa realistica de qualidades e limitações.

Importante: Não saber no que prestar atenção por não conseguir distinguir o que é mais importante no momento da informação, fica muito difícil "estocar" uma Episodic Memory.

                     Processo do pensamento
Há dois tipos de pensamento.
Pensamento estático - Como aplicar o conhecimento em um ambiente estático. O que você sabe.

Pensamento dinâmico - O que você pode fazer com o que você sabe, num mundo real e em constante mudança.

Livro de suporte desta teoria: Aprenticeship in thinking by Barbara Rogoffe.

Aqui eles entram com uma crítica ao ABA, pois eles acreditam que os “trials” só promovem o pensamento estático que já é uma característica inerente ao autismo, por isso você não estaria trabalhando o maior deficit da síndrome que é justamente o pensamento dinâmico,que é a capacidade de resolver problemas inesperados através dos próprios pensamentos utilizando o conhecimento já adquirido.

Mas, nós sabemos que o ABA não se resume aos trials (DTT), mas quem tem uma visão simplista do  ABA em que você pergunta e a criança dá a resposta e é só, realmente corre o risco da criança somente seguir regras e não desenvolver o pensamento dinâmico que é a capacidade de resolver problemas de ser flexível.

A teoria do RDI define o mundo real como MESSIER ( mess quer dizer deordem, confusão; o sufixo ier quer dizer mais, então seria muito confuso) e a sigla é a abreviação para:
M = múltiplo
E = ever-changing = consatnte mudanças
S = simultâneo (pois acontecem várias coisas ao mesmo tempo)
S = surpreso (porque nós não podemos prever tudo)
I = imperfeiro
E = emocional
R = relativo

Outro livro citado: Emotional Development by Alan Sroufe

Qual é o seu objetivo?
Obediência em que a pessoa só segue as regras ou meditação, cuidado e atenção.

RDI tem o objetivo de encontrar o melhor caminho para reconstruir o potencial para "participação guiada". Quanlquer que seja este caminho, pois para cada indivíduo é único.
O cérebro continua em mutação pela vida e pode recuperar-se da falha em construir ligações neurológicas que possibilitam relações flexíveis.

O que é participacao guiada?
É modelar e promover a co-participação. "Olhe como eu penso." Direcionar a atenção e não o comportamento.

Aprender a pensar, participar e colaborar. Aprender a filtrar o que é importante e o que não é importante. O Guia faz o balanço entre desafios e suporte.

                                     "Me diga e eu esquecerei;
                                      me mostre e eu lembrarei;
                                      deixe-me fazer e eu entenderei."
                                                                Provérbio Chines


Desafios:
Estruture a atenção compartilhada. (Não é para seguir a liderança da criança, é exatamente o oposto, force a atenção da criança. - "É isto que nós vamos fazer." Deixe a meta clara.

Neste ponto eles criticam o Floortime e o SonRise porque seguem a liderança da criança. Para a teoria do RDI nós deveríamos basear o tratamento no desenvolvimento normal de qualquer pessoa e isto quer dizer que a criança primeiro é aprendiz, segue a liderançaa dos pais para depois "tomar as rédias". Eu não conheçoo muito o SonRise, mas pelo que eu sei os pais seguem a liderançaa da criança como porta de entrada e em algum ponto devem virar esse procedimento e passam a ser os líderes.
O Floortime eu conheço menos ainda e só sei de uma criançaa de 8 anos que mora no Chile que foi tratada puramente com o método do Floortime e posso dizer que nessa determinada criança falta limites, mas pode ser um caso específico e não "problema" do método Floortime em si.

Adicionar variação continua na participação guiada, assim você evita que se torne um sistema estático. Não dê a resposta, guie o pensamento nessa direção.

Seja seletivo nas suas respostas - Somente reaja para as intenções deliberadas de comunicação da crianca, não reaja a qualquer barulho ou som que a criançaa emite, isto só contribui para a confusão.

Construa desafios apropriados - O Guia é quem determina as metas

Progressivamente vá passando a responsabilidade ao aprendiz.

Somente foque no que é essencial para o aprendizado, não se preocupe com as habilidades instrumentais. Você pode ensinar essas habilidades instrumentais em outro momento. Por exemplo, se você quer rolar bola com seu filho usando os principios do RDI e a criançaa não tem coordenação motora suficiente para rolar a bola, você terá que ensinar a rolar a bola primeiro, com uma técnica mais instrumental, para depois fazer o exercicio do RDI com a bola.

Suporte:
Simplifique ou elimine as partes que não são essenciais.
Remova distrações (ponto comum para todas as técnicas)
Trabalhe uma coisa por vez (comum com o ABA)
Reduza a velocidade para criar momentos de reflexão.

Sunday, July 22, 2012

Grupo de apoio a familiares - Julho 2012



Este encontro, mais que especial com a comemoração do aniversário da nossa querida anfitriã Tatiana Kusenhuk

Tuesday, July 3, 2012

ABA - círculo de relacionamentos

Os objetivos deste programa são determinar os diferentes papéis de cada um na vida da criança, aumentar a percepção de que existem diferentes tipos de comportamento com diferentes grupos de pessoas, segurança quanto a pessoas estranhas.

Para começar este programa a criança já deve saber responder "eu não sei", já deve seguir instruções e reconhecer emoções básicas, feliz, triste, nervoso, etc

Você pode fazer círculos de papel em que cada círculo representa uma categoria de grupo de pessoas. Eu usei circulos de diferentes cores.

Fase 1 . Identificar expressivamente as pessoas em fotos. Mostre uma foto e pergunte para a criança "quem é?' e a criança deve dizer o nome da pessoa, se for a foto de uma pessoa estranha, a criança deve dizer "eu não sei" ou "é um estranho".

Fase 2. Descreva cada círculo de relacionamento e peça para a criança colocar a foto da pessoa no círculo que ela pertence, primeiro a criança deve fazer isso só colocando a foto, depois ela deve dizer o que representa essa pessoa na vida dela.


Os círculos são:

1. Círculo menor - a própria criança. Aqui nós exigimos que o Luís disesse "eu" ao invés de "Luís"

2. Círculo em que coubesse o anterior e mais as outras fotos das pessoas da família . familia - mãe, pai, irmãos, avós, tios. Como nós temos família em casa e família que só vvíamos 1 vez a cada 2 anos, eu criei dois círculos que representavam a família, o da família que mora em casa, e o da família que morava no Brasil. Eu faria dois círculos familiares de qualquer forma, o da família próxima e da família extendida, porque o papel de cada é diferente na vida da criança.

3. Amigos, coleguinhas de classe, outras crianças que são filhos dos amigos dos pais. Na época o Luís tinha dificuldade em como diferenciar o comportamento com adulto ou com outra criança, por isso eu achei importante fazer essa diferenciação.

4. Profissionais, pessoas que ajudam a criança. Professores, terapeutas, eu incluiria babá e empregada neste circulo se eu tivesse tido alguma na época, médicos.

5. Pessoas que você não conhece muito bem, crianças de outra classe, carteiro, lixeiro, mãe do amigo. Eu não coloquei este círculo para o Luís, juntei esse pessoal e coloquei em pessoas estranhas.

6. Pessoas estranhas. Eu usei fotos de pessoas em revistas, catálagos, embalagens.

Fase 3. Definir o papel de cada círculo de relacionamento, com seus atributos e descrições. Peça para a criança descrever o que ela faz com cada círculo de relacionamento.

1. Ela mesma.

2. Família. São as pessoas que te amam sempre e que moram com você. A família nunca vai embora, às vezes as pessoas vão para um lugar, mas as pessoas da família sempre voltam. Eu preferi não me preocupar com mortes no momento. No caso do Luís, nos descrevemos que a família do Brasil ama muito ele e sente saudades e sempre fica feliz quando ele vai visitar e que eles sempre vão estar esperando pela visista do Luís.

3. Amigos. Você brinca com seus amigos, canta músicas, joga jogos, dança, corre, divide os brinquedos e toma lanche junto. Os amigos são crianças como o Luís. Eles estão na classe da escola e no DayCare. Na época o Luis chamava o DayCare de "see friends" (encontrar os amigos). Se a crianca fizer outras atividades, você deverá incluir também, como natação, grupo escoteiro, etc.

4. Profissionais, pessoas que te ajudam. São pessoas que você deve respeitar (não pode gritar, desafiar, jogar coisas, você deve ouvir e seguir as instruções) porque são pessoas que te ajudam a crescer e tem um monte de coisas para te ensinar. São pessoas que você sempre pode procurar se você precisar de ajuda.

5. Pessoas que você não conhece muito bem. Alguém que você já brincou no parque e pessoas que você vê seus pais conversando mas você não conhece eles. Eu achei essa categoria confusa para uma crianca de 3 anos, então eu exclui.

6. Pessoas estranhas. São pessoas que você nunca viu ou pessoas que você já viu antes mas que você não sabe o nome, você não sabe nada sobre eles, pessoas que você não deve conversar, entrar no carro com eles, nem ir a nenhum lugar.

Nós quebramos esta fase mais um pouquinho, não com a família porque o Lú não precisou, mas a partir dos amigos, então nós perguntamos quem são seus amigos, aonde você vê seus amigos, o que você faz com seus amigos?

Você pode incluir qualquerq atributo que seja de necessidade individual da criança e enfatizar qualquer coisa que promova a quebra das fobias. Por exemplo: você pode enfatizar que as pessoas da família vem e voltam, o pai vai para o trabalho e a irmã vai para a faculdade, mas eles sempre vão voltar para casa. Eu não coloco um horário específico de volta, do tipo, eles sempre vão estar em casa para o jantar, porque isso nem sempre acontece e eu não quero "transferir fobias".

Para crianças que perguntam tudo sobre todos, quanto as pessoas estranhas, elas vem e vão e nós não temos nada com isso, você responde uma vez qualquer coisa do tipo o menino foi para casa, o homem foi trabalhar e está tudo bem, NÃO siga a ladainha, só aumenta a ansiedade. Mantenha a calma e serenidade na sua voz e reafirme que esta tudo bem, com um sorriso no rosto!

O Lú tinha muita fobia quando eu saia de casa e ele ficava, quando eu deixava o Pedro na escola, quando ele via o Pedro dentro da classe e nós tinhamos que esperar até a aula acabar, era um caos, com o programa de "social interactions" mais este aqui, ele conseguiu entender esses movimentos da vida, e hoje quando eu deixo o Pedro na escola e não é dia que o Lú fica também, ele diz "see you soon, Pedro" (ate logo, Pedro).

Nós fizemos um círculo por vez nesta fase, para não inundá-lo de informação, depois misturamos os círculos.

Fase 4 . Regras de interação. Peça para a criança identificar cada comportamento que seria apropriado para os diferentes níveis de intimidade nos círculos de reacionamento.

Quem você abraça?
Quem você pode convidar para vir a sua casa?Com quem você vai ao cinema?
Quem você beija?
Quem você procura se vc se perder?
Para quem você pede ajuda?
Com quem você anda de maos dadas?
Para quem você diz "oi"?
Quem você deixa entrar na sua casa?
Quem você procura se você se machuca?
No carro de quem você pode entrar?

Você seleciona as perguntas e acrescenta outras que facam sentido na realidade da criança. Você pode fazer as perguntas esperando respostas sim ou não, do tipo: Você abraça uma pessoa estranha? Você abraça um amigo?

Faça o exercício como uma conversa, não um questionário.


Fase 5. Desenvolvimento dos relacionamentos. Converse sobre os grupos que podem migrar de um para outro.


Grupos que podem se transformar:

Pessoas estranhas, um dia vc pode conhece-las

Amigos

Grupos q nunca mudam:

A propria crianca, sempre vai ser ela mesma

A familia, sempre vai estar e amar a crianca.

Profissionais.

Sunday, June 24, 2012

Co-regulação emocional - Workshop




"Co-regulação emocional - entenda como acontece no desenvolvimento"
Apresentado por
Eric Hamblen do Place PACE - Oregon - EUA


Aprenda a entender comportamentos desafiadores, repetitivos e socialmente infantis através dos padões que eles ocorrem, com base em regulação emocional, relacionamentos sociais e desenvolvimento cerebral. Para, assim, poder dar suporte ao amadurecimento e desenvolvimento das pessoas com diagnósticos que afetam a aprendizagem social (Transtornos do Espectro do Autismo, Síndrome de Asperger, Déficit de Atenção, Hiperatividade com Déficit de Atenção).
Através de discussão e jogos interativos, você vai explorar as estratégias que podem ser usadas em casa, na escola e na comunidade, que podem ajudar seu filho, ou as crianças com quem trabalha a corrigir os principais déficits sociais, ajudando-os a ganhar competência em todos os ambientes.
Este seminário é recomendado para pais e profissionais que interagem com indivíduos de qualquer idade e todos os níveis de habilidades que apresentem atrasos ou déficits na aprendizagem social.


Eric tem mais de 25 anos de experiência trabalhando com indivíduos com atrasos de desenvolvimento e suas famílias. Com experiência e treinamento em uma variedade de metodologias, ele tem uma perspectiva única sobre o modo de orientar as famílias e profissionais em atividades da vida diária (por exemplo, transições, frequentar lugares públicos, rotina de dormir, brincadeiras e questões acadêmicas). Ele se concentra na promoção do desenvolvimento sócio-emocional para melhorar e corrigir as habilidades da criança em emocionalmente regular as suas experiências, organizar a informação social, e desenvolver relacionamentos significativos, que são os déficits nucleares associados com transtornos de aprendizagem social.



Tradução: Marie Dorión Schenk

Data: 24 de junho 2012
Horário: 8h30 - recepção
workshop das 9h as 17h (com 1h30 de intervalo para almoço)
Local: Rua José Guerra, 130 - Clube Transatlântico
São Paulo - SP
Investimento: R$ 150,00 - para familiares
                    R$ 200,00 - para profissionais


Vagas limitadas!

Inscrições e informações pelo e-mail: autismo@live.com 
"Eric Hamblen nos leva observar os comportamentos de nossos filhos por outro ângulo. Muito lógico, por sinal. Nos orienta em estratégias de intervenção bem efetivas. E, sobretudo, nos ensina a ter compaixão ( essa é a palavra que ele usa) por nós mesmas e nossas fraquezas. Recomendo muito!" - Haydée Jacques

 

Wednesday, May 30, 2012

Funções do comportamento

O ABC do ABA

As crianças usam o comportamento como comunicação. Depois que você aprender a ler o comportamento, você será capaz de empregar estratégias para diminuir os comportamentos problemáticos e aumentar o bom comportamento.
O fato é que crianças com autismo utilizam o comportamento como linguagem e você terá que entender essa linguagem antes de ensinar a sua a eles.


Avaliar a função do comportamento.


Todo comportamento têm 3 partes:

A - antecedente - o que acontece pouco antes do comportamento ocorrer. OEsteja atento que algumas crianças são tão sensorialmente desorganizadas que o antecedente pode não ser tão claro, neste caso, você terá que observar todos os aspectos possíveis do ambiente e até um poss´ˆvel atraso na resposta.

B - comportamento - o que acontece depois do antecedente, o que a criança fez. Este comportamento pode ser positivo ou negativo.

C - conseqüência - o que acontece após o comportamento. A consequência será o fator determinante mais provável determinar de como a criança irá responder aos antecedentes semelhantes no futuro.

Comportamento não é uma arte. É uma ciência chamada Análise do Comportamento Aplicada, definido por Cooper, Heron e Heward (1987), como a ciência em que os procedimentos são sistematicamente aplicados e derivam de princípios do comportamento com o objetivo de melhorar o comportamento socialmente significativo.



Colete informações

Primeiro, selecione um ou dois comportamentos que você acha mais incômodos, como morder, gritar ou chutar. Você vai precisar contar quantas vezes por hora ou por dia o seu filho está exibindo esse comportamento particular assim você saberá qual é o ponto de partida. Além de saber quantas vezes o coportamento ocorre ao longo de alguns dias, você também vai precisar determinar a função ou funções do comportamento.
Você terá que registrar o dia e a hora de cada problema de comportamento. Isso ajudará a manter o controle de quantas vezes o comportamento está ocorrendo e se um determinado momento do dia parece ser problemático.

Faça uma tabela em que você possa anotar:
Data / hora. 
Local / atividade. 
Antecedente. 
Comportamento. 
Consequencia. 
Possível função.

Este período de observação deve durar dois ou três dias. Se quando você começar a analisar os dados, você notar que nenhuma função clara aparece uma vez que você não consegue determinar qual o gatilho para o comportamento problema, por exemplo: você pode ter registrado que o seu filho se jogou no chão chorando quando assistia o seu vídeo favorito, e ninguém estava colocando demandas sobre ele. Nesses casos, é boa idéia descartar um problema médico como causa do comportamento. Algumas crianças com infecções de ouvido, dor de dente, ou problemas de estômago pode exibir problemas de comportamento que parecem vir do nada.

Crianças com autismo e pessoas em geral têm três funções principais para seus comportamentos. Queremos alguma coisa, queremos escapar de algo ou estamos simplesmente à procura de estímulos sensoriais.

Se a função do comportamento é estímulo sensorial, a criança pode morder a si mesmo, porque ele quer este estímulo. Esses tipos de comportamentos são chamados de "reforço automático", e ocorrem quando não há ninguém ao redor ou quando ninguém está interagindo com a criança. Esses comportamentos auto-estimulatórios, muitas vezes, acontecem em todas as condições, o que torna difícil determinar sua função. A criança pode balançar ou bater com a cabeça na parede ou fazer um som de zumbido. Estimulação sensorial difere de outras funções, só porque os comportamentos acontecem quando a criança está sozinha ou não participando ativamente de uma atividade ou o comportamento parece ocorrer em proporções iguais em todas as situações. Tudo pode indicar que a criança está fazendo é tentando obter estímulo sensorial.

Você vai precisar desenvolver uma estratégia para cada função do comportamento.
Comportamentos por busca de atenção terão um grupo de estratégias enquanto os comportamentos que servem como uma válvula de escape serão tratados de maneira diferente. Finalmente, todos os comportamentos em busca de estímulo sensorial irão ser tratado com um outro conjunto de intervenções.

Para cada função do comportamento vocíe terá que ter duas abordagens:

* Primeiro você precisa ter uma estratégia de prevenção e/ou substituição do comportamento.
* Em segundo lugar você terá que escrever o que o adulto deve fazer quando confrontados com o comportamento com base em suas funções.

Quanto mais tempo você passar para prevenir ou substituir os comportamentos, mais fácil será conseguir que o seu filho esteja pronto para aprender. Não é irrealista esperar que você gaste 95% do seu tempo implementando estratégias para prevenir o comportamento.

Tenha em mente também que sempre que há problemas de comportamento, a demanda é muito alta para a criança ou o reforço é muito baixo.

A criança precisa estar feliz em trabalhar com o adulto antes de quaisquer demandas sejam colocadas sobre ela. E no início, as exigências devem ser pequenas - quase indefiníveis como demanda.

Quando a criança usa um comportamento mal adaptado para conseguir atenção ou algum objeto é recomendado o uso de uma técnica chamada "contar e pedir" ao invés de colocar a criança de castigo, essa técnica consiste em contar até 5 segundos em que o mal comportamento esteja extinto, por exemplo, se a criança grita para obter atenção, conte até 5 após o último grito e daí ensine alguma forma rápida e prática da criança pedir o que ela quer. Usando essa técnica, você não somente ensinará que o grito não lhe dá o que ela quer, mas também como conseguir o que quer de uma maneira mais apropriada.

Se a criança está usando o comportamento para escapar de alguém ou alguma atividade, pense em maneiras de tornar a pessoa ou a atividade mais atrativa, ou pareie com reforços positivos. Os reforços devem estar disponíveis junto com a atividade para evitar que a criança entre no comportamento para fugir dessa atividade.

Todo aprendizado é motivado pela curiosidade e ela só se manifesta caso a criança esteja num estado emocional tranquilo, é impossível forçar um aprendizado.