Friday, March 30, 2012

Lançamento do livro do jornalista e pai, Paiva Jr.





Lançamento do livro do jornalista e pai, Paiva Jr.

Dia
30/março, sexta à noite, 19h45, em Atibaia. No Auditório do Hospital Novo Atibaia, R. Vereador Luiz Alberto Vieira dos Santos, s/n*

Também será a comemoração do Dia Mundial do Autismo em Atibaia e o lançamento da nova edição da Revista Autismo.


Wednesday, March 28, 2012

Sentimentos e o autismo I


Sentir suas emoções

O propósito das emoções é fornecer informações sobre uma situação, essas informações emocionais podem ajudá-lo a reagir ou tomar decisões sobre esta situação.

Suas emoções também enviam informações para as outras pessoas através das suas expressões faciais e linguagem corporal. Sua capacidade de interpretar as emoções dos outros ajuda a dar sentido ao que eles expressam e saber como reagir a eles. Mas, enquanto suas emoções transmitem informações para os outros e para você mesmo, sua resposta emocional a uma situação pode ser diferente do que outra pessoa porque a mesma situação pode ter significados diferentes para pessoas diferentes.

As emoções não são necessariamente boas ou más. Mesmo que nós podemos considerá-las como positivas ou negativas, há muito para experimentar em cada emoção. Na verdade, existem muitas maneiras pelas quais essas emoções ditas negativas são muito úteis, assim como as positivas.

O dia está cheio de situações que te levam a responder emocionalmente. Respostas emocionais (os sentimentos e pensamentos que são criados por suas emoções) são sinais que te permitem reagir, protejer-se, comunicar e tomar decisões. Sem perder tempo para pensar sobre uma situação, seu cérebro cria instantaneamente uma ação para ajudá-lo a reagir.

Suas emoções estão em seu cérebro, mesmo que você as sinta em seu corpo. Seus sentimentos são criados por meio de sinais enviados pelo seu cérebro que ativam o sistema nervoso do seu corpo, e afeta os músculos e órgãos. Dependendo da resposta emocional que é sinalizada pelo seu cérebro, seu sistema nervoso pode fazer coisas como aumentar ou diminuir sua freqüência cardíaca, fazer as mãos a suarem, deixar a sua boca seca ou ajudá-lo a descansar. Pode até criar uma sensação de borboletas no estômago ou um nó na garganta.

Isso tudo é porque seu cérebro tem a capacidade avaliar o "tamanho" da circunstância e criar, automaticamente, uma resposta emocional que é experimentada cognitivamente (através de seus pensamentos) e fisiologicamente (em seu corpo) na forma de um sentimento. Os psicólogos chamam isso de sistema de avaliação. O sistema de avaliação do seu cérebro, instantaneamente categoriza o "tamanho" da situação e provoca uma resposta emocional, antes mesmo que você esteja ciente de que está pensando sobre isso.
Então, se uma determinada situação faz com que seu sistema avaliação no cérebro desencadeie a emoção da raiva, então você vai ter pensamentos negativos e irá se sentir irritado. Ou se desencadeia tristeza, então você vai pensar em coisas infelizes e terá uma sensação pesada em seu peito.
Seu cérebro sempre fará o melhor para dar-lhe informações e ajudá-lo a responder a uma situação com a emoção mais apropriada no "tamanho" mais adequado. No entanto, o sistema de avaliação algumas vezes pode falhar quando nos sentimos mais vulneráveis.

Nas pessoas com autismo, que é uma desordem neurológica, isso quer dizer, o cérebro, em algumas partes, principalmente a que regula as emoções não funciona igual ao das outras pessoas. Então as emoções deles muitas vezes parece fora de contexto ou de "tamanho" porque o sistema de avaliação no cérebro deles processa as informações de outra forma.

Algumas vezes, pequenos aborrecimentos que o seu cérebro compreende como algo de tamanho pequeno, pode ser visto pelo cérebro de uma pessoa com autismo como algo imenso e a pessoa reagirá conforme o "tamanho" avaliado pelo cérebro dele.

Na maioria das vezes, quando nos sentimos confusos ou com medo, buscamos alguém que possa nos dar conforto ou direção, isso porque nossos cérebros conseguem dimensionar melhor o "tamanho" das nossas situações e as emoções que elas provocam. Essa nossa atitude de buscar alguém para conforto e como guia nos aproxima das pessoas, nos dá a oportunidade de "emprestar" a calma do outro para encontrar o nosso conforto.

Já nas pessoas com autismo, como o sistema de avaliação do cérebro produz uma resposta diferente, a tendência é que eles tenham comportamentos que acabam por afastá-los do conforto que podemos ter das pessoas, não é uma escolha consciente, é somente por causa da maneira que o cérebro funciona. Porém, esses comportamentos que muitas vezes vem em forma de algum tipo de agressão (tapas, chutes ou jogar as coisas), gritos, repetir a mesma coisa, choro descontrolado, ficar madão, acabam por deixá-los ainda mais nervosos e todos que estão em volta se sentem confusos. Mas, é importante saber que a causa desses comportamentos estão no cérebro da pessoa com autismo e não em algo que alguém tenha feito a eles.

Mesmo que seja uma reação a uma atitude, muitas vezes extremamente bem intensionda de alguém, a resposta e a dimensão da resposta, tem a ver com o que a pessoa já experienciou na vida e como o seu sistema de avaliação do cérebro vai dimensionar o fato.

Isso também pode acontecer conosco, seu cérebro pode interpretar uma situação como sendo perigosa devido às suas experiências passadas. Você pode ter tido uma experiência que leva o seu cérebro a decidir a melhor resposta emocional com base nessa experiência. Então você pode ter uma resposta não apropriada em situações semelhantes. Por exemplo, talvez você ficou com medo quando um cão veio latindo em sua direção, isso poderia fazer com que seu cérebro passasse a avaliar todas as situações que envolvessem cachorro da mesma forma, então você sentiria medo toda vez que visse um cachorro.


As emoções são sinais que são enviados a partir do seu cérebro que criam automaticamente uma resposta em seu corpo, os sentimentos. Depende do que uma situação particular significa para você, seu cérebro vai avaliar a intensidade em que você vai expressar suas emoções, e como apropriadamente você pode expressá-las.

Pesquisadores têm estudado as expressões faciais de pessoas de culturas diferentes e descobriram que determinadas expressões faciais são iguais em pessoas de todas as culturas. Crianças de todo o mundo demostram expressões faciais muito semelhantes quando estão animadas, surpresas, com medo, tristes, com raiva, nojo, vergonha e muitas outras emoções.

Mas uma das coisas que podem ser diferentes são as regras sociais sobre como expressar as emoções. Em algumas culturas, pode ser aceitável que você chore em voz alta quando você está triste, mas em outras culturas pode ser mais apropriado expressar sua tristeza em silêncio ou até mesmo esconder seus sentimentos. Assim, enquanto certas expressões faciais podem ser compartilhadas por todas as pessoas, existem diferenças culturais - ou comportamentos aprendidos - que nos ensinam como verbalmente ou fisicamente expressar essas emoções, incluindo a intensidade ao expressá-las.


Em alguns casos de crianças com autismo, essas expressões faciais não parecem bem definidas, parecem que estão constantemente com uma expressão neutra, o que torna a interação um tanto difícil porque dificulta aos outros ler a emoção que eles estão sentindo.

Mas isso não significa que eles não sintam amor ou alegria quando um irmão, irmã ou outra pessoa tenta interagir com eles, mesmo que a resposta seja estranha, ou a pessoa pareca só querer mandar, isso acontece pela questão de como o cérebro avalia a resposta/reação que a pessoa terá e não pelo afeto que eles sentem.


Emoções são automáticas e reflexivas. Ou seja, a emoção é uma reação a algo e tem um motivo especial por trás dela.
Emoções causam mudanças no corpo e no comportamento.
As respostas emocionais vão dar informações rápidas sobre uma situação que podem levar você a tomar uma atitude.

Bibliografia:
Understanding myself by Marcy C. Lamia

Monday, March 26, 2012

Matemática: multiplicação


Esta é uma idéia da minha querida Ana Muniz:

Já os problemas de matematica, eu uso muito a ajuda de "material manipulativo".
Eu faço com papel A4 mesmo. As vezes eu uso folha de caderno mesmo.
Por exemplo, estamos aprendendo "problemas com multiplicação".
Tipo.....

PRODUTOS PREÇO POR QUILO

bife 5 reais
frango 4 reais
peixe 3 reais
salsicha 2 reais


Com base na tabela responda.
Quanto custa 2 quilos de frango?
O Felipe não conseguia raciocinar isto.
Então eu cortei cartões e escrevi na frente "FRANGO 1Kg" e atras o preço "4 REAIS".
E fiz uns 4 cartões de frango.
E dai, vc coloca 2 cartões juntos mostrando 2kg de frango.
E pergunta, quanto custa 2 kg?
E dai, vira os cartões e mostra o preço.
Como aparece duas vezes, a criança vai fazer soma.
E dai, vc entra com a historia de REPETIDO e entao pode ser multiplicação.

Ontem, brincamos com os cartões e hoje, o Felipe fez os problemas sem o suporte dos cartões.

Pra matemática, sempre procurem usar material manipulativo.
Fica mais facil de entender.

Para questões de X + 7 = 10
Pensem em uma balança e trabalhem com pinos/botões. (ou guardem as moedas de 1 ou 10 centavos)
O lado esquerdo tem q ser igual ao lado direito.
Entao, vão colocando os pinos no lugar do X até atingir o valor igual.
Desenvolvendo o raciocinio, dá pra fazer depois a operação inversa de 10-7.
Pois assim, a criança já entendeu a idéia do que está fazendo.

bjs
AnaM

Sunday, March 25, 2012

Produção de texto

Veio da escola a lição de casa para compor um texto sobre as pessoas da família. Pensando nas dificuldades do Pedro em se organizar para se comunicar, porém com o pesamento mais focado nas habilidades dele se dado o devido suporte, quebramos essa produção de texto em etapas.

Primeiro eu cortei vários papéis e escrevi "Papai, Mamãe, Irmão e Eu", em outra cor, escrevi nos papéis várias coisas que temos na casa, gata, cachorra, alguns brinquedos, computador, telefone, escova de dentes, etc.

Com o auxilio desse visual, pedi q o Pedro relacionasse uma coisa para cada pessoa da família. Ele colocou a gata para ele, Lego para o irmão, telefone para o papai e várias coisas embaixo da mamãe. Com isso compus frases, cada palavra em um papelzinho q ele teve que ordenar. Daí ele foi escolhendo a ordem das frases. E transcrevendo frase por frase no caderno. No meomento de escrever sobre o irmão que ele tinha relacionado com Legos, o irmão ficou dizendo do lado que também gosta de jogar wii, então o Pedro completou com essa informação :-).

Friday, March 23, 2012

Educar a emoção II


Mente, corpo e as emoções

As emoções são reações naturais do corpo para as experiências da vida.
Sua vida reflete o que você acredita e aceita, e isso depende de como você percebe as coisas à sua volta, como seu corpo recebe, processa e planeja as informações do meio e suas ações.
A confiança é essencial para o bem-estar emocional e para conseguirmos ouvir a sabedoria do corpo.

O aprendizado também só acontece através das emoções, através do envolvimento em que sentimos confiaça, é que abrimos nossa mente e nossos sentidos para receber as informações do meio e processá-las como um aprendizado positivo.

Através de um mentor, que simplesmente é alguém mais experiênte que nós, podemos nos sentir seguros através da relação para experimentar e experiênciar coisas novas, deixar nossa curiosidade nos guiar e assim aprendermos de forma única e completa.

Com as pessoas com autismo, o processo é o mesmo, com um porém, como as conexões relacionais não acontecem de maneira natural, o papel do mentor é mais delicado e deve ser levado com muita responsabilidade. As pessoas com autismo percebem os estímulos do meio de uma forma que muitas vezes os confunde, causa ansiedade e os deixa aflitos. Essas percepções podem ser confusas em 1 ou mais dos 5 sentidos, visão, audição, paladar, tato ou olfato ou no entendimento e processamento das emoções sentidas.

Se não conseguimos entender o que sentimos, não conseguiremos dar uma resposta apropriada ao estímulo, isso quer dizer, se eu estou com calor e não consigo perceber que meu corpo sente calor, não consigo planejar e executar um comportamento que ajude o meu corpo a aliviar-se do calor, e posso ter uma reação não apropriada como uma agressão, gritos ou sair correndo. Num exemplo menos extremo, se ao encontrar com pessoas desconhecidas sinto vergonha mas não entendo esse sentimento, fico impossibilitada de controlá-lo e acabarei por reagir num comportamento estranho, como ignorar ou falar compulsivamente de um assunto que seja somente do meu interesse.

Experiências negativas em torno de um estímulo provocam uma memória de trauma, que pode desencadear uma reação fisiológica, como suar, o coração palpitar, sentir calores e ardores na pele e sentimos medo. Seu corpo registra múltiplas reações durante uma experiência traumática.

Encarar uma situação ou lugar desconhecido pode fazer com que medos sejam aflorados. Sentimentos e emoções fortes podem ser assustadores e paralisar a capacidade de responder. Esses mesmos sentimentos também podem ser estimulantes e inspiradores quando você confia em si mesmo e tem a confiança que seu corpo não irá traí-lo com essas reações fisiológicas.

Muitas vezes quando o medo surge, respiramos de forma superficial, contraindo o corpo e obstruindo os sentidos. Quando você respira superficialmente, as células do seu corpo não recebem oxigênio suficiente e assim não são alimentadas plenamente. Como resultado, a percepção interna e as percepções sensoriais ficam comprometidas, diminuíndo a capacidade de intuição e reação consciente.

Ou seja, se nossas crianças estiverem em estado de medo, é uma reação fisiológica em que é impossível ter um comportamento consciente, é um momento, que como mentores emocionais, temos que usar estratégias para trazer o equilíbrio para seus sistemas.

Quando uma pessoa está tensa, a consciência corporal, a intuição, a capacidade de se perceber e visualizar são bloqueadas.

Consciência é a chave para transformar bloqueios psicológicos e alteração de comportamento.

Existem três tipos de consciência: a consciência exterior, consciência interior e fantasia.

Consciência exterior é a consciência do que você vê, cheira, ouve e sente através do toque externo. Consciência de imagens, sons e cheiros podem desencadear lembranças e sentimentos.
Consciência interior é a consciência das sensações abaixo da superfície da pele, tais como o seu batimento cardíaco, desconforto abdominal ou um nó na garganta. Ela inclui perceber dor, tristeza, raiva, medo, ansiedade ou sentimentos de alegria.
Fantasia envolve a imaginação e a intuição.

Orientar a consciência envolve o trabalho nos quatro modos de percepção: ver, ouvir, pensar e sentir. Cada modo usa um sentido diferente de experiência. E o toque é o que mais aumenta a consciência corporal.

Enquanto algun estress é normal e necessário para o desenvolvimento humano, demasiado pode ser prejudicial.

Na infância e na adolescência vivenciamos muitas alegrias, mas encontramos também muito estresse, e é assim que deve ser. O estresse desempenha um papel importante em todas as fases do desenvolvimento de uma criança, como aprender a segurar o copo para beber água ou para tentar decorar a tabuada. Cada etapa do aprendizado e crescimento envolve um grau de estresse, seguido pelo prazer indescritível de uma nova conquista. Por isso, nosso papel como mentores não é evitar o estress e frustração nas nossas crianças, mas dar-lhes o suporte emocional através da confiança para que eles dominem a própria frustração e tenham o sentimento de glória por ter alcançado algo que mereceu tentativas para ser conquistado.

O estresse é uma coisa muito real. Ele pode ser medido e observado por alterações no organismo: um aumento da pressão sanguínea, uma mudança no metabolismo e digestão, uma supressão do sistema imunitário e/ou o sistema imunológico deficiente.

O estresse também pode afetar o humor e o comportamento, fazendo com que uma criança fique agitada, deprimida, com comportamento opositor ou ansiosa.

Nossas crianças tem um sistema sensorial e emocional confuso, essa confusão gera estress que pode desencdear reações fisiológicas frente a situações novas, de transição ou de trauma. Às vezes, o uso de medicamento pode ajudar a bloquear essas reações fisiológicas, mas somente experiênciar essas situações com suporte e ter um desfecho de sucesso é que poderá de fato reescrever essas situações na memória e ajudar com que nossas crianças ultrapassem esses desafios.

Preocupações com seus problemas diários podem fazer com que você perca boas oportunidades que estão bem diante dos seus olhos. Apreciar o que você já tem ajuda a desenvolver uma atitude de gratidão.

Não perca o foco no desenvolvimento global da sua criança, o que importa é como ela consegue transitar na vida diária, o que ela consegue aproveitar das aportunidades de interação que aparecem no dia a dia!

“Quando você está apegado ao que ama com expectativas, você limita o fluxo do que é possível na vida.”

Bibliografia de apoio:

Acupressure for Emotional Healing - Michael Reed Gach, Ph.D. e beth Ann Henning, Dipl, A.B.T.
The Relaxation & Stress Reduction Workbook for Kids - Lawrence E. Shapiro e Robin K Sprague