Friday, March 23, 2012

Educar a emoção II


Mente, corpo e as emoções

As emoções são reações naturais do corpo para as experiências da vida.
Sua vida reflete o que você acredita e aceita, e isso depende de como você percebe as coisas à sua volta, como seu corpo recebe, processa e planeja as informações do meio e suas ações.
A confiança é essencial para o bem-estar emocional e para conseguirmos ouvir a sabedoria do corpo.

O aprendizado também só acontece através das emoções, através do envolvimento em que sentimos confiaça, é que abrimos nossa mente e nossos sentidos para receber as informações do meio e processá-las como um aprendizado positivo.

Através de um mentor, que simplesmente é alguém mais experiênte que nós, podemos nos sentir seguros através da relação para experimentar e experiênciar coisas novas, deixar nossa curiosidade nos guiar e assim aprendermos de forma única e completa.

Com as pessoas com autismo, o processo é o mesmo, com um porém, como as conexões relacionais não acontecem de maneira natural, o papel do mentor é mais delicado e deve ser levado com muita responsabilidade. As pessoas com autismo percebem os estímulos do meio de uma forma que muitas vezes os confunde, causa ansiedade e os deixa aflitos. Essas percepções podem ser confusas em 1 ou mais dos 5 sentidos, visão, audição, paladar, tato ou olfato ou no entendimento e processamento das emoções sentidas.

Se não conseguimos entender o que sentimos, não conseguiremos dar uma resposta apropriada ao estímulo, isso quer dizer, se eu estou com calor e não consigo perceber que meu corpo sente calor, não consigo planejar e executar um comportamento que ajude o meu corpo a aliviar-se do calor, e posso ter uma reação não apropriada como uma agressão, gritos ou sair correndo. Num exemplo menos extremo, se ao encontrar com pessoas desconhecidas sinto vergonha mas não entendo esse sentimento, fico impossibilitada de controlá-lo e acabarei por reagir num comportamento estranho, como ignorar ou falar compulsivamente de um assunto que seja somente do meu interesse.

Experiências negativas em torno de um estímulo provocam uma memória de trauma, que pode desencadear uma reação fisiológica, como suar, o coração palpitar, sentir calores e ardores na pele e sentimos medo. Seu corpo registra múltiplas reações durante uma experiência traumática.

Encarar uma situação ou lugar desconhecido pode fazer com que medos sejam aflorados. Sentimentos e emoções fortes podem ser assustadores e paralisar a capacidade de responder. Esses mesmos sentimentos também podem ser estimulantes e inspiradores quando você confia em si mesmo e tem a confiança que seu corpo não irá traí-lo com essas reações fisiológicas.

Muitas vezes quando o medo surge, respiramos de forma superficial, contraindo o corpo e obstruindo os sentidos. Quando você respira superficialmente, as células do seu corpo não recebem oxigênio suficiente e assim não são alimentadas plenamente. Como resultado, a percepção interna e as percepções sensoriais ficam comprometidas, diminuíndo a capacidade de intuição e reação consciente.

Ou seja, se nossas crianças estiverem em estado de medo, é uma reação fisiológica em que é impossível ter um comportamento consciente, é um momento, que como mentores emocionais, temos que usar estratégias para trazer o equilíbrio para seus sistemas.

Quando uma pessoa está tensa, a consciência corporal, a intuição, a capacidade de se perceber e visualizar são bloqueadas.

Consciência é a chave para transformar bloqueios psicológicos e alteração de comportamento.

Existem três tipos de consciência: a consciência exterior, consciência interior e fantasia.

Consciência exterior é a consciência do que você vê, cheira, ouve e sente através do toque externo. Consciência de imagens, sons e cheiros podem desencadear lembranças e sentimentos.
Consciência interior é a consciência das sensações abaixo da superfície da pele, tais como o seu batimento cardíaco, desconforto abdominal ou um nó na garganta. Ela inclui perceber dor, tristeza, raiva, medo, ansiedade ou sentimentos de alegria.
Fantasia envolve a imaginação e a intuição.

Orientar a consciência envolve o trabalho nos quatro modos de percepção: ver, ouvir, pensar e sentir. Cada modo usa um sentido diferente de experiência. E o toque é o que mais aumenta a consciência corporal.

Enquanto algun estress é normal e necessário para o desenvolvimento humano, demasiado pode ser prejudicial.

Na infância e na adolescência vivenciamos muitas alegrias, mas encontramos também muito estresse, e é assim que deve ser. O estresse desempenha um papel importante em todas as fases do desenvolvimento de uma criança, como aprender a segurar o copo para beber água ou para tentar decorar a tabuada. Cada etapa do aprendizado e crescimento envolve um grau de estresse, seguido pelo prazer indescritível de uma nova conquista. Por isso, nosso papel como mentores não é evitar o estress e frustração nas nossas crianças, mas dar-lhes o suporte emocional através da confiança para que eles dominem a própria frustração e tenham o sentimento de glória por ter alcançado algo que mereceu tentativas para ser conquistado.

O estresse é uma coisa muito real. Ele pode ser medido e observado por alterações no organismo: um aumento da pressão sanguínea, uma mudança no metabolismo e digestão, uma supressão do sistema imunitário e/ou o sistema imunológico deficiente.

O estresse também pode afetar o humor e o comportamento, fazendo com que uma criança fique agitada, deprimida, com comportamento opositor ou ansiosa.

Nossas crianças tem um sistema sensorial e emocional confuso, essa confusão gera estress que pode desencdear reações fisiológicas frente a situações novas, de transição ou de trauma. Às vezes, o uso de medicamento pode ajudar a bloquear essas reações fisiológicas, mas somente experiênciar essas situações com suporte e ter um desfecho de sucesso é que poderá de fato reescrever essas situações na memória e ajudar com que nossas crianças ultrapassem esses desafios.

Preocupações com seus problemas diários podem fazer com que você perca boas oportunidades que estão bem diante dos seus olhos. Apreciar o que você já tem ajuda a desenvolver uma atitude de gratidão.

Não perca o foco no desenvolvimento global da sua criança, o que importa é como ela consegue transitar na vida diária, o que ela consegue aproveitar das aportunidades de interação que aparecem no dia a dia!

“Quando você está apegado ao que ama com expectativas, você limita o fluxo do que é possível na vida.”

Bibliografia de apoio:

Acupressure for Emotional Healing - Michael Reed Gach, Ph.D. e beth Ann Henning, Dipl, A.B.T.
The Relaxation & Stress Reduction Workbook for Kids - Lawrence E. Shapiro e Robin K Sprague

Wednesday, March 14, 2012

Mais do que Palavras - E-book Autismo


Mais do que Palavras
Autor: Fern Sussman

Para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo, a comunicação é tão importante como para as outras crianças.

No entanto, elas enfrentam desafios especiais, devido ao seu estilo de aprendizagem e preferências sensoriais, o que geralmente torna difíceis a interação e a comunicação.

Felizmente há algumas coisas que tornam mais fáceis para o seu filho todos os tipos de aprendizagem, inclusive aprender a se comunicar.

As idéias deste livro preparam pais para ajudar seus filhos a aprender a interagir e se comunicar, usando situações que ocorrem naturalmente durando o dia.

Acesse o livro para download no Blog: O Mundo de Peu

Este é o melhor primeiro livro para se ler que dá idéias efetivas de como interagir com a criança autista de maneira a incentivar o desenvolvimento da linguagem verbal e não-verbal!

Preparem-se para o dia 2 de abril!


A data se aproxima e chega a hora de apertarmos a divulgação e se quisermos ver algo iluminado de azul na cidade, temos que acelerar e cobrar para que façam acontecer.
Na finalzinho da página do Dia Mundial no site da revista (http://RevistaAutismo.com.br/DiaMundial#material) temos modelos de ofício para quem precisar.

Lá nos materiais também tem opções para escolas desenvolverem o tema no 2/abril e o cartaz que usaremos o mesmo do ano passado, para mudarmos isso de 2 em 2 anos e muitas instituições que têm o material de 2011 poderem reutilizar.

Para quem tiver dificuldade com a iluminação em azul, saiba que existe um plástico resistente ao calor, chamado "gelatina para refletor", próprio para isso, que se coloca na frente da lâmpada para que fique da cor do plástico (no nosso caso, azul). É superbarato e, pelo que eu soube, o único cuidado é não deixar o plástico encostar no vidro do refletor, tem que fixar de uma maneira que o plástico não encoste no vidro. No MercadoLivre, por exemplo, tem vários que vendem (http://eletronicos.mercadolivre.com.br/audio-profissional-djs/Gelatina_OrderId_PRICE_ItemTypeID_N), a partir de R$ 12,99 a folha, que é grande, 50cm x 60cm. Basta procurar no Google por "gelatina para refletor" que acha-se fácil, também se encontra em lojas de produtos para som e iluminação.

É isso, vamos à luta!

Paiva Junior

Livro explica os sinais do autismo em bebês e crianças


Livro explica os sinais do autismo em bebês e crianças

Incentivar o diagnóstico — ou ao menos a suspeita — de autismo. Essa é a intenção do livro Autismo — Não espere, aja logo! — Depoimento de um pai sobre os sinais de autismo, lançado neste mês (março) pela editora M.Books (132 páginas, R$ 39). O livro, de autoria do jornalista Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo e pai de um garoto com autismo, busca explicar sem nenhuma linguagem técnica os sintomas do autismo e destacar a importância de um dos únicos consensos a respeito do transtorno em todo o planeta: quanto antes se inicia o tratamento, melhores são as chances de se ter mais qualidade de vida e desenvolvimento de habilidades. O livro tem prefácio do neuropediatra José Salomão Schwartzman e contra-capa com texto do neurocientista Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia (EUA).

Mesmo que os pais não aceitem bem o diagnóstico ou ainda não tenham uma confirmação definitiva, fechada (até porque essa confirmação comumente vem depois dos 3, 5 ou até 6 anos de idade), o autor procura incentivar que iniciem o tratamento logo: "não esperem, ajam!". "É preciso aproveitar essa grande 'janela' de desenvolvimento dos primeiros anos de vida", explica o autor, com a autoridade de quem tem um filho de quase 5 anos, que está no espectro do autismo. Paiva é também pai de uma menina de quase 3 anos, porém, com desenvolvimento típico ("normal").

O jornalista escreve como pai, por isso não há o uso excessivo de termos técnicos e jargões: "Não escrevo em 'linguagem técnica de médico', escrevo de forma que profissionais de educação e saúde, além de pais e parentes de autistas possam entender o autismo e, ao suspeitar de comportamentos autísticos em alguma criança possam sugerir que encaminhem-na para a avaliação de um especialista. “É um texto de leigo para leigo, de pai para pais", explicou Paiva Junior, que faz questão de destacar que "o livro não habilita ninguém a diagnosticar autismo, papel que é dos médicos neurologistas, neuropediatras e psiquiatras da infância".

Conteúdo extra

QR Code para o site http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.brNesta primeira edição do livro, toda a arrecadação do autor será revertida para a Revista Autismo, um projeto sem fins lucrativos. Portanto, comprar o livro não apenas ajuda no diagnóstico precoce, mas também contribui para que a revista permaneça existindo.Outro diferencial do livro são os links para conteúdo extra, com QR Codes (códigos de barras de duas dimensões que podem ser fotografados por telefones celulares para acessar conteúdo online) levando a extensões de capítulos, relatos de famílias, vídeos e material que será permanentemente atualizado.

No site http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br há mais informações e um conteúdo extra relacionado a vários capítulos, inclusive link para comprar o livro.

Livro: Autismo — Não espere, aja logo!, 132 páginas, R$ 39,00, editora M.Books, 2012.
Site: http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br

Pré-venda: clique aqui para encomendar o seu

Sunday, March 11, 2012

Andar em lojas, supermercados, parques ...


Como é bom quando as etapas fazem parte do passado. Vasculhando arquivos, encontrei este grande desafio que tivemos com o Luís.

O grande problema era que o Luís caminhasse em lojas, ele se agarrava a mim, ou se jogava no chão, ou saia correndo. Isso já acontecia ao colocar os pés em qualquer loja, e com isso eu tinha que carregalo irriquieto no colo enquanto fazia compras de supermercado, tarefa nada fácil!

Com a orientação de terapeutas, desenvolvemos um plano para trabalhar esta questão.

3 vezes por semana a terapia era andar em lojas ou supermercados, em que eu ia explicando que ele teria que andar co as próprias pernas, e assim íamos, ele esperneando, girando o corpo e agarrando na minha perna e meu papel era siguir no mesmo tom, erguendo ele segurando por debaixo dos braços, e mesmo entre seus pulos de raiva, a qualquer momento em que ele encostava o pé no chão, ganhava um reforço positivo imediato.

Quando conseguimos chegar na etapa em que ele conseguia, uma vez ou outra, andar em toda a loja sem se pendurar em mim ou qualquer outro tipo de comportamento inadequado para a situação, passamos a comprar recompensas maiores, como adesivos ou pequenos brinquedinhos nas lojas q caminhávamos, assim acrescentamos a ida ao caixa com uma recompensa final (e não mais instantânea para "cada passo").

Depois, como o entendimento do Luís em espera também tinha progredido, passamos a recompensá-lo pelo bom comportamento (andar com as próprias pernas no supermercado) com idas ao Starbucks para comer bolo ( o programa favorito dele, apesar dele só ter 2 anos na época).

Aos pucos, o reforçador tangível foi sendo retirado pois estava sempre pareado com o reforçador social de ser um bom companheiro, e isso era sempre bem explicitado.

E assim, o prêmio vem sempre pelo bom comportamento! Sempre atrelado ao fato dele GANHAR porque se comportou bem e JAMAIS PERDER pelo comportamento inapropriado. Ao entrar nas lojas e supermercado, o reforço NUNCA entrava em questão, não era (e nem deve ser) uma barganha.

Você pode ler mais sobre reforço positivo em:
Diferente resposta = diferente reforço positivo
Regras para o reforço positivo
Nossa experiência com reforçadores

Sunday, March 4, 2012

ABA - Iniciar uma interação

Os objetivos são ensinar um maneira apropriada para começar uma interação, o que aumentará o desejo de obter e manter a atenção das pessoas.

Você pode usar a indução de acerto (prompt) começando pelo suporte físico completo até o apontar, você considera que a criança aprendeu após fazer a ação três dias seguidos, em duas situações distintas de forma independente (sem indução de acerto).

Fase 1: Pergunte para a criançaa "Aonde está a bola (ou qualquer objeto)? A criança responde "lá" e aponta na direção do objeto. É super importante planejar a variação dos objetos e posição do objeto. Comece com objetos grandes e depois passe para objetos menores que vão requerer mais atenção da criança.

Quando nos iniciamos a fase 1, nós fazíamos 10 repetições por sessão, divididas em dois grupos de 5 vezes. Este exercício requereu mais repetição constante até que nos atingíssemos "expontanedade" lá pela terceira repetição. Quando isso aconteceu, nós passamos a repetir 10 vezes mas, de forma mais aleatória durante a sessão. Perguntava: "Cadê o carneiro?" que estava posicionado no chão mas com alguma distancia do Pedro ou do Luís, então eles olhavam no quarto e viam o carneiro, podendo dar a resposta apontando "lá", então nós usávamos o carneiro para fazer a atividade seguinte. Dessa maneira nos fomos fazendo as 10 vezes na sessão, eles achavam o objeto e usavamos-o para a atividade seguinte. Mas, no comeco, foi só repetição.

Fase 2: Peça à criança para dar um objeto para uma determinada pessoa. A pessoa não deve receber o objeto até que a criança diga "Toma" ou "aqui" ou qualquer outra coisa que seja para chamar a atenção do receptor que seja socialmente apropriado (sem ser grito). Você pode incrementar pedindo que a criança diga "Toma (nome da pessoa que ela está entregando o objeto)"

Você pode usar o jogo com bola, ou rolar carrinho, quando jogar a bola um para o outro os dois devem dizer "La vai, fulano"

Conosco a bola funcionou melhor, aqui nos tinhamos problemas de atenção no receptor também (que era o Pedro ou o Luís), mas nós seguimos trabalhando o levar alguma coisa para alguém, por exemplo: O Luís ainda chupava chupeta para dormir, então na hora de colocá-los na cama eu dava chupeta para o Pedro levar para o Lú, como é uma coisa que o Lú IA querer receber, eu eliminei o problema da distração do receptor. Fazia a mesma coisa com bolacha, maçã, ou algum brinquedo. Essa fase foi incorporada também nos "favores diários" como buscar um yogurte para a mamãe!

Fase 3: Conseguir a atenção de alguém. A criança deve dizer ou perguntar alguma coisa para alguém. Esse alguém não deverá responder na tentativa inicial, então a criançaa deve dizer o nome da pessoa e cutucar o braco dela.

Nesta fase, o Luís devia dizer o nome da pessoa, para o Pedro, pela maior dificuldade na fala, ele só precisava cutucar a pessoa e pedir o que queria (eu achei que acrescentar dizer o nome, poderia desinteressar o Pedro completamente pois seriam muitos obstaculos para ele de uma única vez). Nós usamos muito bolinhas de sabão, se você fizer com outra pessoa, a pessoa que sopra as bolinhas de sabão deve ficar de costas e o segundo adulto deve guiar a criança para pedir que sopre mais bolinhas. Nós também usamos bexigas, os meus adoram quando você assopra a bexiga e deixa ela esvaziar voando pelo ar, para soprar a bexiga de novo, o soprador também deve estar "inatento" ao primeiro pedido da criança para que ela seja levada a cutucá-lo pela atenção.

Eu fiz muito este exercício sozinha (pela falta do segundo adulto), e percebi que o importante é o "fazedor da ação" estar realmente ocupado com outra coisa, para o Pedro, era ofencivo se você não estava fazendo nada e ignorava o primeiro pedido dele, então eu assoprava as bolinhas de sabão e fingia que estava escrevendo, assim quando ele vinha pedir, eu podia "ignorar" o pedido porque estava genuinamente ocupada e ele então persistia com o toque no meu ombro.

Se ele precisasse de inducao de acerto, eu puxava e fazia o movimento sem olhar para ele, então quando ele me cutucava é que eu olhava, é mais difícil sozinha, com dois adultos funciona muito mais facil.




Fase 4: Mostrar alguma coisa que a criança fez. Tenha certeza que a outra pessoa pode ver o que foi feito.

Eles faziam projetos de arte com a tutora e depois vinham me mostrar. A tutora dizia, "Vamos mostrar para a mamãe" e eles saiam do segundo andar até a cozinha para me mostrar o desenho ou colagem. A tutora seguia para ter certeza que não iria acontecer nenhuma distração no caminho e eles não iriam "perder o rumo", nas primeiras vezes eu atendi rapidamente (para criar o incentivo de vir mostrar), depois nós acrecentamos o cutucar para mostrar. Nós fazíamos a "exposição do trabalho" na parede ou janela. No fim do dia eu retirava para não ficar muita coisa pela casa.

Qualquer iniciação de interação expontânea e socialmente apropriada era prontamente atendida e reforçada. Depois essa resposta de atenção foi sendo trabalhada com espera para ser atendido, persistência.

Colocá-lo a participar as atividades rotineiras da casa, seguindo os moldes do RDI também foi importante para o amadurecimento desta habilidade.