Como é bom quando as etapas fazem parte do passado. Vasculhando arquivos, encontrei este grande desafio que tivemos com o Luís.
O grande problema era que o Luís caminhasse em lojas, ele se agarrava a mim, ou se jogava no chão, ou saia correndo. Isso já acontecia ao colocar os pés em qualquer loja, e com isso eu tinha que carregalo irriquieto no colo enquanto fazia compras de supermercado, tarefa nada fácil!
Com a orientação de terapeutas, desenvolvemos um plano para trabalhar esta questão.
3 vezes por semana a terapia era andar em lojas ou supermercados, em que eu ia explicando que ele teria que andar co as próprias pernas, e assim íamos, ele esperneando, girando o corpo e agarrando na minha perna e meu papel era siguir no mesmo tom, erguendo ele segurando por debaixo dos braços, e mesmo entre seus pulos de raiva, a qualquer momento em que ele encostava o pé no chão, ganhava um reforço positivo imediato.
Quando conseguimos chegar na etapa em que ele conseguia, uma vez ou outra, andar em toda a loja sem se pendurar em mim ou qualquer outro tipo de comportamento inadequado para a situação, passamos a comprar recompensas maiores, como adesivos ou pequenos brinquedinhos nas lojas q caminhávamos, assim acrescentamos a ida ao caixa com uma recompensa final (e não mais instantânea para "cada passo").
Depois, como o entendimento do Luís em espera também tinha progredido, passamos a recompensá-lo pelo bom comportamento (andar com as próprias pernas no supermercado) com idas ao Starbucks para comer bolo ( o programa favorito dele, apesar dele só ter 2 anos na época).
Aos pucos, o reforçador tangível foi sendo retirado pois estava sempre pareado com o reforçador social de ser um bom companheiro, e isso era sempre bem explicitado.
E assim, o prêmio vem sempre pelo bom comportamento! Sempre atrelado ao fato dele GANHAR porque se comportou bem e JAMAIS PERDER pelo comportamento inapropriado. Ao entrar nas lojas e supermercado, o reforço NUNCA entrava em questão, não era (e nem deve ser) uma barganha.
Os objetivos são ensinar um maneira apropriada para começar uma interação, o que aumentará o desejo de obter e manter a atenção das pessoas.
Você pode usar a indução de acerto (prompt) começando pelo suporte físico completo até o apontar, você considera que a criança aprendeu após fazer a ação três dias seguidos, em duas situações distintas de forma independente (sem indução de acerto).
Fase 1: Pergunte para a criançaa "Aonde está a bola (ou qualquer objeto)? A criança responde "lá" e aponta na direção do objeto. É super importante planejar a variação dos objetos e posição do objeto. Comece com objetos grandes e depois passe para objetos menores que vão requerer mais atenção da criança.
Quando nos iniciamos a fase 1, nós fazíamos 10 repetições por sessão, divididas em dois grupos de 5 vezes. Este exercício requereu mais repetição constante até que nos atingíssemos "expontanedade" lá pela terceira repetição. Quando isso aconteceu, nós passamos a repetir 10 vezes mas, de forma mais aleatória durante a sessão. Perguntava: "Cadê o carneiro?" que estava posicionado no chão mas com alguma distancia do Pedro ou do Luís, então eles olhavam no quarto e viam o carneiro, podendo dar a resposta apontando "lá", então nós usávamos o carneiro para fazer a atividade seguinte. Dessa maneira nos fomos fazendo as 10 vezes na sessão, eles achavam o objeto e usavamos-o para a atividade seguinte. Mas, no comeco, foi só repetição.
Fase 2: Peça à criança para dar um objeto para uma determinada pessoa. A pessoa não deve receber o objeto até que a criança diga "Toma" ou "aqui" ou qualquer outra coisa que seja para chamar a atenção do receptor que seja socialmente apropriado (sem ser grito). Você pode incrementar pedindo que a criança diga "Toma (nome da pessoa que ela está entregando o objeto)"
Você pode usar o jogo com bola, ou rolar carrinho, quando jogar a bola um para o outro os dois devem dizer "La vai, fulano"
Conosco a bola funcionou melhor, aqui nos tinhamos problemas de atenção no receptor também (que era o Pedro ou o Luís), mas nós seguimos trabalhando o levar alguma coisa para alguém, por exemplo: O Luís ainda chupava chupeta para dormir, então na hora de colocá-los na cama eu dava chupeta para o Pedro levar para o Lú, como é uma coisa que o Lú IA querer receber, eu eliminei o problema da distração do receptor. Fazia a mesma coisa com bolacha, maçã, ou algum brinquedo. Essa fase foi incorporada também nos "favores diários" como buscar um yogurte para a mamãe!
Fase 3: Conseguir a atenção de alguém. A criança deve dizer ou perguntar alguma coisa para alguém. Esse alguém não deverá responder na tentativa inicial, então a criançaa deve dizer o nome da pessoa e cutucar o braco dela.
Nesta fase, o Luís devia dizer o nome da pessoa, para o Pedro, pela maior dificuldade na fala, ele só precisava cutucar a pessoa e pedir o que queria (eu achei que acrescentar dizer o nome, poderia desinteressar o Pedro completamente pois seriam muitos obstaculos para ele de uma única vez). Nós usamos muito bolinhas de sabão, se você fizer com outra pessoa, a pessoa que sopra as bolinhas de sabão deve ficar de costas e o segundo adulto deve guiar a criança para pedir que sopre mais bolinhas. Nós também usamos bexigas, os meus adoram quando você assopra a bexiga e deixa ela esvaziar voando pelo ar, para soprar a bexiga de novo, o soprador também deve estar "inatento" ao primeiro pedido da criança para que ela seja levada a cutucá-lo pela atenção.
Eu fiz muito este exercício sozinha (pela falta do segundo adulto), e percebi que o importante é o "fazedor da ação" estar realmente ocupado com outra coisa, para o Pedro, era ofencivo se você não estava fazendo nada e ignorava o primeiro pedido dele, então eu assoprava as bolinhas de sabão e fingia que estava escrevendo, assim quando ele vinha pedir, eu podia "ignorar" o pedido porque estava genuinamente ocupada e ele então persistia com o toque no meu ombro.
Se ele precisasse de inducao de acerto, eu puxava e fazia o movimento sem olhar para ele, então quando ele me cutucava é que eu olhava, é mais difícil sozinha, com dois adultos funciona muito mais facil.
Fase 4: Mostrar alguma coisa que a criança fez. Tenha certeza que a outra pessoa pode ver o que foi feito.
Eles faziam projetos de arte com a tutora e depois vinham me mostrar. A tutora dizia, "Vamos mostrar para a mamãe" e eles saiam do segundo andar até a cozinha para me mostrar o desenho ou colagem. A tutora seguia para ter certeza que não iria acontecer nenhuma distração no caminho e eles não iriam "perder o rumo", nas primeiras vezes eu atendi rapidamente (para criar o incentivo de vir mostrar), depois nós acrecentamos o cutucar para mostrar. Nós fazíamos a "exposição do trabalho" na parede ou janela. No fim do dia eu retirava para não ficar muita coisa pela casa.
Qualquer iniciação de interação expontânea e socialmente apropriada era prontamente atendida e reforçada. Depois essa resposta de atenção foi sendo trabalhada com espera para ser atendido, persistência.
Colocá-lo a participar as atividades rotineiras da casa, seguindo os moldes do RDI também foi importante para o amadurecimento desta habilidade.
O Catavento Cultural que fica no Palácio das Indústrias é bem interessante para as crianças a partir de 9 anos. Para os pequenininhos não tem muita atração e as informações são voltadas ao público infanto-juvenil.
Os dois setores que os meus mais curtiram foram o Universo, com a maquete do Sol e alguns almofadões para curtir o "céu estrelado" e o Engenho, em que o ápice para eles foram as diversas formas de bolhas de sabão, além das engenhocas de ascender luzes, espelhos e movimento centrífugo.
A parede de escalada é muito bem feita, mas é somente para crianças acima de 1,20m, o meu caçula ficou frustrado por ser baixinho :-( mas nada como as engenhocas para reanimá-lo.
Uma dica é fazer o passeio pela manhã, abre as 9h, nós saímos de lá ao meio dia e meia e já começava a ter espera para manusear as engenhocas, antes desse horário estava bem tranquilo.
O valor da entrada inteira é R$ 6,00, tem a opção de meia etrada para crianças e o estacionamento no próprio local é de R$5,00 e não são muitas vagas, mais um motivo para visitar o museu cedo.
Idéias para fazer com as crianças nas férias, alguns dias chovem, então, vamos à cozinha!
Faça uma lista dos ingredientes, pode ser com desenhos, e junto com seu filho vá buscando um por um e coloque sobre a mesa ou pia da cozinha.
Ingredientes: 3/2xícara de manteiga-amolecida 3 /4 xícarade açúcargranulado 1colher de chá deextrato de baunilha 1 ovo grande 2 xícarasde farinha de trigo 1 1/2colheres de cháde fermento em pó 1/4colher de chá desal 1.Aqueça o forno a190 grausC. Com todos os ingredientes sobre a mesa, coloque as medidas e deixe que seu filho despeje na tijela, se você tiver mais de uma criança em casa, eles podem alternar quem despeja. 2.Bataa manteiga e oaçúcar até ficarleve. 3.Adicione a baunilhae o ovoe mexaaté misturar bem. 4.Misturea farinha,o fermento e o salaté obter uma massamacia. 5.Embrulhe a massa empapel manteiga oufilme plástico eleve à geladeira por pelo menos uma horaantes de trabalhar a massa. 6.Empolvilhe a superfície comuma mistura igual defarinha de trigoe açúcarde confeiteiro.Abra a massaparacom 3 cm deespessurae corte emformas desejadas. 7.Coloque os biscoitosem umaassadeirauntada ou cobertacom papel manteiga. 8.Decore comaçúcar coloridoou outras decorações, como desejado. 9.Asse por8-10minutos ou atélevementedourado. 10.Deixe esfriarna assadeirapor 2 minutosantes de removercompletamente.