Tuesday, November 15, 2011

Thanksgiving por Gislaine Bueno


... todos os dias que acordo e sinto o vento da janela, friozinho, batendo no meu rosto.

... todos os dias que olho pro Matheus quando ele acorda ainda assonado e solta um lindo e grande sorriso pra mim quando me vê

... chegar em casa e encontrar com o pipoca (o cachorro) morto de felicidade por me ver e louco pra ter a nossa atenção

... poder partilhar de um almoço na casa da minha mãe com os meus irmãos, ela e o Matheus morto de felicidade por comer o bife a milanesa “dela”

... ir trabalhar e passar pelo Parque do Ibirapuera, todos os dias de manhã, com o cheiro de natureza e as pessoas sorrindo praticando seu esporte

... ter amigos que sempre me ensinam a melhorar meu modo de ser e agir

... poder ajudar o Matheus em seus momentos de desconforto, simplesmente, por mostrar pra ele que estou ali e sempre estarei

... saber que Deus cuida de mim e dos meus em todos os momentos e que nada acontece, nem uma folha de árvore cai, sem que seja da sua vontade

... receber carinho, amor e atenção das pessoas que estão comigo todos os dias no trabalho, que é o local que mais passo o meu tempo

... ter recebido a herança mais rica que podia, o Matheus, que com todas as suas características e trejeitos me ensina a ser uma pessoa melhor

Agradeço ao A-Familia, por neste ultimo ano ter me “suportado” e ter me ensinado a ser uma mãe melhor, uma pessoa mais calma, menos ansiosa (se é que isso é possível...), a reconhecer que o menor dos ganhos é o maior de todos, a reconhecer que a expectativa deve ser zerada e que temos que estabelecer novas metas, a ser mais forte.

Agradeço a Deus....

pela vida da Marie, que com seu altruísmo dedica todo seu conhecimento, tempo, carinho, a todas nós

pela vida da Tatiana, que com tantas coisas pra fazer, consegue ser amorosa, dedicada e uma amiga presente

pela vida da Sonia, que com seu carisma, sua calma e sua sabedoria me ensinaram que as coisas precisam ir mais devagar, mas sempre andar

pela vida da Analú, que indiscutivelmente se tornou minha irmã mais velha e amada e sempre esta presente para me aconselhar

pela vida da Ana Muniz, que com seu amor, cuidado, e colo, sempre me mostra o lado bom e ruim de tudo, mas mais do que isso, me ensina como fazer em cada situação

pela vida da Elaine, que é indiscutivelmente um ser humano fora do normal, amável, atenciosa, mãezona, e nossa conselheira

pela vida da Haydee, que nos mostra TODOS OS DIAS que a vida por ser mais leve e agradável

pela vida da Paula, que com seu jeito tão amoroso, me ensinou que a dedicação é a forma mais preciosa de obter ganhos

pela Andrea Werner, que com seu jeito tão quieta me ensinou que nem sempre podemos aceitar as coisas como elas são, temos o direito e o dever de fazer melhor

E por todas as outras amigas, não menos especiais, que todos os dias, me apoiam, cuidam, e me ajudam a ser mais feliz!

Beijo gde e especial pra vc!

Gislaine Talia Thomal Bueno

Thanksgiving por Elaine Cristina

Semana passada, conversando com uma amiga eu disse que antes de agradecer, eu precisava fazer uma lista daquilo que eu não agradeceria... Um "Before I give thanks"

... É tão mais fácil reclamar do que ver e sentir aquilo que já nos foi dado...

Foi nesta conversa que eu finalmente entrei no espírito do feriado mais legal do ano, então este é o meu primeiro agradecimento. Thank You Marie!

Este ano, não passou... Foi mais ou menos assim: Qdo alguém dizia que era Setembro, outro alguém já gritava que Outubro tinha chegado e aqui estamos nós, em Novembro!

Fatos marcantes: Nicolas vai pra escola sem reclamar e já toma banho sozinho, Victor está finalmente treinado para usar o banheiro e lê tudo o que ve pela frente. E eu serei sempre infinitamente grata por isto.

Houve tempos em que o caos se instalou aqui em casa e a minha vontade foi dizer "Pára tudo que eu quero descer..." Mas estou aqui, sentada digitando essas palavras enquanto um sorriso vai nascendo no meu rosto... Por que eu fiquei, por que eu não fui? Simplesmente porque não existe outro lugar no mundo que eu gostaria de estar, se não este mesmo. Porque é aqui que eu pertenço, são esses os meus filhos, e este é o meu marido e mesmo que distante, são vocês os amigos que eu tenho... Tenho amigos aqui também, claro que tenho... Mas são vocês que sabem, que entendem, sentem e vivem quase a mesma vida que eu... e por tantas vezes sonham, como eu sonho e desejam aquilo que eu desejo todos os dias.

Este ano eu realmente entendi que o bom da vida acontece qdo a gente deixa de esperar, porque é natural esperar por coisas grandiosas, mas são os detalhes, são as coisas miúdas que nos fazem verdadeiramente felizes e pra enxergar essas coisas é preciso mesmo abrir o coração, porque é com ele que notamos o sorriso do filho, é com ele que ainda olhamos pra eles como se eles tivessem acabado de nascer e é no coração da gente que eles nunca crescem...

Tem mais uma coisa que eu preciso muito agradecer... Isto não aconteceu uma ou duas vezes, mas muitas... Quando eu me senti triste e sem muita perspectiva... eu pude perceber que os meus amigos me viam diferente, eles me enxergavam forte, persistente, carinhosa e consequentemente eu me sentia melhor... Então, hoje e por todos os amanhãs que ainda virão é que eu digo pra vocês às vezes é bom emprestar o olhar daqueles que nos querem bem, só por um minuto ou dois...

Eu sei que ai no Brasil não é feriado, que o dia vai ser corrido porque é quase final de ano letivo... e por isto eu convido vocês pra encontrar um momento no dia para agradecer...

Muito em breve vou começar a preparar a casa, as crianças vão chegar da escola com desenhos coloridos com as cores do outono, nós vamos assar tortas de maçã e abóbora, derreter marshmallow pra comer com batata doce, rir de uma coisa aqui e outra ali e claro que não pode falar o "rei" da festa que é o peru. Em muitos destes momentos o telefone irá tocar e na TV aparecerá uma última dica pra deixar a carne macia... se o sol brilhar as criancas vão brincar no quintal ou assistir o desfile de balãos que acontece na cidade... amigos vão aparecer pra comer a sobremesa e os meninos grandes vão assistir a partida de futebol enquanto as meninas crescidas vão mais uma vez verificar a lista de compras, pra qdo as lojas abrirem mais tarde e no meio de tudo isto, mais risadas, mais falar com a boca cheia, comer mais um pedaço disto ou um pouco daquilo pq esta tudo muito gostoso...

E eu vou pensar em vocês e mais uma vez entender que é o amor que move o mundo e não o contrário... e desejar muito, muito que um dia a gente possa compartilhar de um momento assim... em qualquer data, porque todo dia e dia de "Give Thanks."

Happy Thanksgiving!

Elaine (mae do Nicolas, do Victor, esposa do Albert, tia de 6 e amiga de muitos)
**este ano falta o dona do Joey**

Thursday, October 27, 2011

Tônus muscular


O sistema neurológico determina o nosso nível de tônus ​​muscular. Tônus muscular permite-nos manter nosso corpo em posição e nos dá a capacidade de movimento. Tônus muscular é o estado dinâmico da musculatura do corpo, em preparação para o movimento. Ele reflete as reações do sistema nervoso central a estímulos sensoriais. É um estado de prontidão, que é o resultado de um ciclo normal sensório-motor-sensorial de impulsos. Por exemplo, se você tentar endireitar o braço de alguém, os músculos rapidamente se contrairão, em resposta, mas depois relaxarão após o estímulo terminado (Gagnon, 2003).

Tônus muscular fornece uma estrutura física normal com seus diversos graus de estabilidade e mobilidade. Isso permite que uma criança se sente em uma cadeira enquanto ouve as instruções, sem medo de cair da cadeira. A criança pode alcançar facilmente qualquer coisa sobre uma mesa ou no chão e sentar-se ereto novamente. A criança fica estável, que lhe permite facilmente mover contra a gravidade.

Problemas que envolvem não ter um adequado tônus muscular:

Uma criança com hipertonia, reage com exagero aos estímulos que a pessoa com tônus muscular normal lida sem problemas. o músculo irá reagir a um ritmo mais rápido e vai recuperar a um ritmo mais lento, o que cria uma falta de prontidão para o movimento dinâmico. Crianças com tônus ​​muscular elevado são freqüentemente descritas como rígidas ou espásticas em seus movimentos (Gagnon, 2003). Pode ser difícil para elas manter a cabeça erguida contra a gravidade ou alcançar algo sem cair.

Aqui é onde a criança começa a desenvolver compensações, o que torna os músculos do pescoço ainda mais rígidos, o que acaba por agravar a inflexibilidade do músculo e dificultar ainda mais o movimento.

Uma criança com, hipotonia, os músculos são lentos para iniciar uma contração e não conseguem contrair totalmente. Muitas vezes, essas crianças também têm dificuldade em manter a contração durante o mesmo tempo que alguém com o tônus ​​muscular normal conseguiria. Tônus muscular baixo faz com que os músculos sejam desajeitados (Gagnon, 2003). Você pode observarque a criança deita a cabeça e o corpo sobre a mesa, porque é difícil mantê-los de pé contra a gravidade. Crianças com baixo tônus ​​muscular tem dificuldade em iniciar o movimento a uma velocidade normal e manter esse movimento. Ela podem ser lenta para responder a estímulos sensoriais, ter dificuldade em manter uma resposta e pode precisar de suporte físico do ambiente, como por exemplo, uma cadeira com braços e a altura em que os pés podem estar firmimente apoiados no chão.

Nosso corpo se mover melhor quando há estabilidade, com o corpo centrado e equilíbrado na linha média.

Sunday, October 23, 2011

Sistema Vestibular e Equilíbrio


O sistema vestibular nos permite manter o tônus ​​muscular, coordenar ambos lados do corpo, manter a cabeça ereta contra a gravidade, coordenar a cabeça, movimentos dos olhos e do corpo e manter o equilíbrio. Este sistema recebe informações através do ouvido interno, sobre equilíbrio, gravidade, movimento, e mudanças de posição no espaço. Ela está intimamente relacionado ao sistema auditivo, que também tem receptores sensoriais no ouvido interno (King, 2002c).

Muitas crianças no espectro autista têm dificuldade em processar as informações do sistema vestibular e podem ser mais reativas aos estímulos percebidos pelo sistema vestibular (Hoekman, 2005). A criança que é mais reativa pode sentir-se enjoada com o movimento do carro ou em um balanço e com isso tentar evitar o movimento excessivo. Em contraste, uma criança que é sub reativa aos estímulos do sistema vestibular estará em constante movimento, girando ou chacoalhando os braços, mãos ou coisas. A criança pode ter falta de equilíbrio e frequentemente esbarrar em coisas ou pessoas. Ambas crianças com dificuldade do processamento no sistema vestibular, terão problemas com interações, bem como com a atenção compartilhada.

Muitos terapeutas têm observado aumento na produção da fala após a estimulação vestibular por causa da relação estreita entre o sistema auditivo e o sistema vestibular (Ayers, 1979;. Yack et al, 2002). Por esta razão, estimular o sistema vestibular pode ser uma boa estratégia quando se quer promover a produção da fala em uma criança.
Porque o aparelho vestibular fornece as informações de equilíbrio, gravidade e movimento, apenas com relação à cabeça, não pode realizar ajustes posturais por conta própria. Sensores no pescoço e talvez em outros músculos posturais são extremamente importantes na sinalização de alterações de equilibrio para o sistema nervoso central na relação entre a cabeça e o corpo. Estes dois sistemas funcionam em conjunto com os olhos para formar um sistema de controle notável que nos mantém em posição ereta em uma ampla variedade de posturas estáveis ​​e instáveis.

O papel do abdomem na postura é crucial, baixo tônus muscular na região do abdomem afetará o bom funcionamento do sistema vestibular, não permitindo que a pessoa "livre energia" para focar a atenção em outros aspectos, sociais por exemplo, e esteja num constante monitoramento do corpo para poder manter o equilíbrio ou uma posição.

Monday, October 17, 2011

Tato


O sistema tátil refere-se aos receptores na pele que enviam estímulos para o sistema nervoso central. A estimulação dos receptores registra o toque leve, o de pressão, assim como frio, calor e dor (King, 2002a). O sistema tátil é o primeiro sistema sensorial a desenvolver e é necessário para o desenvolvimento e sobrevivência (Yack et al., 2002).

Crianças no espectro autista exibem, frequentemente, uma sensibilidade excessiva ao toque (Field, 2001). Esta sensibilidade é o sintoma mais comum de um sistema tátil ainda imaturo , e é referido como hipersensibilidade tátil. Alguns exemplos são o bebê ou criança que chora ao ser pego no colo, os que evitam ou se perturbam quando lavam, escovam os cabelos, aversão à escovar os dentes. Problemas de alimentação e de fala também pode resultar da sensibilidade e em torno da boca.

Devido à sensibilidade excessiva ao toque, a criança está constantemente em alerta, o que torna difícil para ela interpretar qualquer outro estímulo que venha do ambiente, mesmo que processado por outro sistema sensorial. Ou seja, a criança tem dificuldade em prestar atenção a qualquer outra coisa até que ela saiba o que toca ou possa tocá-lo (Hoekman, 2005). Isto leva a defensiva tactil, o que faz com que a criança reaja negativamente ou emocionalmente ao toque de outra pessoa (Ayres, 1979). A criança pode chorar, esfreguar a área tocada, ou reagir agressivamente. Uma pressão firme e até mesmo toque prolongado pode ajudar a reduzir hiper-reação ou reação exagerada ao toque.

As crianças também podem ser sub-reativas ao toque, referido como hiposensibilidade tátil, o que provoca uma intensa necessidade de tocar em tudo ou uma falta de vontade de tocar em qualquer coisa que não for familiar (Hoekman, 2005). Eles podem precisar de estímulos mais intensos, a fim de registrar o toque. Estas crianças não recebem informações sobre onde eles estão sendo tocados, o que inibe a consciência corporal e interfere com o planejamento motor. Hipossensibilidade ao toque também pode impedir movimentos orais durante a alimentação e a
produção da fala (Yack et al., 2002).

As crianças também podem variar entre hipersensibilidade e hiposensibilidade conforme a área do corpo. A criança pode ter reações exarcebadas ao toque no corpo mas buscar mais estímulos tácteis na região da boca; ou o contrário, ser hiposensível no corpo e extremamente sensível na região da boca.

Além disso, ao longo do dia, o sistema tátil pode mudar devido a diferentes experiências sensoriais que a criança precisou processar naquele dia.É importante compreender este processo ao interagir com uma criança que se teve uma reação dramáticaao que parece não haver uma razão desconhecida.